Autarcas do PSD/Porto contra indicação de Rui Moreira como cabeça de lista às europeias

Militantes e autarcas do PSD/Porto, entre os quais Vladimiro Feliz, que foi o candidato social-democrata à Câmara do Porto, manifestaram-se hoje contra a intenção da direção nacional de indicar Rui Moreira como cabeça de lista às eleições europeias.

© Facebook/ruimoreira

Os subscritores consideram ser “uma traição aos portuenses, aos militantes, simpatizantes e autarcas eleitos pelo PSD”, afirmando não terem dúvidas de que “deixará marcas profundas na confiança que os portuenses têm no PSD”.

“Como é obvio, confrontados com os atuais rumores, cada vez mais certos, de que o atual edil do Porto venha a ser cabeça de lista, indicado pelo PSD, às próximas eleições europeias, queremos deixar claro publicamente que nos demarcamos desta opção”, lê-se num comunicado assinado por cerca de duas dezenas de militantes, autarcas e ex-autarcas do PSD do Porto.

PSD e CDS-PP vão reunir hoje à noite, em Lisboa, os seus conselhos nacionais para aprovarem a lista de candidatos às europeias e aprovarem uma alteração à denominação da coligação pré-eleitoral AD, com que se apresentarão a eleições a 09 de junho.

No manifesto a que a Lusa teve hoje acesso, os subscritores afirmam tomar “esta posição a pensar só nos interesses da cidade, em garantir a sua governabilidade e a inclusão de propostas essenciais do nosso programa”.

“No entanto, o facto de Rui Moreira ter visto decrescer a sua popularidade ao longo dos seus mandatos não será alheio a esta estratégia de em todos os momentos se ter tentado dar com deus e com o diabo, sem esconder fortes ataques ao sistema partidário nacional, de acordo com os interesses do seu projeto político. Sistema esse que, agora, tem uma vontade enorme de integrar”, sublinham.

Para os subscritores, a proximidade que o independente Rui Moreira “sempre manteve e mantém com António Costa, tendo mesmo afirmado que ‘Portugal tinha a sorte de ter António Costa como primeiro-ministro’, torna difícil, ou não, de compreender a recente aproximação à AD”.

“O Porto nunca perdoou a quem o abandona. Na história da cidade, a liderança do atual edil ficará apenas uma linha e um ponto final, sem conteúdo”, concluem os subscritores deste manifesto.

Alexandra Rodrigues, militante e empresária na cidade do Porto, Alexandre Pinto, militante, dirigente do PSD e membro da direção de campanha autárquica no Porto em 2021, Bernardo Abilheira, militante, ex-dirigente e autarca do PSD na cidade do Porto, Eduardo Carvalho, militante, ex-autarca, candidato do PSD a presidente da freguesia de Aldoar da candidatura de Rui Rio em 2009, Fernando Braga de Matos, autarca, e Filipe Sampaio Rodrigues, candidato a vereador do PSD no Porto nas eleições autárquicas de 2021, são algumas das pessoas que assinam o documento.

A estes somam-se Inácio Roseira, militante, dirigente e candidato autárquico do PSD nas eleições de 2021, João Pedro Antunes, dirigente do PSD, autarca, candidato a presidente da União de Freguesias de Aldoar, Foz do Douro e Nevogilde em 2021, João Pinto, militante e candidato autárquico, João Gonçalves, militante, autarca e ex-presidente da JSD/Porto, José Pedro Fonseca, autarca, ex-dirigente do PSD e JSD, e Luís Magalhães, militante, candidato a vereador nas eleições autárquicas de 2021.

Acima ainda o manifesto Miguel Aroso, autarca e dirigente do PSD, Miguel Corte Real, líder do grupo do PSD na Assembleia Municipal do Porto, Miguel Guimarães, autarca, Nuno Krug de Noronha, militante e autarca, Pedro Vaz Branco, militante e ex-dirigente, Rita Monteiro de Sousa, candidata a vereadora e mandatária da juventude nas autárquicas de 2021, Tiago Mota e Costa, militante, ex-presidente da JSD/Porto e diretor de campanha autárquica do PSD na cidade do Porto em 2021, e Vladimiro Feliz, candidato a presidente da Câmara Municipal do Porto em 2021.

Últimas de Política Nacional

O candidato presidencial e líder do CHEGA, André Ventura, considerou que só perderá a segunda volta das eleições presidenciais "por egoísmo do PSD, da Iniciativa Liberal ou de outros partidos que se dizem de direita".
O candidato presidencial e líder do CHEGA, André Ventura, pediu no domingo aos eleitores para que “não tenham medo da mudança” e disse ser uma “escolha segura” para o país, ao contrário do socialista António José Seguro.
António José Seguro e André Ventura foram os vencedores da primeira volta das presidenciais de domingo, marcando presença na disputa de 08 de fevereiro, numa eleição em que Luís Marques Mendes registou para o PSD o pior resultado de sempre em atos eleitorais.
O candidato presidencial André Ventura afirmou que irá agregar a direita a partir de hoje, face às projeções que indicam uma segunda volta das eleições entre o líder do CHEGA e António José Seguro, apoiado pelo PS.
O secretário-geral do CHEGA, Pedro Pinto, hoje que o país está perante “uma noite histórica” e manifestou-se confiante na passagem de André Ventura na segunda volta das eleições presidenciais contra António José Seguro.
A influência às urnas para a eleição do próximo Presidente da República situava-se, até às 16h00 de hoje, nos 45,51%, segundos dados da Secretaria-Geral do Ministério da Administração Interna, acima do que se registou nas últimas eleições.
O candidato presidencial e líder do CHEGA, André Ventura, hoje que a campanha pôde ter sido mais esclarecedora mas apelou aos portugueses para que se mobilizassem e aproveitassem o “dia fantástico” para votar.
Mais de 11 milhões de candidatos são hoje chamados a escolher o sucessor de Marcelo Rebelo de Sousa, numas eleições para a Presidência da República muito disputadas e com registo de 11 candidatos.
O candidato presidencial apoiado pelo Chega disse hoje esperar que os líderes do PSD e IL “não sejam pelo menos um obstáculo” a uma vitória sua “que impeça o socialismo” de regressar ao Palácio de Belém.
O candidato presidencial apoiado pelo CHEGA reforçou na quinta-feira à noite o apelo ao voto no domingo alegando que "a mudança nunca esteve tão perto".