Avó leva neta sem autorização do hospital de Beja, é detida e bebé devolvida

Uma avó retirou sem autorização a neta do hospital de Beja, esta sexta-feira, mas foi encontrada “cerca de meia hora depois” pela PSP e foi detida, tendo a bebé sido devolvida à unidade hospitalar, foi hoje revelado.

© D.R.

Fonte do gabinete de comunicação da Unidade Local de Saúde do Baixo Alentejo (ULSBA), a que pertence o hospital de Beja, explicou à agência Lusa que a bebé “estava internada no serviço de Pediatria” daquela unidade, de onde foi “levada pela avó”.

“Trata-se do caso de uma bebé já sinalizado pela polícia e pela Comissão de Proteção de Crianças e Jovens [CPCJ]. A criança estava internada e a avó era quem tinha autorização para estar com ela”, disse a mesma fonte.

Contudo, a mulher “violou a pulseira de segurança” usada pela menor “e saiu do serviço com a neta”, relatou.

“Deixou lá a pulseira, evitando que o alarme disparasse e retirou-a do serviço. Assim que o serviço detetou o caso, as autoridades foram logo alertadas, a mulher foi intercetada e a criança foi devolvida ao hospital, de boa saúde”, disse a fonte da ULSBA.

Segundo a unidade local de saúde, a avó terá levado a neta “ao final da tarde”, mas, após a intervenção policial, “à noite a menor já estava no hospital”.

Contactada pela Lusa, fonte do Comando Distrital de Beja da PSP afiançou que, mal o hospital comunicou esta situação, a polícia “iniciou diligências e conseguiu encontrar a senhora meia hora depois”.

“Foi encontrada em Beja e devolvemos a criança ao hospital”, disse a fonte policial, indicando que a mulher foi detida a presente hoje ao Tribunal Judicial de Moura.

Uma outra fonte policial, contactada pela Lusa, acrescentou que, após ser presente a tribunal, a mulher foi libertada com as medidas de coação de termo de identidade e residência e proibição de contacto e aproximação da criança.

De acordo com a ULSBA, nesta situação, “o hospital acionou todas as normas de segurança correspondentes e cumpriu todos os protocolos de segurança”.

Na sua página de Internet, o jornal Correio da Manhã noticiou hoje que “uma bebé de 11 meses foi raptada pela avó dos serviços de pediatria do Hospital de Beja, esta sexta-feira, onde a criança se encontrava internada”, pode ler-se na notícia.

Também o Jornal de Notícias, na sua edição ‘online’, avançou que “o caso ocorreu cerca das 18:30 horas, no Serviço de Pediatria que funciona no 5.º piso da unidade hospitalar, depois de a avó materna, residente em Moura, ter tido autorização a visitar a bebé”.

A mulher levou a neta consigo “sem que ninguém do pessoal médico ou de enfermagem do piso se apercebesse”, após ter retirado os alarmes, pode ler-se na notícia do mesmo jornal, que acrescentou que, “poucos minutos depois, a cerca de 400 metros do hospital”, a PSP “localizou a mulher com a bebé em seu poder” e deteve-a.

Ainda segundo o mesmo jornal, “a criança terá sido retirada aos pais” na sequência de um processo conduzido pela CPCJ de Moura e encontrava-se “internada para recuperar de alguns problemas de saúde de que sofria, para depois ser institucionalizada”.

Últimas do País

A GNR deteve um homem de 30 anos em Foz Côa, no distrito da Guarda, por crime cometido na Alemanha, segundo informação divulgada hoje.
A Polícia Judiciária (PJ) deteve hoje dois funcionários de um museu em Lisboa por suspeitas de emissão de bilhetes com desconto ou gratuitos em situações não abrangidas, apropriando-se do valor pago pelos visitantes.
A Polícia Judiciária capturou 65 pessoas procuradas pela justiça estrangeira nos primeiros três meses de 2026, quase metade das detenções realizadas durante todo o ano anterior. O aumento dos mandados internacionais e o reforço da cooperação policial explicam a subida dos números.
A greve de 24 horas dos trabalhadores não docentes, convocada pelo Sindicato Nacional dos Profissionais da Educação (Sinape), fechou esta manhã várias escolas secundárias e básicas nos distritos de Lisboa, Coimbra e Setúbal, constatou a Lusa no local.
O sistema informático do SNS está em baixo desde cerca das 10h00 desta segunda-feira em várias unidades locais de saúde, impedindo os médicos de passar receitas e de aceder aos processos eletrónicos dos doentes, alertou esta segunda-feira a Fnam. A RTP apurou que as falhas estão a registar-se a nível nacional.
Um em cada três concelhos portugueses tem, pelo menos, 10% de residentes de nacionalidade estrangeira. No Algarve, há municípios onde esta população ultrapassa os 40%.
Informações falsas e práticas potencialmente perigosas preocupam os médicos. Ordem exige mais fiscalização para proteger os doentes.
Manuel Pinho foi condenado a oito anos e meio de prisão, mas nunca cumpriu um único dia numa cadeia. O antigo ministro de José Sócrates passou quase cinco anos em prisão domiciliária, na sua quinta, em Braga, antes de recuperar a liberdade.
Sondagem da Intercampus revela que os portugueses não acompanham a decisão antecipada do líder socialista de viabilizar o Orçamento do Estado para 2027.
Mais de 91% das Unidades de Saúde Familiares registaram no último ano três ou mais episódios de indisponibilidade de aplicações informáticas e mais de 82% registaram falhas de material básico, revela um estudo que é esta sexta-feira apresentado.