39% das medidas do PRR consideradas em estado preocupante ou crítico

A Comissão Nacional de Acompanhamento do Plano de Recuperação e Resiliência (CNA-PRR) considera que 39% dos investimentos e medidas previstos no programa encontram-se em estado "preocupante" ou "crítico", de acordo com o relatório divulgado hoje.

© Facebook Pedro Dominguinhos

“A apreciação global revela que, dos 103 investimentos/medidas/submedidas analisados, são apreciados com “Alinhado com o Planeamento” (33%), “Necessário Acompanhamento” (24%), “Preocupante” (30%) e “Crítico” (9%)”, indica o quarto relatório de acompanhamento aos progressos de implementação do PRR.

Já 5% dos investimentos foram considerados concluídos, sendo esta a primeira vez que há medidas neste estado num dos relatórios da comissão.

É de salientar que para este relatório foram considerados os dados desde novembro de 2023 até final de junho de 2024, período que foi marcado pela mudança de governo, com eleições legislativas no dia 10 de março e pela tomada de posse do XXIV constitucional em 02 de abril.

Como a própria CNA-PRR assume, “a tomada de posse de um novo Governo exige tempo para que, quer os membros do governo quer as suas equipas, se possam apropriar dos dossiers e conhecer o ponto da situação de cada um dos projetos e investimentos”.

Ainda assim, é possível verificar que o número de medidas classificadas como “preocupantes” aumentaram face ao período homólogo, de 23% para 30%, bem como as críticas, cuja proporção passou de 3% para 9%.

Entre os investimentos identificados como preocupantes inclui-se o programa de apoio ao acesso à habitação, a Transição Digital na Saúde, o Hub Azul e a capitalização de empresas e resiliência financeira através do Banco Português de Fomento.

Já em estado crítico estão projetos referentes aos equipamentos dos Hospitais de Seixal e Sintra, o Acessibilidades 360º, a eficiência energética em edifícios de serviços, a expansão da rede de metro de Lisboa – Linha Vermelha até Alcântara e o Metro Ligeiro de Superfície Odivelas-Loures.

Destacam-se ainda, entre os críticos, algumas medidas relacionadas com a transição digital das empresas.

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