Custos de construção de habitação sobem 3,4% em maio

Os custos de construção de habitação nova em Portugal aumentaram 3,4% em maio face ao mesmo mês de 2023, taxa 0,1 pontos percentuais superior à registada em abril, anunciou hoje o Instituto Nacional de Estatística (INE).

© D.R.

Segundo o INE, o preço dos materiais apresentou um recuo homólogo de 0,3% (idêntico ao do mês anterior), enquanto o custo da mão-de-obra aumentou 8,5%, mais 0,2 pontos percentuais do que em abril.

O custo da mão-de-obra contribuiu com 3,6 pontos percentuais (3,5 pontos percentuais no mês anterior) para a formação da taxa de variação homóloga do Índice de Custos de Construção de Habitação Nova (ICCHN) e os materiais com -0,2 pontos percentuais (tal como em abril).

De acordo com o instituto estatístico, entre os materiais que mais influenciaram negativamente a variação agregada do preço estão os “materiais de revestimentos, isolamentos e impermeabilização” e a “chapa de aço macio e galvanizada”, com descidas de cerca de 15%, bem como os “vidros e espelhos”, o “aço para betão e perfilados pesados e ligeiros” e os “tubos de PVC”, com reduções de cerca de 10%.

Em sentido oposto destacaram-se os “ladrilhos e cantarias de calcário e granito”, os “betumes” e os “consumos de produtos energéticos”, com crescimentos homólogos de cerca de 10%.

Quanto à taxa de variação mensal (ou variação em cadeia) do ICCHN, foi de 0,2% em maio, menos 0,5 pontos percentuais do que em abril, tendo o custo dos materiais descido 0,3% e o da mão-de-obra subido 0,7%.

As componentes materiais e mão-de-obra contribuíram com -0,1 e 0,3 pontos percentuais, respetivamente, para a formação da taxa de variação mensal do ICCHN (0,2 e 0,5 pontos percentuais em abril).

Últimas de Economia

O número de trabalhadores em 'lay-off' subiu 6,6% em março, em termos homólogos, e avançou 4,8% face a fevereiro, interrompendo um ciclo de três meses consecutivos em queda, segundo os dados divulgados pela Segurança Social.
O preço mediano dos alojamentos familiares transacionados em Portugal aumentou 16,8% em 2025 face ao ano anterior, situando-se nos 2.076 euros por metro quadrado (€/m2), divulgou hoje o Instituto Nacional de Estatística (INE).
Os juros da dívida portuguesa subiam hoje a dois, a cinco e a 10 anos face a quinta-feira, alinhados com os de Espanha, Grécia, Irlanda e Itália.
O Banco de Portugal (BdP) registou um prejuízo de 1,4 milhões de euros em 2025, tendo recorrido a provisões para absorver parte do resultado, de acordo com o Relatório do Conselho de Administração divulgado hoje.
O endividamento do setor não financeiro, que inclui administrações públicas, empresas e particulares, aumentou 200 milhões de euros em fevereiro face a janeiro, para 862.100 milhões de euros, anunciou hoje o Banco de Portugal (BdP).
O cabaz essencial de 63 produtos, monitorizado pela Deco Proteste, atingiu esta semana um novo máximo, ultrapassando os 260 euros, após uma nova subida de 1,37 euros, divulgou hoje a organização.
O Ministério Público suspeita de uma articulação entre responsáveis da TAP, membros do Governo e um advogado para viabilizar o pagamento de 500 mil euros a Alexandra Reis, antiga administradora da companhia aérea, valor que considera não ser devido por lei.
A taxa de juro implícita dos contratos de crédito à habitação subiu em março pela primeira vez em mais de dois anos, para 3,088%, contra 3,079% no mês anterior e 3,735% em março de 2025, divulgou hoje o INE.
A economia portuguesa apresentou um excedente externo de 246 milhões de euros até fevereiro, uma descida de 488 milhões de euros em termos homólogos, divulgou hoje o Banco de Portugal (BdP).
A crise na habitação afeta as pessoas e também o crescimento da economia ao afastar jovens dos centros urbanos e travar a produtividade, alertou o diretor do Departamento da Europa do Fundo Monetário Internacional (FMI), em entrevista à Lusa.