Galp vai avançar com queixa contra Climáximo após ato de vandalismo

A Galp vai avançar com uma queixa no tribunal contra os elementos do movimento Climáximo que hoje partiram vidros na sede da empresa, em Lisboa, disse à Lusa fonte da petrolífera.

© Facebook da Climáximo

 

“A Galp não comenta atos de vandalismo que pela sua natureza criminal deverão ser tratados em sede própria pelos tribunais”, refere a empresa, numa reação enviada à agência Lusa.

Fonte do Comando Metropolitano de Lisboa da PSP disse Lusa que cerca de 10 elementos do movimento vandalizaram a fachada da sede da Galp, partindo vidros.

A mesma fonte referiu que o alerta foi dado às 07:14 e que quando as autoridades chegaram ao local já não estava nenhum dos elementos, pelo que ninguém foi identificado, acrescentou a polícia.

Em comunicado, o movimento refere que “um grupo de apoiantes do Climáximo estilhaçou os vidros da fachada da nova sede da Galp e pintou a frase ‘Galp: nem aqui nem em lado nenhum’”.

O coletivo critica o “negócio assassino da empresa”, dias depois da confirmação da descoberta de reservas “equivalentes a 10 mil milhões de barris de petróleo na Namíbia, ou a mais de 100 anos de consumo de petróleo para Portugal”.

“É intolerável que, em plena crise climática, empresas como a Galp continuem a ter ‘carta branca’ para perpetuarem o assassínio em massa de pessoas por todo o mundo através da queima incessante de combustíveis fósseis”, afirma Inês Teles, porta-voz da ação desencadeada hoje em Lisboa, citada no comunicado.

E acrescenta: “Quebrar os vidros desta sede é um ato de legítima defesa contra uma empresa colonial e assassina, que afirma ser líder na transição verde, mas continua a inaugurar novos projetos de morte para a extração de combustíveis fósseis em países como Moçambique e a Namíbia”.

A Galp Energia anunciou hoje que obteve um lucro de 337 milhões de euros no primeiro trimestre de 2024, 35% acima dos 250 milhões de euros do período homólogo e que compara com 284 milhões do trimestre anterior.

Últimas do País

Depois de um homem ter morrido no Seixal sem socorro durante cerca de três horas, o CHEGA vai requerer a audição parlamentar da ministra da Saúde. O partido quer ainda ouvir o presidente do INEM e o diretor executivo do SNS.
O estado do tempo em Portugal continental vai ser influenciado na quinta e na sexta-feira pela depressão Goretti, prevendo-se chuva e queda de neve nos pontos mais altos, indicou hoje o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).
As urgências dos hospitais privados registaram, entre o Natal e o Ano Novo, um aumento médio de 20% na procura face ao período homólogo, devido ao tempo frio e ao aumento da oferta, segundo a associação do setor.
Um homem vai ser julgado em Leiria pela alegada prática de 190 crimes de abuso sexual e nove crimes de pornografia, de que terão sido vítimas dois menores, segundo o despacho de acusação hoje consultado pela Lusa.
A Inspeção-Geral da Educação e Ciência abriu processos a instituições que publicitavam pós-graduações e cursos superiores sem autorização legal. Três entidades enfrentam contraordenações e o caso já chegou à Defesa do Consumidor.
A Inspeção-Geral das Atividades em Saúde (IGAS) abriu um inquérito ao caso do homem que morreu no Seixal depois de ter esperado cerca de três horas por socorro do INEM.
Em apenas 12 meses, os portugueses apresentaram quase 240 mil reclamações. O Portal da Queixa registou um máximo histórico de reclamações em 2025, com logística, telecomunicações e serviços públicos no centro de uma onda de indignação sem precedentes.
O Tribunal Constitucional recusou todas as nulidades apresentadas pela defesa de Ricardo Salgado e determinou o encerramento do ciclo de recursos, abrindo caminho ao cumprimento da pena de oito anos de prisão confirmada pelo Supremo Tribunal de Justiça.
Nove em cada dez professores queixam-se de burocracia excessiva e mais de 60% passam cinco ou mais horas semanais em tarefas administrativas, revela um inquérito online realizado pela Federação Nacional da Educação (FNE).
O presidente da AGIF - Agência para a Gestão Integrada de Fogos Rurais avançou hoje, no parlamento, que a GNR autuou 120 municípios em 2025 por falta de limpeza de terrenos para prevenção de fogos florestais.