Empresa da rede social de Trump cotada em Wall Street a partir de hoje

A empresa de controlo da rede social de Donald Trump, a Truth Social, vai começar hoje a ser cotada na praça nova-iorquina.

©facebook.com/DonaldTrump

Em documento da reguladora bolsista (SEC, na sigla em Inglês), a empresa indicou que a cotação vai passar a ser feita no índice Nasdaq e através da Trump Media & Technology Group (TMTG).

Esta empresa resultou a fusão da Truth Social e da Digital World Acquisition Corp (DWAC, uma das designadas sociedades instrumentais que visam facilitar operações bolsistas), realizada na passada sexta-feira.

Espera-se que a Truth Social, que é uma imitação da rede social X em que Trup publica diariamente, comece a cotar com uma valorização de 5,5 mil milhões de dólares.

Se assim for, a participação de Trump, que é de cerca de 60%, fica valorizada em cerca de três mil milhões de dólares.

Em todo o caso, Trump fica impedido de alienar ações durante pelo menos seis meses – o que o impede usar o dinheiro da sua eventual venda para acorrer aos seus numerosos casos judiciais.

A entrada em bolsa da Truth Social ocorre em semana turbulenta para Trump. Hoje mesmo, um tribunal de recurso nova-iorquino autorizou-o a pagar uma fiança menor do que a estabelecida no início de um caso por fraude civil.

Agora, Trump tem de pagar 175 milhões de dólares, em 10 dias, em vez dos 464 milhões iniciais, enquanto decorre a apreciação de outro recurso, relativo a uma sentença que o obriga a pagar 454 milhões de dólares.

Também hoje se soube que o julgamento, em Nova Iorque, por 34 delitos relacionados com os pagamentos irregulares à atriz de filmes pornográficos Stormy Daniels em 2016, vai começar em 15 de abril.

Últimas de Economia

A carga fiscal aumentou para 35,3% em 2025, face aos 35% registados no ano anterior, de acordo com a segunda notificação de 2026 relativa ao Procedimento dos Défices Excessivos divulgada hoje pelo INE.
A taxa de poupança das famílias recuou para 12,1% do rendimento disponível no segundo trimestre de 2026, face a 12,4% no trimestre anterior, divulgou hoje o Instituto Nacional de Estatística (INE).
Os preços aumentaram 16,5% no segundo trimestre, enquanto o número de negócios caiu 6,4%. Endividamento dos particulares regista o maior crescimento anual desde 2008.
A economia da zona euro deverá crescer 1% em 2026 e em 2027, segundo as previsões da OCDE, que está mais otimista para este ano mas mais pessimista em relação ao desempenho da economia no próximo.
O Presidente do CHEGA alerta para o peso dos combustíveis no setor agrícola e acusa PS e PSD de incoerência na discussão sobre a redução dos impostos.
O preço dos combustíveis e lubrificantes para transporte pessoal na União Europeia (UE) aumentou, em agosto, 23,8% na comparação homóloga, após as subidas de 13,7% em junho e de 16,9% em julho, segundo o Eurostat.
A economia portuguesa cresce e emprega mais, mas continua a falhar onde mais conta para criar riqueza: no valor produzido por cada hora de trabalho. Em 2025, a produtividade portuguesa ficou em apenas 66,9% da média da União Europeia, abaixo do nível registado no início do século. A Business Roundtable Portugal alerta ainda para salários comprimidos, falta de investimento e dificuldades em reter trabalhadores qualificados.
As empresas comunicaram 407 despedimentos coletivos até agosto, o que representa um aumento de 13,4% face ao período homólogo, mantendo-se no valor mais elevado desde 2020, segundo os dados mais recentes divulgados pela DGERT.
O CHEGA apresentou um projeto de lei que pretende reforçar a proteção das famílias com crédito à habitação própria e permanente quando a prestação passa a representar uma parte muito elevada do rendimento mensal.
O líder do CHEGA, André Ventura, acusou este domingo o primeiro-ministro e o Governo de irresponsabilidade política e hipocrisia sobre o tema do IVA dos combustíveis, e pediu também ao PS que ponham a mão na consciência.