Défice da zona euro recua em 2023 e Portugal com 4.º maior excedente

O défice público da zona euro recuou, em 2023, para os 3,6% do PIB e a dívida abrandou para os 88,6%, face ao ano anterior, tendo Portugal apresentado o quarto maior excedente (1,2%), divulga hoje o Eurostat.

© D.R.

De acordo com os dados do serviço estatístico europeu, o défice voltou a recuar, em 2023, face aos 3,7% de 2022 e a dívida compara-se com a de 90,8% do Produto Interno Bruto (PIB) nos 20 países da área do euro.

Na União Europeia (UE), o défice público agravou-se dos 3,4% em 2022 para os 3,5% em 2023, e o rácio da dívida desceu de 83,4% para 81,7% do PIB.

Todos os 27 Estados-membros, exceto Chipre e a Dinamarca (3,1% cada), Irlanda (1,7%) e Portugal (1,2%), registaram défice público, com os mais altos em Itália (-7,4%), Hungria (-6,7%) e Roménia (-6,6%).

O boletim do Eurostat mostra ainda que, no final de 2023, os rácios mais baixos da dívida pública em relação ao PIB foram registados na Estónia (19,6%), Bulgária (23,1&) e Luxemburgo (25,7%) e os mais altos na Grécia (161,9%), a Itália (137,3%) e França (110,6%).

Portugal apresentou, em 2023, uma dívida pública de 99,1% do PIB, ocupando a sexta posição entre as mais altas.

Últimas de Economia

O CHEGA apresentou uma proposta no âmbito do Orçamento do Estado para 2027 que pretende impedir o acesso à habitação pública por pessoas condenadas por crimes graves. A iniciativa coloca em discussão os critérios de atribuição de casas financiadas com dinheiro público e a possibilidade de a existência de condenações criminais influenciar o acesso a estes apoios.
Enquanto milhares de famílias portuguesas enfrentam dificuldades para pagar as contas, suportar os encargos da habitação e fazer face ao aumento do custo de vida, os cinco maiores bancos do país acumulam lucros milionários.
Os portugueses são a sétima população da União Europeia (UE) que mais sentiu o aumento do custo de vida, com dois em três a afirmarem que o seu poder de compra caiu significativamente no último ano, segundo um inquérito hoje divulgado.
O CHEGA defendeu a possibilidade de os portugueses deduzirem no IRS os encargos com o crédito à habitação, mas a proposta foi rejeitada pelo PSD e pelo PS. A medida pretendia aliviar a carga fiscal das famílias que pagam mensalmente a prestação da casa, numa altura em que o acesso à habitação continua a representar um dos maiores desafios financeiros dos portugueses.
O CHEGA voltou a defender medidas para reduzir o preço dos combustíveis no âmbito do Orçamento do Estado para 2027, mas a iniciativa foi rejeitada pelo PSD e pelo PS. O partido pretendia aliviar os custos suportados pelos condutores e pelas famílias portuguesas, num país onde abastecer o depósito continua a representar uma despesa significativa.
Uma decisão do Tribunal de Justiça da União Europeia determina que as instituições bancárias não podem recusar o reembolso imediato de operações não autorizadas apenas por considerarem que os clientes foram negligentes. O dinheiro deve ser devolvido, em regra, até ao final do dia útil seguinte.
Dezenas de clientes denunciam transferências não autorizadas e perdas de milhares de euros. A Polícia Judiciária está a investigar as queixas, enquanto o Banco CTT reconhece um aumento das tentativas de fraude digital. Uma das vítimas reclama a devolução de 1.200 euros.
O passe que permitirá utilizar os transportes das áreas metropolitanas de Lisboa e Porto foi adiado três meses. O Governo prevê um acréscimo de dez euros ao preço do passe e admite implementar o sistema nacional numa segunda fase.
O preço eficiente do gasóleo aumentou, esta semana, 1,2% para 2,289 euros, indicou hoje a ERSE - Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos.
A prestação média mensal dos empréstimos para habitação própria permanente atingiu em setembro os 450 euros, o valor mais alto desde o início da série, em 2018, e mais 9% em termos homólogos, divulgou hoje o BdP.