FMI discute venda de ouro para responder a emergências

A diretora do Fundo Monetário Internacional (FMI), Kristalina Georgieva, apontou na terça-feira que a possibilidade de a sua instituição vender ouro para responder a emergências “está sobre a mesa”, se bem que não recolha consenso.

© FMI

 

“É um tema sobre o qual alguns dos nossos membros acreditam firmemente que vender ouro é apenas o último recurso em caso de emergência imprevista. Há muitos que dizem ‘vendamos outo’ e outros que contrapõem ‘esperem um minuto, não nos precipitemos’, afirmou Georgieva, durante um encontro do Centro para o Desenvolvimento Global.

A dirigente do FMI acrescentou que a discussão sobre o assunto está a ser construtiva e que a possibilidade de vender “está sobre a mesa”.

O FMI recorda, na sua página na internet, que é um dos maiores possuidores de ouro do mundo, com 2.814,1 toneladas métricas.

Sedeado em Washington, o FMI não tem poder para comprar ouro ou participar em transações com ouro, com empréstimos ou arrendamentos, mas pode vender ouro diretamente ao preço de mercado e aceitar ouro de Estados membros que reembolsem empréstimos.

No passado, o FMI já devolveu ouro aos membros e já o vendeu também.

Últimas de Economia

Todas as cidades das áreas metropolitanas de Lisboa e do Porto, assim como da região do Algarve, tornaram-se "inacessíveis" para uma família de rendimento médio que queira arrendar casa pela primeira vez, conclui um estudo da Century 21.
O dinheiro colocado pelos clientes particulares em depósitos atingiu 144,3 mil milhões de euros em 2025, o valor máximo desde 2003, o início da série, segundo os dados hoje divulgados pelo Banco de Portugal.
Os bancos emprestaram 23,3 mil milhões de euros em crédito à habitação em 2025, mais 5.900 milhões de euros do que em 2024 e o valor mais elevado desde 2014 (o início da série), segundo o Banco de Portugal.
Cerca de 116 mil clientes da E-Redes continuavam esta terça-feira às 12:00 sem fornecimento de eletricidade em Portugal continental, na sequência dos danos provocados pela depressão Kristin na rede elétrica, informou a empresa.
O presidente da estrutura de missão para responder aos efeitos da depressão Kristin afirmou hoje que a plataforma para pedir apoios para a reconstrução das casas afetadas deverá ficar disponível online entre hoje e quarta-feira.
O mês de janeiro de 2026 teve o maior consumo de energia elétrica de sempre registado no sistema nacional, segundo avançou hoje a REN - Redes Energéticas Nacionais.
O preço mediano dos 41.117 alojamentos familiares transacionados no terceiro trimestre de 2025 foi de 2.111 euros por metro quadrado, mais 16,1% que no mesmo período de 2024 e 2,2% acima do trimestre anterior, divulgou hoje o INE.
O Estado anunciou ajuda, mas o dinheiro não chegou a quem precisava. Em 2025, 1,2 milhões de euros destinados à botija de gás ficaram por gastar, apesar do aumento do preço e do recorde de beneficiários. Um apoio que existe no papel, mas falha na vida real.
Os pagamentos em atraso das entidades públicas fixaram-se em 332,3 milhões de euros em 2025, com um aumento de 37,4 milhões de euros face ao ano anterior, foi anunciado.
A empresa que gere o SIRESP vai receber este ano uma indemnização compensatória de 26 milhões de euros para garantir a gestão, operação e manutenção da rede de comunicações de emergência e segurança do Estado, anunciou hoje o Governo.