Polícias ameaçam com protestos se Governo não mostrar “boa-fé” sobre subsidio de risco

A plataforma dos sindicatos da PSP e associações da GNR ameaçou avançar de “forma expressiva e dinâmica” para protestos se o Governo “não mostrar um sinal claro e de boa-fé” nas negociações do subsídio de risco.

© Facebook da ASPP / PSP

 

Em comunicado divulgado na noite de sexta-feira, aquela estrutura, que congrega 11 sindicatos da PSP e associações da GNR, acusa o Governo de ter uma “postura intransigente” e de se “recusar a valorizar de forma justa a condição policial” da PSP e da GNR ao apresentar como proposta final um valor de subsídio de risco que “fica muito aquém” daquele considerado “mínimo de dignidade” por aquela plataforma.

Na sexta-feira, os elementos da plataforma reuniram-se no Porto para “analisar e reagir à última reunião” com a ministra da Administração Interna, que teve lugar na terça-feira, e na qual Margarida Blasco apresentou uma proposta de subsidio de risco “que não vai além dos 300 euros”, a pagar até 2026.

Aquela proposta, segundo a plataforma, materializa-se “numa valorização inferior à de um assistente-operacional da Policia Judiciária (PJ), bem como, originando de forma prática que um guarda ou agente aufira um valor de suplemento pela sua condição policial, inferior a um segurança da PJ, funcionário que não é órgão de Polícia Criminal, nem tão pouco um agente de autoridade”.

Face ao proposto pelo Governo, os membros daquela plataforma deliberaram “não poder aceitar qualquer valorização da sua componente do risco, em valor inferior aos 400 euros, somados aos 100 euros que já possuem na atualidade”.

Esta tomada de posição, refere o texto, foi dada a conhecer a Margarida Blasco que, diz a plataforma, ficou “ciente que não havendo um sinal claro de boa-fé da parte do Governo, um sinal inequívoco de respeito pelas funções e pelo risco policial, e, em concreto, não restará à Plataforma (…) avançar de forma expressiva e dinâmica para ações de protesto em todo o país”.

Os sindicatos da PSP e associações da GNR recusam que o “único argumento” do executivo seja “uma cega contingência orçamental” e acusam o primeiro-ministro, Luis Montenegro, de estar a “faltar ao compromisso que assumiu” com a plataforma em fevereiro, “data na qual afirmou que iria “reparar” a injustiça criada face aos colegas da PJ”.

Segundo o texto, Luis Montenegro “não deu ainda qualquer passo para o concretizar, estando apenas a introduzir uma atenuação ligeira face à enorme desigualdade que foi concretizada”.

A plataforma deixa, por isso, um apelo “tendo em vista uma convergência que amplamente se almeja” para “que se faça um último esforço no sentido de atingir, mais do que um valor de aumento histórico, um valor que seja historicamente digno”.

Últimas do País

Um incêndio rural no concelho de Baleizão, distrito de Beja, está a mobilizar 72 operacionais, 21 veículos e sete meios aéreos, de combate e coordenação, disse este domingo a Proteção Civil.
Um incêndio numa habitação em Rebordões, em Santo Tirso, no Distrito do Porto, está a ser combatido por 24 operacionais, apoiados por oito viaturas, disse à Lusa fonte da Proteção Civil.
O incêndio que teve início esta madrugada numa zona de mato em Carvalhas, freguesia de Moimenta e Montouto, concelho de Vinhais, passou para o lado espanhol não havendo pontos de ignição em Portugal, disse à lusa fonte da proteção civil.
Um homem de 33 anos, com antecedentes de violência doméstica, a filha menor morreu esta madrugada, após a queda do oitavo andar, em Santarém, disse à Lusa fonte da Direção Nacional da Polícia de Segurança Pública (PSP).
A Viatura Médica de Emergência e Reanimação (VMER) do São João, Porto, está a levar sangue total às vítimas de trauma grave para testar a transfusão em emergência pré-hospitalar, uma prática comum em cenários de guerra, foi hoje revelado.
O CHEGA questionou o Governo sobre a falta de viaturas operacionais ao serviço da Polícia de Segurança Pública (PSP) na ilha Terceira, nos Açores, na sequência de alertas da Associação Sindical dos Profissionais da Polícia.
Os distritos de Bragança, Guarda e Vila Real vão estar domingo sob aviso laranja, mantendo-se 14 distritos hoje sob aviso amarelo devido à previsão de tempo quente, segundo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).
A Guarda Nacional Republicana (GNR) montou uma megaoperação de prevenção e localização rápida de fogos florestais para responder à forte subida das temperaturas prevista para os próximos dias. O plano de contingência conta com a mobilização diária de 210 patrulhas móveis da Guarda e o apoio estratégico de mais 20 patrulhas das Forças Armadas.
Sondagem da Aximage e Intercampus coloca André Ventura isolado como principal rosto da oposição ao Governo. Líder do CHEGA regista 54% das preferências, mais do dobro de José Luís Carneiro, e surge em empate técnico com Luís Montenegro na confiança para chefiar o Executivo.
Uma rapariga e um rapaz, ambos de 17 anos, foram detidos pela Polícia Judiciária (PJ) por serem “fortemente indiciados” da prática de um crime de incêndio, no concelho de Almada, foi hoje anunciado.