FMI discute venda de ouro para responder a emergências

A diretora do Fundo Monetário Internacional (FMI), Kristalina Georgieva, apontou na terça-feira que a possibilidade de a sua instituição vender ouro para responder a emergências “está sobre a mesa”, se bem que não recolha consenso.

© FMI

 

“É um tema sobre o qual alguns dos nossos membros acreditam firmemente que vender ouro é apenas o último recurso em caso de emergência imprevista. Há muitos que dizem ‘vendamos outo’ e outros que contrapõem ‘esperem um minuto, não nos precipitemos’, afirmou Georgieva, durante um encontro do Centro para o Desenvolvimento Global.

A dirigente do FMI acrescentou que a discussão sobre o assunto está a ser construtiva e que a possibilidade de vender “está sobre a mesa”.

O FMI recorda, na sua página na internet, que é um dos maiores possuidores de ouro do mundo, com 2.814,1 toneladas métricas.

Sedeado em Washington, o FMI não tem poder para comprar ouro ou participar em transações com ouro, com empréstimos ou arrendamentos, mas pode vender ouro diretamente ao preço de mercado e aceitar ouro de Estados membros que reembolsem empréstimos.

No passado, o FMI já devolveu ouro aos membros e já o vendeu também.

Últimas de Economia

O 'stock' de empréstimos para habitação atingiu, em agosto, 119.062 milhões de euros, o equivalente a uma taxa de variação anual de 11,2%, a mais alta desde fevereiro de 2003, divulgou hoje o Banco de Portugal (BdP).
A inflação deverá acelerar este ano para 3,2%, num contexto de subida de preços dos combustíveis impulsionado pela guerra no Médio Oriente, estima o Conselho das Finanças Públicas (CFP).
O Banco Central Europeu (BCE) prevê que a inflação da energia atinja um pico no final de 2026 e diminua significativamente em 2027, foi hoje anunciado.
O valor mediano de avaliação bancária na habitação atingiu um novo máximo histórico de 2.254 euros por metro quadrado em agosto, mais 14 euros do que no mês anterior e 14,7% acima do mês homólogo de 2025, divulgou hoje o INE.
Os preços do gasóleo na União Europeia (UE) atingiram um novo máximo de 2,23 euros por litro, contra 2,16 euros na semana anterior, segundo uma análise da agência de notícias AFP aos dados nacionais publicados hoje pela Comissão Europeia.
A carga fiscal aumentou para 35,3% em 2025, face aos 35% registados no ano anterior, de acordo com a segunda notificação de 2026 relativa ao Procedimento dos Défices Excessivos divulgada hoje pelo INE.
A taxa de poupança das famílias recuou para 12,1% do rendimento disponível no segundo trimestre de 2026, face a 12,4% no trimestre anterior, divulgou hoje o Instituto Nacional de Estatística (INE).
Os preços aumentaram 16,5% no segundo trimestre, enquanto o número de negócios caiu 6,4%. Endividamento dos particulares regista o maior crescimento anual desde 2008.
A economia da zona euro deverá crescer 1% em 2026 e em 2027, segundo as previsões da OCDE, que está mais otimista para este ano mas mais pessimista em relação ao desempenho da economia no próximo.
O Presidente do CHEGA alerta para o peso dos combustíveis no setor agrícola e acusa PS e PSD de incoerência na discussão sobre a redução dos impostos.