Marinha decide suspender militares do navio Mondego entre 10 e 90 dias

A Marinha decidiu hoje suspender entre 10 e 90 dias os 13 militares do Navio da República Portuguesa (NRP) Mondego, que em março do ano passado falhou uma missão de acompanhamento de um navio russo em águas portuguesas.

© Facebook da Marinha Portuguesa

 

“Foi decidido aplicar penas de suspensão de serviço a todos os militares, que variam entre 10 e 90 dias, consoante a responsabilidade decorrente da categoria, posto e antiguidade de cada militar, entre outras circunstâncias”, lê-se num comunicado divulgado pelo ramo chefiado pelo almirante Henrique Gouveia e Melo.

Em 11 de março de 2023, o NRP Mondego falhou uma missão de acompanhamento de um navio russo a norte da ilha de Porto Santo, no arquipélago da Madeira, após quatro sargentos e nove praças se terem recusado a embarcar, alegando razões de segurança.

A Marinha participou o sucedido à Polícia Judiciária Militar (PJM), em Lisboa, no âmbito de inquérito criminal e instaurou processos disciplinares, hoje concluídos e cuja decisão já foi comunicada aos militares.

“Durante a elaboração do processo disciplinar foi afastada, pelos tribunais administrativos, a suspeição sobre imparcialidade levantada pelos militares relativamente ao Comandante da Zona Marítima da Madeira, na qualidade de oficial instrutor do processo, e ao Comandante Naval, na qualidade de entidade com competência disciplinar”, lê-se no texto divulgado pela Armada.

Em junho, a defesa dos 13 marinheiros tinha requerido o afastamento do instrutor do processo disciplinar aberto pela Armada, alegando que esteve envolvido nos factos, o que comprometeria a sua imparcialidade.

Os militares foram acusados pela Marinha de “desobediência a uma ordem” e de terem feito “sair determinado tipo de informação para uma associação militar”.

Num relatório de inspeção elaborado por uma equipa constituída para o efeito pelaa Marinha, dias após a recusa dos militares, concluiu-se que o ‘Mondego’ podia navegar em segurança, embora seja referida a existência de “fissuras na estrutura” do navio, “falta de estanqueidade”, “dificuldades de esgoto da casa das máquinas” e “incapacidade de separação de águas e óleos”.

Em entrevista à Lusa, em dezembro do ano passado, o Chefe do Estado-Maior da Armada (CEMA) defendeu que a recusa de 13 militares em cumprir uma missão a bordo do navio Mondego, em março, foi uma exceção e assegurou que o incidente “já foi totalmente superado” na Marinha. (NOVA VERSÃO PARA CORRIGIR NO PENÚLTIMA QUE O RELATÓRIO DE INSPEÇÃO FOI ELABORADO POR UMA EQUIPA DA MARINHA E NÃO PELO TRIBUNAL MARÍTIMO)

Últimas do País

Todas as dez freguesias de Oleiros, no distrito de Castelo Branco, estão sem fornecidas de energia elétrica, com exceção de algumas zonas na sede de concelho, informou o presidente da Câmara Municipal.
Cerca de 198 mil clientes das E-Redes continuaram hoje às 13h00 sem luz em Portugal continental, a maior parte na zona de Leiria, na sequência da depressão Kristin na madrugada de quarta-feira.
Mais de 400 pessoas deram entrada nas urgências do hospital de Leiria com traumas devido a situações relacionadas com acidentes em trabalhos de limpeza e reconstrução, anunciou hoje a Unidade Local de Saúde (ULS) da Região de Leiria.
Carregados de pás, vassouras e sacos do lixo, centenas de voluntários juntaram-se hoje em Leiria, junto ao estádio municipal, para limpar e reerguer este concelho da região Centro, bastante afetado pela depressão Kristin, contando com pessoas de todo o país.
Um homem e uma mulher detidos na sexta-feira na posse de 22,7 quilos de haxixe, estão em prisão preventiva, indicou hoje a Guarda Nacional Republicana (GNR).
O furto de cabos e de gasóleo de geradores tem afetado a reposição do abastecimento de água no concelho de Porto de Mós, no distrito de Leiria, disse hoje o vereador Eduardo Amaral, que manifestou revolta.
Cerca de 211 mil clientes da E-Redes continuavam hoje às 06:00 sem luz em Portugal continental, a maior parte na zona de Leiria, na sequência da depressão Kristin na madrugada de quarta-feira.
O Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) prevê um período prolongado de chuva na próxima semana em todo o território continental, mas sobretudo no norte e centro, regiões atingidas pelo mau tempo nos últimos dias.
O presidente da Agência Portuguesa do Ambiente (APA) reconheceu hoje que tem os próximos dois dias para preparar as albufeiras para a próxima semana, que será "muito complicada" face à previsão de chuva em todo o território continental.
Um serviço de urgência de Ginecologia e Obstetrícia vai estar encerrado no sábado, e três vão estar encerrados no domingo, sobretudo nas regiões de Lisboa e Setúbal, segundo as escalas publicadas no Portal do SNS.