Fosun encaixa 235 milhões de euros com venda de 5,60% do capital do BCP

A Fosun concluiu com sucesso através da Chiado Luxembourg a venda de 846.000.000 ações representativas de aproximadamente 5,60% do capital do Banco Comercial Português pelo valor de cerca de 235,188 milhões de euros, foi anunciado.

© Millennium BCP

Num comunicado enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), com data de 22 de janeiro, a Chiado Luxembourg precisa que o valor total da receita da colocação atingiu aproximadamente 235.188.000 euros, que corresponde a um preço de 0,2780 euros por ação, e que depois da liquidação da operação passará a deter 3.027.936.381 ações do BCP.

A venda foi feita por meio de oferta particular através de um processo de ‘accelerated bookbuilding’ (colocação rápida de ações junto de investidores) dirigido exclusivamente a investidores institucionais qualificados de 846.000.000 ações representativas de aproximadamente 5,60% do capital social do BCP.

A liquidação da colocação ocorrerá em 25 de janeiro de 2024.

Na segunda-feira, os chineses da Fosun tinham anunciado a venda de até 5,60% da sua posição no BCP, através da sociedade Chiado, segundo um comunicado ao mercado, mas que tinham a intenção de manter uma “participação acima de 20%”, disse o banco.

Em comunicado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), a Chiado, sediada no Luxemburgo, deu conta da sua “intenção de proceder à alienação de até 846.000.000 ações representativas de até 5,60% do capital social” do BCP.

Fonte oficial do banco, por sua vez, disse que “o Millennium bcp foi informado que a intenção da Fosun é de manter uma participação acima dos 20%, permanecendo como acionista de referência”.

A Fosun entrou no capital do BCP em 2016, tendo, na altura investido quase 174,6 milhões de euros para comprar 16,7% do capital do banco.

 

Últimas de Economia

As rendas das casas por metro quadrado aumentaram 5,1% em março face ao mesmo mês de 2025, menos 0,1 pontos percentuais do que em fevereiro, tendo todas as regiões registado crescimentos homólogos, informou hoje o INE.
A taxa de inflação acelerou para 2,7% em março, mais 0,6 pontos percentuais do que em fevereiro, refletindo sobretudo o aumento do preço dos combustíveis, anunciou hoje o Instituto Nacional de Estatística (INE).
O preço do gás natural para entrega a um mês no mercado holandês TTF, de referência na Europa, subiu hoje 8,60%, atingindo 47,66 euros por megawatt-hora (MWh).
As licenças para construção e reabilitação de edifícios habitacionais caíram 14,1% em janeiro, em termos homólogos, tendo os fogos licenciados em novas construções recuado 16,9% e o consumo de cimento descido 5,6%, segundo a AICCOPN.
Os preços dos combustíveis em Portugal vão descer na próxima semana, com o gasóleo simples a recuar cerca de 5,5 cêntimos por litro e a gasolina 95 a baixar três cêntimos.
O número de empresas constituídas no primeiro trimestre desceu 5,9% face aos primeiros três meses do ano passado, enquanto as insolvências cresceram 3,1%, divulgou hoje a Informa D&B.
A OCDE recomenda que Portugal reduza os impostos sobre os trabalhadores com menores salários, subindo em contrapartida a carga fiscal sobre a propriedade e eliminando isenções fiscais ineficazes, e aconselha melhorias no emprego dos jovens, mulheres e trabalhadores seniores.
As exportações de bens recuaram 14,9% em fevereiro, enquanto as importações caíram 6,3%, segundo os dados divulgados hoje pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).
A taxa de poupança das famílias na área do euro caiu para 14,4% no quarto trimestre de 2025, o que representa uma descida homóloga de 2,7% relativamente aos 14,8% registados no mesmo período de 2024, divulgou hoje o Eurostat.
O cabaz essencial de 63 produtos, monitorizado pela DECO PROteste, atingiu esta semana um novo recorde de 257,95 euros, mais 2,95 euros face à semana passada.