Recluso apanhado com espeto de madeira na cela condenado a mais um ano

O Tribunal da Relação do Porto (TRP) confirmou a pena de um ano de prisão aplicada a um recluso do Estabelecimento Prisional de Paços de Ferreira que foi apanhado com um espeto de madeira na sua cela.

©D.R.

O acórdão, datado de 08 de maio e consultado hoje pela Lusa, negou provimento ao recurso apresentado pelo arguido, de 34 anos, mantendo a sentença recorrida nos seus precisos termos.

Os factos ocorreram em 11 de outubro de 2021, no Estabelecimento Prisional de Paços de Ferreira, onde o arguido cumpria uma pena de 11 anos de prisão pela prática dos crimes de roubo tentado, ofensa à integridade física qualificada, violação agravada, sequestro coação agravada.

O Tribunal deu como provado que neste dia, os guardas prisionais encontraram na cela do recluso um espeto de madeira com cerca de 17 centímetros, uma resistência artesanal, um bocado de lixa e uma chave de parafusos artesanal, que foram apreendidos.

Devido a estes factos, o arguido viria a ser condenado em novembro de 2023, no Juízo Local Criminal de Paços de Ferreira, a um ano de prisão pelo crime de detenção de arma proibida.

Inconformado com a decisão, recorreu para o TRP pedindo a redução da pena para uma pena mais próxima do limite legal (sete meses).

No entanto, os juízes desembargadores consideraram que a pena fixada se mostrava adequada, classificado como “particularmente grave” o comportamento de um recluso apanhado em meio prisional com instrumentos que possam ser utilizados como arma de agressão.

O acórdão refere ainda que o condenado “tem revelado dificuldades de adaptação no decorrer do seu percurso institucional, consubstanciadas pelo comportamento irregular, traduzido no registo de várias sanções disciplinares”.

O arguido tem um vasto rol de antecedentes criminais, tendo sido já condenado pela prática de inúmeros crimes de roubo e inclusive por um crime de detenção de arma proibida ainda que por sentença proferida em 2011.

Últimas do País

O vento forte que hoje de manhã se registou na cidade de Viseu provocou uma queda de árvores que danificaram viaturas, disse à agência Lusa o adjunto do Comando dos Bombeiros Sapadores, Rui Poceiro.
O Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) colocou 10 distritos do norte e centro do continente sob aviso amarelo até à meia-noite de hoje, devido à previsão de precipitação e trovoada.
O Tribunal de Setúbal determinou hoje a prisão preventiva dos dois suspeitos de abandonar os dois irmãos franceses na zona de Alcácer do Sal, naquele distrito, foi hoje anunciado.
As mulheres e homens portugueses que se casam com estrangeiros desconhecidos para estes obterem autorização de residência são habitualmente pobres ou toxicodependentes, angariados nas redes sociais ou com base no "passa palavra", revelou a Polícia Judiciária (PJ).
Um dos quatro detidos por crimes violentos alegadamente cometidos no Grande Porto, como rapto, sequestro ou coação, ficou hoje em prisão preventiva, enquanto os outros três arguidos saíram em liberdade com apresentações bissemanais às autoridades.
A direção da Escola Infantil A Flor, no Porto, avisou no final de abril os pais de 40 crianças de que a creche encerra em junho, por falta de condições financeiras e problemas estruturais no edifício, deixando famílias sem solução.
A Polícia Judiciária abriu um inquérito ao caso do acesso indevido a registos de utentes do SNS, entre os quais crianças, na sequência de suspeitas de utilização por terceiros das credenciais de um médico na ULS do Alto Minho.
Uma agente imobiliária e três solicitadoras detidas há um ano no Algarve foram acusadas de 60 crimes de burla qualificada e 72 de falsificação de documento, num esquema que lhes rendeu 3,9 milhões de euros, foi hoje divulgado.
Cerca de 2.000 crianças foram vítimas de acidentes rodoviários em 2025, segundo dados da GNR que indicam também que, nos primeiros quatro meses de 2026, já foram registados mais de 500 acidentes com menores.
O Serviço SOS Pessoa Idosa da Fundação Bissaya Barreto, Coimbra, denunciou hoje que triplicou o número de processos relacionados com situações mais graves e complexas encaminhados para o Ministério Público em 2026.