GNR apreende 42 quilos de meixão em ação de fiscalização rodoviária em Leiria

Um homem de 52 anos foi detido e foram apreendidos 42 quilos de meixão, detetados pela GNR durante uma ação de fiscalização rodoviária em Souto da Carpalhosa, no concelho de Leiria.

© D.R.

Numa nota de imprensa, o Comando Territorial de Leiria da GNR informa que, na quarta-feira, o Serviço de Proteção da Natureza e do Ambiente (SEPNA) de Leiria, apreendeu 42 quilos de meixão e deteve um homem “por dano contra a natureza”.

No decurso de uma ação de fiscalização rodoviária, os elementos do SEPNA abordaram o condutor de um veículo que manifestou um comportamento suspeito, refere o comunicado.

No seguimento da operação, os militares verificaram que o “veículo continha um tanque em inox no seu interior, com um sistema de oxigenação, transportando 42,038 quilos de meixão (Anguilla anguilla), resultando na detenção do indivíduo por se encontrar na posse e transportar uma espécie protegida”.

Além da recolha do meixão, que foi devolvido ao habitat natural, a GNR apreendeu ainda um veículo, 200 euros em numerário, um tanque em inox com capacidade para 150 litros, uma mangueira, duas botijas de oxigénio e um telemóvel.

Esta ação contou com o apoio do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF) de Lisboa, que “procedeu à validação de espécie e recolha de meio de prova, pesagem e cálculo do valor do meixão que foi devolvido ao seu habitat natural na Foz do Rio Lis”.

O detido foi constituído arguido e os factos foram comunicados ao Tribunal Judicial de Leiria.

A GNR explica que a enguia europeia, Anguilla anguilla, que na fase larvar é conhecida por enguia juvenil/meixão, é uma “espécie considerada em perigo e que tem sofrido grande redução em razão da pesca ilegal, impedindo desta forma o normal ciclo de reprodução, colocando em causa a sustentabilidade da espécie”.

O valor do meixão, no mercado final (países europeus e asiáticos), varia consoante os meses e pode alcançar um valor de seis mil euros por quilo, acrescenta o comunicado.

Últimas do País

O Infarmed recebeu mais cinco pedidos para a realização de ensaios clínicos em 2025, totalizando 209, e autorizou 190, segundo dados hoje divulgados, que revelam uma diminuição do tempo médio de decisão para 32 dias.
Carência de professores generaliza-se a todo o país e obriga escolas a recorrer a horas extraordinárias e soluções de recurso.
Portugal registou mais mortes em 2025, com mais 3.124 óbitos face a 2024, mas os óbitos de crianças com menos de um ano baixaram.
O Heliporto do Hospital de Santa Maria, em Lisboa, registou mais de 200 aterragens desde que retomou a atividade há 10 meses, dando resposta a pedidos de todo o país, anunciou hoje a instituição.
Quinze distritos estão atualmente sob aviso amarelo devido à previsão de neve e agitação marítima por vezes forte, avançou hoje o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).
Um homem de 34 anos foi detido pela PSP em plena estação do Cais do Sodré, em Lisboa, por violência doméstica. O suspeito ameaçava a ex-companheira com uma faca e apalpava-a quando foi intercetado pelos agentes, após o alerta de um menor de 15 anos.
O Sindicato Independente dos Médicos (SIM) considerou hoje que as urgências regionais podem ser "a medida certa" no curto prazo para responder a carências críticas, mas alerta que o diploma assenta numa fórmula errada, arriscando não ter adesão.
A Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE) fiscalizou 626 operadores económicos do setor das agências de viagens, tendo instaurado 42 processos de contraordenação, devido, sobretudo, ao “incumprimento de requisitos legais”, segundo um comunicado.
A falta de docentes continua a afundar o ensino público. Milhares de alunos começaram a semana sem todas as aulas, turmas são espalhadas por várias salas e há crianças que continuam sem professor titular desde o início do ano letivo.
Um homem de 92 anos morreu hoje atropelado por um comboio em Ovar, no distrito de Aveiro, estando a circulação ferroviária interrompida na Linha do Norte no sentido sul/norte, disse à Lusa fonte da proteção civil.