Pagamentos em atraso aumentam para 476,2 milhões de euros até fevereiro

Os pagamentos em atraso das entidades públicas atingiram 476,2 milhões de euros até fevereiro, um aumento de 73,5 milhões de euros face ao período homólogo, de acordo com a síntese de execução orçamental hoje divulgada.

© D.R.

 

“No final de fevereiro, os pagamentos em atraso das entidades públicas ascenderam a 476,2 milhões de euros, o que representa um aumento de 73,5 milhões de euros relativamente ao período homólogo”, indica o documento divulgado pela Direção-Geral do Orçamento (DGO).

Já em comparação com o mês anterior verificou-se uma subida de 11,5 milhões de euros.

De acordo com a DGO, “a evolução homóloga é explicada pelo aumento registado na administração central excluindo o subsetor da saúde (52,8 milhões de euros) e na administração regional (32,3 milhões de euros), atenuada em parte pela diminuição registada na área da saúde (-10,1 milhões de euros)”.

Na variação mensal, o maior contributo regista-se na administração central excluindo o subsetor da saúde (13,4 milhões de euros) e nas unidades de saúde EPE (11,7 milhões de euros), parcialmente compensado pela diminuição registada nas entidades públicas reclassificadas (-6,5 milhões de euros) e na administração regional (-5,9 milhões de euros).

Últimas de Economia

O Banco Central Europeu (BCE) deverá anunciar um novo aumento nas taxas de juro na quinta-feira, em 25 pontos base e para o limite superior da zona neutra, estimam os analistas, depois da manutenção das taxas diretoras em julho.
O número de empresas constituídas até agosto desceu 3,0% face ao mesmo período do ano passado, enquanto as insolvências cresceram 1,3%, divulgou hoje a Informa D&B.
Os custos de construção nova terão aumentado 6,8% em julho, em termos homólogos, tendo os materiais subido 6,3% e a mão-de-obra 7,3%, de acordo com uma estimativa hoje divulgada pelo Instituto Nacional de Estatística.
André Ventura anuncia que o CHEGA vai avançar judicialmente contra o Estado para exigir a devolução aos cidadãos dos valores cobrados indevidamente nos combustíveis. A iniciativa surge numa altura em que os preços voltam a disparar: o gasóleo deverá subir 12 cêntimos e a gasolina nove cêntimos por litro esta semana.
Autoridade Tributária já arrecadou mais 37% do que previa receber durante todo o ano de 2026 em juros de mora e compensatórios. Receita disparou 45% face ao mesmo período de 2025 e aproxima-se, em apenas sete meses, do total cobrado em todo o ano passado. Quem deve ao Estado paga uma taxa de 7,221%, mais de três vezes superior à taxa de referência do BCE.
O preço por litro do gasóleo deverá aumentar 15 cêntimos e o da gasolina avançar 12 cêntimos na próxima semana, caso a tendência atual se mantenha, segundo a estimativa do Automóvel Club de Portugal (ACP).
Os preços homólogos da produção industrial aumentaram 5,8% na zona euro e 5,6% na União Europeia (UE) em julho, segundo dados hoje divulgados pelo Eurostat.
Quase metade dos europeus só consegue comprar o equivalente a um apartamento com até 50 metros quadrados, revela um novo estudo da Universidade Técnica de Viena, que inclui o mercado de habitação português entre os "sistematicamente inacessíveis".
A escalada do petróleo nos mercados internacionais ameaça provocar uma subida de 14 cêntimos por litro no gasóleo e de sete cêntimos na gasolina.
Os novos contratos de empréstimos para habitação aumentaram 166 milhões de euros em julho, para 2.345 milhões de euros, atingindo o valor mais elevado da série, informou hoje o Banco de Portugal (BdP).