PSP garante que usou a “força estritamente necessária” para retirar estudantes

PSP garantiu hoje ter usado a “força estritamente necessária” para retirar os estudantes que efetuaram um protesto na Faculdade de Psicologia da Universidade de Lisboa. “A retirada dos manifestantes do interior da Faculdade foi conduzida com sensibilidade e respeito aos direitos humanos”.

© D.R.

A PSP garantiu esta sexta-feira ter usado a “força estritamente necessária” para retirar os estudantes que efetuaram um protesto na Faculdade de Psicologia da Universidade de Lisboa contra a guerra na Faixa de Gaza e o uso de combustíveis fósseis.

Em comunicado, a Polícia de Segurança Pública (PSP), que deteve oito ativistas (entre os 19 e os 28 anos) por desobediência, assegurou ter explicado aos manifestantes as razões da presença no local e que foi chamada a pedido da direção da Faculdade de Psicologia por o protesto estar, alegadamente, a “colocar em causa o normal funcionamento” da instituição.

“A retirada dos manifestantes do interior da Faculdade foi conduzida com sensibilidade e respeito aos direitos humanos e priorizando a segurança de todas as partes envolvidas e, embora tenha sido tentado o diálogo e a mediação da situação, os mesmos resultaram infrutíferos, havendo necessidade de concretizar as referidas detenções”, lê-se na nota divulgada pela força policial.

Ao retirarem os oito ativistas que não decidiram não acatar as ordens para abandonar as instalações, a PSP disse ter-se deparado com “cerca de 30 a 40 ativistas na via pública” e que estes se aproximaram e cercaram os veículos policiais, tendo alguns se sentado na estrada a fim de impedirem a retirada.

“Houve necessidade de criar uma caixa de segurança recorrendo à força estritamente necessária, de modo a libertar a faixa de rodagem e consequentemente a retirada em segurança das viaturas e seus ocupantes, o que se veio a verificar”, salientou a PSP, que levou os detidos para o Comando Metropolitano de Lisboa para, posteriormente, serem presentes a tribunal.

Ativistas condenam “violência policial”

O comunicado da força de segurança surge horas depois de uma porta-voz do movimento de ativistas ter denunciado à Lusa que houve “violência policial”. Joana Fraga contou que a ação das autoridades se traduziu em “fortes empurrões e bastonadas, deixando inclusivamente pais de estudantes, que se encontravam a apoiar o protesto, no chão”.

Já hoje a Universidade de Lisboa (UL) emitiu também um comunicado a justificar a chamada da polícia pela necessidade de “repor a segurança de bens, equipamentos e pessoas”.

Estudantes universitários e do ensino secundário portugueses ligados a movimentos como a Greve Climática Estudantil e Estudantes pela Justiça na Palestina protestavam desde terça-feira na Faculdade de Psicologia da UL, em cujo edifício funciona também o Instituto de Educação. Os movimentos tinham convocado a ocupação associando-se a um protesto estudantil que se iniciou nos campus norte-americanos e se estendeu a universidades de várias cidades europeias, do Canadá, México e Austrália, para exigir o fim da ofensiva israelita em Gaza.

Últimas do País

O presidente do CHEGA acusa grupos de extrema-esquerda de se infiltrarem nas manifestações pela habitação para provocar confrontos com a polícia. Ventura defende a atuação das forças de segurança e exige medidas urgentes no Orçamento do Estado, rejeitando reuniões políticas sem soluções concretas.
O Sindicato dos Técnicos de Emergência Pré-Hospitalar (STEPH) alertou que mais de 60 ambulâncias do INEM estão em oficinas sem ordem de reparação, suspeitando que o instituto pretende substituí-las por viaturas ligeiras.
Portugal registou 2.767 acidentes rodoviários e 13 vítimas mortais entre 13 e 19 de outubro, mais oito mortes do que no mesmo período de 2025. Durante a campanha 'Viaje sem Pressa', a GNR e a PSP fiscalizaram mais de 5,4 milhões de veículos e detetaram 12.994 infrações por excesso de velocidade.
O Ministério Público (MP) acusou 11 pessoas e 15 sociedades dos crimes de associação criminosa, fraude fiscal, burla tributária e branqueamento, através da venda de veículos, componentes automóveis e deduções indevidas de IVA, segundo publicação hoje consultada pela Lusa.
O património imobiliário do PCP está avaliado em cerca de 14,5 milhões de euros, segundo dados divulgados, que identificam mais de 300 prédios associados ao partido. Entre compras, vendas e permutas, destaca-se um negócio em Aveiro que envolve um imóvel adquirido por 350 mil euros e uma permuta por cinco frações avaliadas em 800 mil euros, operação que foi alvo de investigação do Ministério Público.
A Associação Portuguesa de Apoio à Vítima (APAV) apoiou 100 vítimas de 'bullying' em 2025, a maioria raparigas entre os 11 e os 14 anos, segundo dados divulgados hoje, Dia Mundial do Combate ao Bullying.
Um casal suspeito de burlar idosos em Silves através da simulação de acidentes de viação, exigindo dinheiro para reparar danos nos veículos, foi detido na segunda-feira pela GNR. Os suspeitos, ambos com 45 anos, convenciam as vítimas de que tinham provocado estragos nas viaturas e pressionavam-nas a pagar de imediato, evitando a comunicação do caso às autoridades ou às seguradoras.
As autoridades policiais apreenderam desde 01 de janeiro deste ano 42 toneladas de cocaína, mais 17 do que em todo o ano de 2025, revelou hoje o diretor nacional da Polícia Judiciária (PJ).
A Polícia de Segurança Pública (PSP) deteve hoje 55 manifestantes que resistiram quando a força de segurança retirou as tendas da Acampada de Lisboa que se encontrava na Praça D. Pedro IV (Rossio).
Um esquema de tráfico internacional que utilizava filtros de água para esconder cocaína proveniente de um cartel colombiano terminou com condenações em tribunal. Segundo avança o Jornal de Notícias, os equipamentos eram utilizados para dissimular a droga e facilitar a sua importação.