Professores, diretores e pais criam observatório para monitorizar a indisciplina nas escolas

Organizações representativas dos professores, diretores escolares e pais lançaram hoje o Observatório da Convivência Escolar, uma iniciativa que pretende ajudar a denunciar e monitorizar a indisciplina nas escolas.

©D.R.

 

A iniciativa é da Federação Nacional da Educação (FNE), em colaboração com a Confederação Nacional das Associações de Pais (Confap), a Associação Nacional de Diretores de Agrupamentos e Escolas Públicas (ANDAEP) e Associação para a Formação e Investigação em Educação e Trabalho (AFIET).

“Em roteiros para a legislatura anteriores, já tínhamos desafiado o Ministério da Educação a criar um observatório para questões da violência e indisciplina, em virtude de sentirmos que, ano após ano, se agudizavam os problemas”, explicou à Lusa o secretário-geral da FNE.

Na falta de resposta da tutela, mas com o apoio de outras organizações, a federação decidiu não esperar mais e o Observatório da Convivência Escolar foi lançado hoje, desde já com o lançamento de uma plataforma ‘online’ para denúncias.

“Queremos criar mecanismos em que possam ser relatados acontecimentos, por alunos, professores ou auxiliares educativos, e queremos também promover um trabalho de investigação que permita, no final de cada ano, apresentar um relatório”, explicou Pedro Barreiros.

No âmbito do Observatório, será criado um grupo de trabalho com representantes de todas as organizações envolvidas.

“Quanto mais abrangente, melhor”, sublinhou o dirigente sindical, referindo que, além da Confap, da ANDAEP e da AFIET, estão ainda a aguardar resposta da Ordem dos Psicólogos, que também manifestou interesse em colaborar na iniciativa.

“É de tal forma urgente que, tendo já o apoio destas organizações, é benéfico que seja já apresentada, até para que outros possam aderir”, acrescentou.

Entre outras questões, o Observatório da Convivência Escolar vai focar-se nos cassos de ‘bullying’ e de ‘ciberbullying’, que a FNE diz assumirem uma dimensão cada vez mais significativa no dia-a-dia das escolas.

Últimas do País

Homem de 55 anos é suspeito de agredir, humilhar e ameaçar a companheira com uma faca. Mulher terá sido obrigada a entregar os códigos do telemóvel e ficou privada da liberdade durante cerca de um dia. Conseguiu libertar-se e pedir ajuda na manhã seguinte.
Polícias estiveram mais de duas horas debaixo de arremessos de pedras e garrafas durante uma fiscalização a um estabelecimento. PSP revela que foram ainda ouvidos disparos de arma de fogo provenientes de vários pontos do bairro. Operação terminou com a apreensão de uma arma, munições e droga.
A PSP deteve no fim-de-semana nove condutores, com idades entre os 22 e 65 anos, por excesso de álcool no distrito de Aveiro, informou hoje aquela força policial.
O presidente do CHEGA considera que a acusação do Ministério Público reforça as suspeitas levantadas pelo partido na comissão de inquérito e contrapõe a atuação da Justiça às conclusões do Parlamento. “Devemos estar gratos pelo trabalho que a Justiça fez e que o Parlamento não exigiu fazer”, declarou.
Homem de 38 anos foi detido na Costa de Caparica depois de alegadamente tentar atropelar um guarda e agredir outros militares. Tinha consigo uma Glock 19, 16 munições e cocaína. Arma estava apreendida à ordem de um processo-crime e deveria encontrar-se sob custódia da PSP.
Relação de confiança permitia ao homem ficar sozinho com as crianças. Ministério Público indicia-o por violação agravada, abuso sexual de crianças e coação agravada.
Um homem de 38 anos foi detido por suspeitas de ter agredido física e psicologicamente, durante os últimos 10 anos, a própria mãe, de 71, em Mourão, no distrito de Évora, divulgou hoje o Ministério Público (MP).
A GNR deteve no domingo seis pessoas e apreendeu 167 jerricãs com mais de quatro mil litros de combustível nas imediações da praia do Castelo, no concelho de Albufeira, informou hoje a força de segurança.
A Polícia Judiciária (PJ) anunciou hoje ter detido no aeroporto Humberto Delgado, em Lisboa, um cidadão estrangeiro, de 78 anos, suspeito do crime de tráfico de droga.
O Ministério Público acusa Nuno Rebelo de Sousa, filho do antigo Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, o antigo secretário de Estado da Saúde, Lacerda Sales, e o ex-diretor clínico de Santa Maria, Luís Pinheiro. Mãe das crianças responde por burla qualificada.