Ministério das Finanças revê em baixa peso da dívida pública para 95,1% este ano

O Ministério das Finanças reviu em baixa o rácio da dívida pública para 95,1% do PIB este ano, após a queda para 99,1% em 2023, revelam dados do Instituto Nacional de Estatística (INE) hoje divulgados.

© Folha Nacional

 

O peso da dívida pública no Produto Interno Bruto (PIB) reduziu-se de 112,4% em 2022 para 99,1% em 2023, segundo os dados divulgados hoje pelo Banco de Portugal.

O rácio traduz uma ligeira revisão em alta face aos 98,7% estimados no início de fevereiro, mas continuam a fixar-se abaixo da fasquia de 100%.

A redução no ano passado abaixo dos 103% previstos em outubro pelo Ministério das Finanças e a melhoria do saldo orçamental (excedente de 1,2% do PIB) levou o Terreiro do Paço a melhorar a previsão do rácio da dívida pública, apesar de estar a dias de deixar funções.

Na informação enviada a Bruxelas, no procedimento por défice excessivo, a previsão para este ano, que é da responsabilidade do Ministério das Finanças, aponta para um peso da dívida no PIB de 95,1%.

Últimas de Economia

O índice de produção na construção abrandou para 3,0% em novembro, em termos homólogos, menos 0,1 pontos percentuais que em outubro, anunciou hoje o Instituto Nacional de Estatística (INE).
Os aeroportos portugueses movimentaram 68,9 milhões de passageiros de janeiro a novembro, mais 4,7% do que no mesmo período de 2024, enquanto o tráfego de mercadorias registou uma subida mais moderada, de 0,3%, indicou hoje o INE.
A inflação até baixou em 2025, mas a carteira dos portugueses não sentiu alívio. Carne, rendas, seguros e refeições fora de casa subiram bem acima da média, mantendo o custo de vida sob forte pressão.
A inflação homóloga nos países da OCDE, medida pelo Índice de Preços ao Consumidor (IPC), baixou para 3,9% em novembro de 2025, com o retorno dos preços na alimentação.
Os preços globais dos alimentos registaram uma subida média de 4,3% em 2025, anunciou hoje a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO).
O número de despedimentos coletivos comunicados aumentou cerca de 16% até novembro de 2025, face ao período homólogo, totalizando 515, o que supera o total de todo o ano de 2024, segundo dados divulgados hoje pela DGERT.
O consumo diário de energia elétrica em Portugal voltou a bater recordes esta semana, atingindo na quinta-feira um novo máximo histórico de 192,3 Gigawatt-hora (GWh), segundo dados da REN divulgados hoje.
As exportações de bens caíram 1,7% e as importações recuaram 7,9% em novembro de 2025, em termos homólogos, acumulando um crescimento de 0,6% e 4,3% desde o início do ano, divulgou hoje o INE.
Os custos de construção de habitação nova aumentaram 4,5% em novembro face ao mesmo mês de 2024, com a mão-de-obra a subir 8,7% e os materiais 1,0%, segundo estimativa hoje divulgada pelo INE.
A criação de novas empresas atingiu um máximo histórico em 2025, ano em que foram constituídas de 53.030 empresas, mais 3,1% que em 2024, de acordo com o Barómetro da Informa D&B divulgado hoje.