Irregularidades e ilegalidades no atendimento de emergência

O canal News Now expôs, através de uma reportagem de investigação, uma série de irregularidades no atendimento de emergências por parte das autoridades responsáveis.

© Facebook / INEM

A investigação revelou que muitos atendimentos de emergência, incluindo aqueles realizados por serviços de ambulância e socorro, ocorrem de forma irregular.

Entre as principais infrações destacadas estão a falta de equipamentos adequados, a ausência de treinamento apropriado para os socorristas e, em alguns casos, a manipulação de dados para ocultar a ineficiência dos serviços prestados.

As entrevistas com profissionais da área de emergência revelam um cenário preocupante, onde diversos profissionais denunciam condições de trabalho precárias e pressões internas para cumprir metas inatingíveis.

“Somos obrigados a atender mais ocorrências do que é possível com a estrutura que temos. Isso coloca em risco não só a nossa segurança, mas principalmente a dos pacientes”, afirmou um paramédico.

Em Lisboa, os bombeiros do Regimento de Sapadores, que possuem a formação exigida, começaram a reunir provas daquilo que testemunham no terreno, pois não querem ser responsabilizados por eventuais desfechos trágicos, garantindo que muitas ambulâncias que trabalham para o INEM são, na verdade, “táxis com uma cama”.

“É levar para o hospital e rezar que corra tudo bem”, afirma Rui Pires.

Paulo Paço, da Associação Nacional dos Técnicos de Emergência Médica, diz ainda que “a única grande diferença é que, eventualmente, na ambulância o paciente poderá ir deitado na maca, enquanto no táxi isso não acontece, mas pouco mais do que isso”.

A falha em cumprir os protocolos de emergência pode resultar em ações judiciais contra as autoridades competentes, uma vez que a prestação de um serviço de socorro inadequado não só viola direitos fundamentais dos cidadãos, mas também pode configurar crime de omissão de socorro.

Rui Pires, Chefe da 1ª Intervenção do Regimento de Sapadores Bombeiros de Lisboa, afirma que “o transporte hospitalar pode ser desde uma pessoa que tenha sofrido mal-estar com o calor até uma pessoa que está caída em casa há três dias” e relata que já teve “uma senhora grávida com um impacto lateral, no lado do condutor, e quando a ambulância chegou ao local, o elemento que estava na cela sanitária não era TAS (Tripulante de Ambulância de Socorro). Portanto, se a vítima tiver algum problema a caminho do hospital, o elemento não tem formação suficiente para auxiliar.”

Rui Pires afirma ainda que “as pessoas vêem uma ambulância e acham que está tudo ok, mas não está tudo ok, porque se quem estiver lá não sabe o que está fazendo, não vai adiantar de nada”.

Ricardo Cunha, do Sindicato Nacional de Bombeiros Sapadores, lamenta que o caso tenha chegado à exposição pública, pois já é algo que acontece há muito tempo.

Últimas do País

O sindicato de chefias da guarda prisional associou-se a uma providência cautelar apresentada por uma associação, que pretende impedir que mulheres transgénero sem o processo de transição físico completo sejam colocadas em prisões femininas.
A Federação Nacional dos Professores (Fenprof) estimou hoje que no segundo período de aulas houve todas as semanas cerca de 40 mil alunos sem pelo menos um professor, resultado da falta de docentes nas escolas.
Decisão do Tribunal Constitucional obriga membros do Governo a revelar clientes, serviços e saldos bancários. Ao todo, 15 governantes ficam sujeitos a novas regras de transparência impostas pelo Constitucional.
A Comissão Europeia aprovou hoje um pacote de 250 milhões de euros de ajudas estatais ao setor florestal em Portugal para reflorestar áreas afetadas e compensar proprietários, com subvenções e válido até 31 de dezembro de 2029.
Contrato de quase 14 mil euros revela problema persistente na residência oficial do primeiro-ministro. Estado já gastou milhões no combate a pragas.
A ilha da Madeira está esta segunda-feira sob aviso amarelo devido à previsão de vento forte, anunciou o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).
O CHEGA quer que as zonas afetadas por calamidades passem a beneficiar de incentivos fiscais, propondo que sejam equiparadas, de forma temporária, a territórios do interior para efeitos de acesso a benefícios previstos na lei.
O tempo de espera no controlo de fronteira no aeroporto de Lisboa atingiu hoje um pico de duas horas para quem chegou pelas 08h30, mas posteriormente para menos de uma hora, segundo a PSP e a ANA.
Um grupo de investigadores da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto (FMUP) está a desenvolver um método não invasivo para identificar pacientes com maior risco de défice cognitivo após Acidente Vascular Cerebral (AVC), foi divulgado hoje.
O incêndio que deflagrou na tarde de sábado no Parque Nacional da Peneda-Gerês, em Terras de Bouro, distrito de Braga, continua hoje ativo, mas sem “pontos sensíveis”, disse à Lusa fonte do Comando Sub-Regional do Cávado.