Paddy Cosgrave regressa à liderança quase seis meses depois

Paddy Cosgrave anunciou hoje o regresso à liderança da Web Summit quase seis meses depois de se ter demitido na sequência de várias empresas cancelarem a participação no evento após as afirmações que fez sobre Israel.

© Facebook de Paddy Cosgrave

 

“Hoje regresso como CEO [presidente executivo] da Web Summit”, afirma o cofundador da Web Summit, numa mensagem publicada nas redes sociais, referindo que quando apresentou demissão no ao passado “foi a primeira vez” que tirou folga em 15 anos.

“Deu-me tempo para pensar sobre a Web Summit, a sua história, porque é que o comecei sozinho no meu quarto e o que queria que fosse”, afirma Paddy Cosgrave.

Em 21 de outubro, Paddy Cosgrave demitiu-se do cargo depois de várias empresas cancelarem a participação no evento, em Lisboa, na sequência de afirmações que fez sobre Israel e, nove dias depois, foi anunciado que a antiga diretora da Wikimedia Foundation Katherine Maher seria a nova presidente executiva.

“Aproveitei para me reconectar com velhos amigos da Web Summit e ouvir o que tinham a dizer e o que queriam” da cimeira tecnológica, prossegue.

“Alguns avanços tecnológicos incríveis, relacionamentos, parcerias e empresas cresceram a partir dos nossos eventos e quero continuar a desenvolver isso”, acrescenta, sublinhando que pretende acelerar ainda mais “esta missão” de construir comunidades “ainda mais fortes dentro da Web Summit”.

Paddy Cosgrave sublinha que está “incrivelmente animado com o futuro com muito mais para partilhar”.

Em 21 de outubro, quando apresentou demissão do cargo de CEO, Cosgrave pediu “desculpas” pelos seus comentários sobre Israel na rede social X (antigo Twitter), em 13 de outubro, uma publicação que deu origem a várias críticas.

“Estou impressionado com a retórica e as ações de tantos líderes e governos ocidentais, com a exceção particular do Governo da Irlanda, pela primeira vez estão a fazer a coisa certa. Os crimes de guerra são crimes de guerra mesmo quando cometidos por aliados e devem ser denunciados pelo que são”, disse, na altura, Paddy Cosgrave em alusão conflito entre Israel e o Hamas.

Depois da onda de críticas, Paddy Cosgrave pediu desculpas, o que não impediu que várias empresas cancelassem a sua participação na Web Summit.

De acordo com os últimos dados do Ministério da Saúde de Gaza, 33.175 pessoas foram mortas na guerra que começou há seis meses, depois de o Hamas ter atacado território israelita, a 07 de outubro, matando cerca de 1.200 pessoas.

Últimas de Economia

O preço por litro da gasolina deverá subir cerca de cinco cêntimos e o de gasóleo deverá descer até um cêntimo na próxima semana, segundo as estimativas divulgadas esta sexta-feira pelo Automóvel Club de Portugal (ACP) e pela Anarec.
Os custos de construção de habitação nova terão aumentado 7,5% em agosto, em termos homólogos, tendo os materiais subido 7,1% e a mão-de-obra 8,0%, de acordo com uma estimativa divulgada esta sexta-feira pelo INE.
A presidente do Tribunal de Contas defendeu que reformas das finanças públicas não devem enfraquecer o controlo externo da despesa, para proteger as democracias.
A receita fiscal prevista para o próximo ano equivale a cerca de 7.350 euros por habitante, num cenário em que o Estado espera arrecadar mais dinheiro através dos impostos.
O Estado português prepara-se para arrecadar 70,67 mil milhões de euros em impostos no próximo ano, um novo máximo que representa mais 2,86 mil milhões de euros face à estimativa para 2026.
O presidente do CHEGA responsabiliza o Partido Socialista de abrir caminho a um Orçamento que, segundo afirma, vai agravar o custo de vida das famílias. O líder do CHEGA critica a ausência de reduções do IVA nos combustíveis e no cabaz alimentar e denuncia um “falhanço em toda a linha”.
O Governo prevê arrecadar 3.796 milhões de euros em 2027 com o imposto sobre os produtos petrolíferos e energéticos (ISP), mais 186 milhões do que o estimado para este ano, segundo a proposta de Orçamento do Estado para 2027.
André Ventura acusou o Governo de estar a penalizar os portugueses com a subida dos impostos e voltou a exigir uma redução do IVA nos combustíveis. “Os portugueses estão a sofrer, e não é pouco”, defendeu.
O cabaz alimentar composto por 63 bens essenciais monitorizado pela Deco Proteste voltou a subir 1,34 euros, fixando-se nos 255,56 euros, informou hoje a associação de defesa do consumidor.
O antigo ministro João Gomes Cravinho admitiu hoje que soube de forma "muito genérica" que o custo das obras no antigo Hospital Militar de Belém iria derrapar, mas ressalvou que nunca surgiu um "pedido de despesa suplementar".