Professores, diretores e pais criam observatório para monitorizar a indisciplina nas escolas

Organizações representativas dos professores, diretores escolares e pais lançaram hoje o Observatório da Convivência Escolar, uma iniciativa que pretende ajudar a denunciar e monitorizar a indisciplina nas escolas.

©D.R.

 

A iniciativa é da Federação Nacional da Educação (FNE), em colaboração com a Confederação Nacional das Associações de Pais (Confap), a Associação Nacional de Diretores de Agrupamentos e Escolas Públicas (ANDAEP) e Associação para a Formação e Investigação em Educação e Trabalho (AFIET).

“Em roteiros para a legislatura anteriores, já tínhamos desafiado o Ministério da Educação a criar um observatório para questões da violência e indisciplina, em virtude de sentirmos que, ano após ano, se agudizavam os problemas”, explicou à Lusa o secretário-geral da FNE.

Na falta de resposta da tutela, mas com o apoio de outras organizações, a federação decidiu não esperar mais e o Observatório da Convivência Escolar foi lançado hoje, desde já com o lançamento de uma plataforma ‘online’ para denúncias.

“Queremos criar mecanismos em que possam ser relatados acontecimentos, por alunos, professores ou auxiliares educativos, e queremos também promover um trabalho de investigação que permita, no final de cada ano, apresentar um relatório”, explicou Pedro Barreiros.

No âmbito do Observatório, será criado um grupo de trabalho com representantes de todas as organizações envolvidas.

“Quanto mais abrangente, melhor”, sublinhou o dirigente sindical, referindo que, além da Confap, da ANDAEP e da AFIET, estão ainda a aguardar resposta da Ordem dos Psicólogos, que também manifestou interesse em colaborar na iniciativa.

“É de tal forma urgente que, tendo já o apoio destas organizações, é benéfico que seja já apresentada, até para que outros possam aderir”, acrescentou.

Entre outras questões, o Observatório da Convivência Escolar vai focar-se nos cassos de ‘bullying’ e de ‘ciberbullying’, que a FNE diz assumirem uma dimensão cada vez mais significativa no dia-a-dia das escolas.

Últimas do País

A PSP deteve nos últimos dias no Aeroporto de Lisboa 14 pessoas através do controlo fronteiriço por posse de documentos falsos, auxílio à imigração ilegal e um mandado de detenção europeu por tráfico de droga, foi hoje divulgado.
O Conselho Nacional de Educação (CNE) concorda com a redução do número mínimo de provas de ingresso para acesso ao ensino superior, mas avisa que eventuais alterações devem ser divulgadas "quanto antes" para que os alunos possam preparar-se.
O INEM redefiniu o modelo de formação, concentrando na Escola Nacional de Bombeiros a dos tripulantes e ambulância, e as escolas médicas deixam de estar envolvidas, o que desagrada aos técnicos de emergência pré-hospitalar.
O Tribunal Judicial de Leiria condenou hoje um homem na pena única de sete anos de prisão por dois crimes de furto, um dos quais tentado, cinco crimes de falsificação de documento e um crime de burla qualificada.
Os Serviços Partilhados do Ministério da Saúde (SPMS) alertaram hoje para mensagens de telemóvel e 'sites' fraudulentos a solicitar pagamentos indevidos, salientando que os serviços do SNS 24 são gratuitos para todos os cidadãos.
Quase 2.800 utentes estavam internados nos hospitais públicos, a meio de janeiro, à espera de resposta social ou de vaga em cuidados continuados, segundo dados da Direção Executiva do Serviço Nacional der Saúde (DE-SNS).
O Governo entregou no parlamento uma proposta de lei que determina a aplicação de multas até 10.200 euros a quem atrase processos judiciais, noticia hoje o jornal Público.
O Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) prevê chuva, neve, vento e agitação marítima nos próximos dias devido à passagem da depressão Ingrid por Portugal continental.
A PSP deteve 30 cidadãos estrangeiros e notificou quase 100 imigrantes para abandono voluntário do país durante as operações de fiscalização a imigrantes realizadas na região de Lisboa no ano passado, anunciou hoje aquela força de segurança.
Mais de 87% da população com 85 anos ou mais já se vacinou contra a gripe, segundo a estimativa de monitorização da campanha, com Portugal perto da meta da Organização Mundial da Saúde para pessoas de 65 anos ou mais.