Fenprof exige revisão do regime de mobilidade por doença dos professores

A Fenprof exigiu hoje, em Coimbra, que o próximo Governo reveja o atual regime de mobilidade por doença dos professores, alertando para o número crescente de docentes impedidos de trabalhar.

© Facebook FENPROF

“Vamos ter um número cada vez maior de professores impedidos de dar aulas”, disse o secretário-geral da Federação Nacional dos Professores, Mário Nogueira, ao insistir que tal acontecerá se o regime legal não for revisto e ajustado, ainda em 2024, à realidade dos docentes com incapacidade.

Desde que entrou em vigor, em 2022, “este regime de faz de conta deixou de fora cerca de um milhar e meio” de profissionais que requereram essa proteção ao Ministério da Educação (ME), informou.

Em conferência de imprensa, nas instalações do Centro de Formação do Sindicato dos Professores da Região Centro (SPRC), filiado na Fenprof, Mário Nogueira defendeu que a alteração do diploma “é das primeiras medidas que têm de ser tomadas” pelo Governo que resulte das eleições legislativas de 10 de março.

“A legislação não pode continuar em vigor”, sublinhou, para considerar que “este problema consegue-se resolver numa reunião” dos representantes dos professores com o ME, tendo até em conta que se trata de “um decreto-lei do Governo”.

O diploma, criticou, foi publicado com o objetivo de “criar um clima de suspeição sobre os professores”.

“Queremos que este tormento não se mantenha [no próximo ano letivo], preconizou o dirigente sindical.

Da parte do Ministério da Educação, nos últimos dois anos, “houve a obstinação em manter este regime”, com o argumento de que “havia baixas fraudulentas”.

“Qual a natureza daquilo que considera fraude. Mais uma vez, está a denegrir a imagem dos professores”, acusou, ao recordar que, no dia 10 de janeiro, a Fenprof enviou ao ME “um ofício a pedir informações” sobre essas alegadas situações irregulares.

Para Mário Nogueira, “falta saber de que fraudes o Ministério da Educação estava a falar”, o que, por vezes, “não é mais do que apenas a falta de um relatório”, por exemplo.

Não tendo havido até agora resposta àquela solicitação, a federação vai entregar no Tribunal Administrativo, em Lisboa, “um pedido de intimação judicial” para que o Ministério dê essa informação sobre as supostas fraudes.

Entretanto, a Fenprof pretende saber “o que dizem os partidos” que disputam as legislativas sobre a proteção de professores com doenças incapacitantes.

No encontro com os jornalistas, Mário Nogueira esteve acompanhado por seis professores, oriundos de vários distritos, que deram testemunhos sobre as incapacidades por doença, suas ou de familiares dependentes, e que, por diferentes circunstâncias administrativas, não conseguem estar a trabalhar próximo da residência, nem fruir da proteção legal.

Últimas do País

A GNR deteve um homem de 30 anos em Foz Côa, no distrito da Guarda, por crime cometido na Alemanha, segundo informação divulgada hoje.
A Polícia Judiciária (PJ) deteve hoje dois funcionários de um museu em Lisboa por suspeitas de emissão de bilhetes com desconto ou gratuitos em situações não abrangidas, apropriando-se do valor pago pelos visitantes.
A Polícia Judiciária capturou 65 pessoas procuradas pela justiça estrangeira nos primeiros três meses de 2026, quase metade das detenções realizadas durante todo o ano anterior. O aumento dos mandados internacionais e o reforço da cooperação policial explicam a subida dos números.
A greve de 24 horas dos trabalhadores não docentes, convocada pelo Sindicato Nacional dos Profissionais da Educação (Sinape), fechou esta manhã várias escolas secundárias e básicas nos distritos de Lisboa, Coimbra e Setúbal, constatou a Lusa no local.
O sistema informático do SNS está em baixo desde cerca das 10h00 desta segunda-feira em várias unidades locais de saúde, impedindo os médicos de passar receitas e de aceder aos processos eletrónicos dos doentes, alertou esta segunda-feira a Fnam. A RTP apurou que as falhas estão a registar-se a nível nacional.
Um em cada três concelhos portugueses tem, pelo menos, 10% de residentes de nacionalidade estrangeira. No Algarve, há municípios onde esta população ultrapassa os 40%.
Informações falsas e práticas potencialmente perigosas preocupam os médicos. Ordem exige mais fiscalização para proteger os doentes.
Manuel Pinho foi condenado a oito anos e meio de prisão, mas nunca cumpriu um único dia numa cadeia. O antigo ministro de José Sócrates passou quase cinco anos em prisão domiciliária, na sua quinta, em Braga, antes de recuperar a liberdade.
Sondagem da Intercampus revela que os portugueses não acompanham a decisão antecipada do líder socialista de viabilizar o Orçamento do Estado para 2027.
Mais de 91% das Unidades de Saúde Familiares registaram no último ano três ou mais episódios de indisponibilidade de aplicações informáticas e mais de 82% registaram falhas de material básico, revela um estudo que é esta sexta-feira apresentado.