PJ deteta pela primeira vez na Europa nova droga sintética em falsos comprimidos

A Polícia Judiciária (PJ), através do seu Laboratório de Polícia Científica, detetou pela primeira vez na Europa uma nova droga sintética em vários milhares de comprimidos falsos de oxicodona apreendidos pelas autoridades alfandegárias, foi hoje divulgado.

©facebook/pjudiciaria

Fonte da PJ adiantou à agência Lusa que esta substância, o N-desetil-isotonitazeno, foi apreendida em finais de dezembro durante uma operação alfandegária e enviada para os Laboratórios de Polícia Científica (LPC), que detetaram esta droga em comprimidos de falsa oxicodona cujo mercado final não seria Portugal.

A mesma fonte explicou que estes comprimidos estavam “extremamente bem feitos” e eram “exatamente iguais” aos de oxicodona, analgésico vendido na indústria farmacêutica, mas também muito usado no mercado ilegal do consumo de droga.

De acordo com a explicação, esta nova droga sintética iria ser vendida “como se fosse oxicodona” nos mercados ilegais.

Para a sua identificação, o LPC contou com análises complementares, realizadas em colaboração com a Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa e com o Instituto Superior Técnico.

Esta nova substância psicoativa pertence a uma classe química que surgiu recentemente na Europa, designada de nitazenos, e que provoca uma sensação de euforia, seguida de sonolência, provocando o bloqueio do sistema respiratório, sendo este uma das principais causas de morte por overdose.

Desde 2019, o Observatório Europeu da Droga e Toxicodependência já sinalizou 16 compostos desta classe de nitazenos, maioritariamente no norte do continente europeu.

Últimas do País

A Polícia de Segurança Pública (PSP) deixou uma mensagem sobre o papel das forças de segurança durante manifestações, sublinhando a importância do diálogo e do respeito pelo direito à reunião e à manifestação.
Uma megaoperação da Polícia Judiciária desmantelou uma alegada rede criminosa transnacional suspeita de lesar o Estado português em mais de 150 milhões de euros. O esquema envolvia empresas de fachada em vários países europeus, incluindo estabelecimentos em Arruda dos Vinhos, Vila Franca de Xira e Torres Novas. Foram detidos 39 suspeitos, portugueses e estrangeiros.
Uma mulher foi atacada com uma arma branca numa paragem de autocarro, em plena Avenida Fernão de Magalhães, em Coimbra. A agressora, de 40 anos, foi intercetada por familiares da vítima e entregue à PSP. Desentendimentos pessoais poderão estar na origem do ataque.
O presidente do CHEGA questionou a ausência de uma posição pública do primeiro-ministro perante os confrontos nas manifestações pela habitação. No debate na generalidade do Orçamento do Estado para 2027, André Ventura responsabilizou ainda PS e PSD pelo agravamento da crise habitacional.
Um dos arguidos de um processo de tráfico de droga admitiu, esta terça-feira, no Tribunal de Beja, ter transportado quase 800 quilos de haxixe a bordo de um veleiro. A confissão levou o seu advogado a renunciar à defesa e obrigou a uma nova suspensão do julgamento.
Portugal foi o quinto país da União Europeia com a maior taxa de mortalidade rodoviária em 2025, com 51 mortes por milhão de habitantes, apesar de se registar uma diminuição de 6% face ao ano anterior.
O presidente do CHEGA criticou a falta de uma posição clara do Presidente da República sobre os confrontos na manifestação pela habitação. André Ventura acusa António José Seguro de não defender a atuação da polícia.
Conceição Cabrita, antiga presidente da Câmara Municipal de Vila Real de Santo António, eleita pelo PSD, começou a ser julgada no Tribunal de Faro por suspeitas de corrupção, abuso de poder, prevaricação e falsificação de documentos. A ex-autarca terá recebido milhares de euros de um empresário local.
Uma antiga tesoureira de uma junta de freguesia socialista da Lousã e uma amiga empresária vão ser julgadas por alegados desvios de fundos públicos. O Ministério Público aponta transferências bancárias indevidas, despesas particulares e faturas relativas a serviços que nunca terão sido realizados.
As reivindicações das forças de segurança já não se limitam aos vencimentos. Profissionais da PSP e da GNR manifestam-se por melhores condições remuneratórias e denunciam também os obstáculos que enfrentam no acesso à habitação.