Ventura espera que Costa não tenha sido ouvido por “pressão desajustada”

O presidente do CHEGA afirmou hoje esperar que o anterior primeiro-ministro não tenha sido ouvido pelo Ministério Público "por nenhuma pressão desajustada" e considerou que "parece que tem de se absolver António Costa de qualquer maneira".

© Folha Nacional

Em declarações aos jornalistas no Montijo, no distrito de Setúbal, André Ventura criticou também o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, pelas declarações que tem feito sobre a possibilidade de António Costa vir a presidir ao Conselho Europeu e o andamento do processo judicial que o envolve.

Segundo o presidente do CHEGA, há uma “pressão que todos os dias é feita, nas televisões, nas rádios, no meio político, parece que se tem de absolver António Costa de qualquer maneira, porque ele tem de ir para o Conselho Europeu”.

“Pior, agora vemos Marcelo Rebelo de Sousa a entrar nisso também, a dizer que tem de ser rápido, porque ele vai para o Conselho Europeu”, acrescentou.

Na sexta-feira, António Costa foi ouvido pelo Ministério Público no Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP) no âmbito do processo Operação Influencer, sem que tenha sido constituído arguido.

“É normal que António Costa tenha sido ouvido. Espero que não tenha sido por nenhuma pressão desajustada, porque há muitos outros políticos à espera de ser ouvidos noutros processos há mais anos ainda. Portanto, espero que não tenha havido aqui nenhuma pressão do partido [PS] ou do próprio António Costa para isso”, afirmou o presidente do CHEGA, a esse propósito.

André Ventura defendeu “que se dê ao Ministério Público e à polícia as armas para que o processo possa avançar e chegar a uma conclusão, seja de acusação, seja de arquivamento”, sem pressão externa.

Últimas de Política Nacional

O requerimento do CHEGA para ouvir presencialmente o coordenador operacional do INEM no Norte, Miguel Ângelo Santos, foi chumbado na Comissão Parlamentar de Inquérito ao INEM com votos contra de PS e PSD.
Após um confronto com a vice-presidente do Parlamento, Teresa Morais, o líder do CHEGA, André Ventura, decidiu abandonar o hemiciclo, acompanhado por toda a bancada do partido.
O presidente do CHEGA, André Ventura, defendeu no Parlamento que o debate sobre racismo em Portugal está marcado por critérios diferentes consoante os casos, alertando para o que considera ser uma aplicação seletiva do conceito na sociedade, no desporto e no sistema político.
A audição na comissão de inquérito ao INEM expôs fragilidades nos sistemas informáticos da emergência médica. Confrontada pelo deputado do CHEGA, Pedro Frazão, a antiga responsável dos Serviços Partilhados do Ministério da Saúde (SPMS) reconheceu que os sistemas são antigos e que poderia ter havido maior intervenção.
O Ministério Público decidiu arquivar o processo que levou ao levantamento da imunidade parlamentar do deputado do CHEGA João Ribeiro. A decisão concluiu que não existem indícios que justifiquem a continuação da investigação.
O presidente do CHEGA, André Ventura, questionou o Governo sobre a resposta do Estado a portugueses que se encontram em zonas de conflito, defendendo que o Executivo deve garantir proteção e eventual repatriamento dos cidadãos nacionais em territórios afetados pela guerra.
O grupo parlamentar do CHEGA questionou a ministra da Saúde, Ana Paula Martins, sobre o encerramento das urgências de obstetrícia dos hospitais do Barreiro e de Vila Franca de Xira, através de uma pergunta parlamentar entregue na Assembleia da República.
O primeiro-ministro regressa esta quarta-feira ao Parlamento para um debate quinzenal que será aberto pelo PS e deverá ficar marcado pelo conflito com o Irão e as condições de utilização pelos EUA da Base das Lajes.
De acordo com os números mais recentes, a conta oficial do partido liderado por André Ventura soma mais de 91.500 seguidores, superando os cerca de 90.900 da IL. Logo atrás surgem o PSD, com 70.400 seguidores, e o PS, com 62.900.
O líder do CHEGA defende a reposição do mecanismo de desconto fiscal sobre os combustíveis, criado em 2022 para mitigar o impacto da guerra na Ucrânia. André Ventura acusa as petrolíferas de acumularem lucros em períodos de instabilidade internacional e pede medidas imediatas para aliviar o preço.