Docentes querem recuperação do serviço mais rápida e diploma até julho

A Federação Nacional de Educação (FNE) voltou hoje a defender uma recuperação mais rápida do tempo de serviço dos professores e a publicação até julho do diploma que garante essa reivindicação.

© Facebook da Federação Nacional de Educação (FNE)

“Queremos que no primeiro ano seja recuperado 30% do tempo de serviço e que todo o processo esteja concluído até ao final da legislatura”, disse o secretário-geral da FNE, Pedro Barreiros, no final da primeira reunião negocial para definir as regras de recuperação dos seis anos, seis meses e 23 dias de serviço congelado durante a Troika.

Na reunião, a tutela garantiu a recuperação integral dentro da atual legislatura mas a um ritmo de 20% ao ano. Aos jornalistas, João Barreiros disse que “a proposta tem aspetos positivos e aspetos menos positivos”

A FNE quer que este ano sejam recuperados já 30%, mas garante estar neste processo negocial com um espírito flexível, prevendo entregar nos próximos dias propostas de alteração para que o Ministério da Educação, Ciência e Inovação (MECI) tenha tempo de a analisar até à reunião de 13 de maio.

Pedro Barreiros disse aos jornalistas esperar ver vertidas na nova proposta da tutela as sugestões da FNE para que, na reunião agendada para 21 de maio, o processo possa ficar fechado.

Para a FNE é essencial que o diploma com as regras de recuperação de tempo de serviço seja publicado até ao início de julho e que vincule eventuais novos governos, acrescentou.

“Já chega de tempo perdido.Importa resolver a questão o mais cedo possível. Com mais ou com menos aproximação, importa estar concluído para podermos começar a usufruir de uma parte do tempo congelado”, defendeu o representante, saudando o facto de lembrando que também é preciso ter em conta.

Da proposta governamental, a FNE também apontou como problema, a semelhança da Fenprof, uma eventual revogação do diploma conhecido como acelerador da carreira, que foi criado pela anterior equipa do ministério da educação para que os docentes pudessem avançar mais rapidamente nos escalões.

No encontro de hoje, a FNE voltou a pedir também a marcação de reuniões de urgência para tratar dos problemas do ensino superior e do pessoal de apoio educativo.

Após a saída da comitiva da FNE, a equipa do MECI recebeu as restantes 10 estruturas sindicais representativas do setor, em reunião que ainda prossegue.

Últimas do País

Cerca de 11 mil clientes da E-Redes nas localidades afetadas pela depressão Kristin, que passou pelo continente em 28 de janeiro, continuou pelas 08h00 de hoje sem energia elétrica, informou hoje a empresa.
Lares sem eletricidade, centros de saúde encerrados, falhas no abastecimento de água e hospitais a adiar consultas e cirurgias. Foi este o cenário que se viveu em várias regiões do país após o apagão e a sequência de tempestades que atingiram Portugal nas últimas semanas.
Mais de nove mil bebés nascidos em 2025 têm mãe brasileira. A imigração já representa 28% da natalidade nacional, o valor mais elevado de sempre.
A Secretaria-Geral do Governo assinou dois dias antes do Natal um contrato para assegurar SportTV ‘premium’ no Palacete de São Bento e no Parlamento. O acordo prolonga-se por três anos e meio.
A circulação nas linhas ferroviárias do Norte, da Beira Baixa, Beira Alta, do Douro, Oeste e Urbanos de Coimbra continua hoje com constrangimentos ou suspensas em alguns troços na sequência do mau tempo das últimas semanas, segundo a CP.
A PSP deteve na sexta-feira, na freguesia de Campo de Ourique, três homens e uma mulher, entre os 23 e 55 anos, por serem suspeitos de tráfico de droga e apreenderam mais de duas mil doses de heroína e cocaína.
A melhoria do estado do tempo está a proporcionar um desagravamento das situações de cheia, menos rápido nas zonas mais afetadas, com os deslizamentos de terra a merecerem uma especial preocupação das autoridades, segundo o comandante nacional da Proteção Civil.
A Comissão de Utentes da Saúde de Braga alertou hoje que vários utentes oncológicos do Hospital de Braga estão sem medicamentos desde quinta-feira, mas o hospital nega "rutura de fármacos" e diz que há "apenas uma gestão criteriosa".
As águas estão a baixar consideravelmente no vale do Mondego, mas ainda vai demorar algumas semanas até a situação normalizar, disse hoje à agência Lusa o presidente da Câmara de Montemor-o-Velho, José Veríssimo.
A Casa do Douro alertou hoje para a “situação de emergência vívida” nesta região, onde o mau tempo destruiu vinhas, derrubou muros e taludes e pediu apoios urgentes para os viticultores, independentemente do município.