Militares avisam que promoções continuam a “pecar por atraso” e exigem mudança

A Associação Nacional de Sargentos alertou hoje que as promoções anunciadas na sexta-feira para as Forças Armadas chegaram novamente com atraso, causando prejuízos aos militares, e exigem alterações para que promoções e remunerações sejam efetivadas atempadamente.

© Facebook da Associação Nacional de Sargentos

 

Na sexta-feira, o Ministério da Defesa anunciou que 6.459 militares dos três ramos das Forças Armadas vão ser promovidos este ano, beneficiando da atualização da sua posição na carreira com efeitos remuneratórios.

A Associação Nacional de Sargentos (ANS) reagiu hoje, em comunicado, afirmando que o anúncio do Governo ainda em funções não tem qualquer novidade e que, apesar de a aprovação em 2024 acontecer mais cedo do que em 2023 e 2022, “continua a pecar por atraso”.

“O plano de promoções nas Forças Armadas deveria ter sido aprovado antes do final do ano 2023, anterior àquele a que as promoções dizem respeito, para permitir, assim, que as mulheres e os homens militares e militarizados dos diferentes ramos vissem atualizada a sua posição na carreira em 2024, com os correspondentes efeitos remuneratórios, reconhecidos à data da abertura da vaga para a promoção e não como vem acontecendo”, afirma.

Para a ANS “é da mais elementar justiça conferir o direito à remuneração no posto desde a data da antiguidade expressa no respetivo despacho de promoção”, com efeitos retroativos.

A organização alerta que estes atrasos causam prejuízos financeiros (atraso no diferencial de vencimento), funcionais (o militar exerce funções de um cargo inferior ao que já deveria ter), motivacionais e sociais (pelo prejuízo que causa no cálculo das pensões de reforma).

Por isso, os militares exigem a alteração do Estatuto dos Militares das Forças Armadas, para que a remuneração seja atribuída a partir da data correspondente ao novo posto.

“Com esta proposta retomar-se-ia uma prática anterior e ficaria assim eliminada uma norma austeritária e economicista dos tempos da ‘troika’, que se mantém até hoje, unicamente por vontade dos governos”, afirmam, instando o governo que vier a tomar posse a “dar a devida atenção a estas matérias”.

No comunicado divulgado na sexta-feira, o Governo especificava que o plano de promoções nas Forças Armadas aprovado abrange 1.538 militares e 95 militarizados da Marinha, 3.335 militares do Exército e 1.491 da Força Aérea.

Segundo essa nota, este ano a aprovação do plano de promoções ocorreu ainda mais cedo do que em 2023 e 2022 para permitir que as promoções dos militares abrangidos ocorram ao longo do ano a que respeitam.

Últimas do País

O homem suspeito de ter matado um cidadão em situação de sem-abrigo, em Coimbra, vai aguardar o desenvolvimento do inquérito em prisão preventiva, disse hoje à Lusa fonte da Diretoria do Centro da Polícia Judiciária (PJ).
Um novo mapa de satélite, pensado para a previsão de incêndios e inserido numa ferramenta tecnológica ligada à propriedade rústica, permite verificar qual o território mais suscetível ao fogo este verão, ao nível das freguesias de Portugal continental.
O homem que fugiu do Tribunal de Ponte de Sor e depois se entregou às autoridades, encontrando-se em prisão preventiva, está indiciado de 20 crimes, cinco deles de tentativa de homicídio, divulgou o Ministério Público (MP). O homem que fugiu do Tribunal de Ponte de Sor e depois se entregou às autoridades, encontrando-se em prisão preventiva, está indiciado de 20 crimes, cinco deles de tentativa de homicídio, divulgou o Ministério Público (MP).
A PSP deteve várias pessoas hoje à tarde junto à Assembleia da República (AR), em Lisboa, após confrontos entre manifestantes e a polícia no final da manifestação da CGTP, disse à Lusa fonte daquela polícia.
André Ventura diz que os portugueses “não se entusiasmaram” com a greve geral desta quarta-feira e acusa o Governo de avançar com uma “má reforma laboral”.
Um homem armado com uma pistola carregada e pronta a disparar foi detido pela PSP no interior do Almada Fórum, numa altura em que o centro comercial estava repleto de pessoas.
A PSP deteve em Espinho um homem de 35 anos associado a tráfico de droga e furtos em série, crimes que vinham a gerar forte sentimento de insegurança entre os moradores da cidade.
Uma jovem de 23 anos, considerada “incapaz de resistência”, acordou numa habitação em Lisboa, após uma saída à noite, ao aperceber-se de que estaria a ser abusada sexualmente por um dos convidados presentes no local.
O estupefaciente vinha de Espanha para Portugal. Os suspeitos foram intercetados em Elvas pela Polícia Judiciária (PJ).
Uma simples discussão terminou numa tentativa de homicídio, com tiros disparados em plena via pública junto a uma zona de diversão noturna no Montijo.