Albuquerque diz que combinou com Lisboa envio de meios

O presidente do Governo da Madeira disse que já tinha combinado na sexta-feira com o ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel, o envio de meios da Proteção Civil do continente para a região.

© D.R

“Já ontem [sexta-feira] tinha combinado com o Governo […] para mandar a força”, afirmou Miguel Albuquerque, no sábado à noite, em declarações aos jornalistas no posto de Comando da Proteção Civil da freguesia do Curral das Freiras, no concelho de Câmara de Lobos, onde se deslocou depois de ter interrompido as férias na ilha do Porto Santo.

Fonte do Governo Regional disse à Lusa, na sexta-feira à noite, que o Governo da República disponibilizou apoio para o combate ao incêndio, mas o executivo madeirense considerou não ser necessário, argumentando que lavrava sobretudo em zonas de difícil acesso.

No sábado, às 13:00, o secretário regional da Proteção Civil, Pedro Ramos, reiterava, em declarações aos jornalistas, não ser necessária a ajuda do continente, apontando que a região não tinha esgotado a capacidade operacional.

Cerca de duas horas depois, a Proteção Civil Regional anunciou que a região ia receber elementos da Força Operacional Conjunta da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil.

O Ministério da Administração Interna indicou que chegam hoje à região 76 operacionais para apoiar no combate ao incêndio.

“São 76 pessoas, de diversas partes do país, é preciso logística, é preciso ter o transporte, não é feito de forma instantânea”, acrescentou Miguel Albuquerque.

O governante considerou que as críticas de não ter aceitado de imediato a ajuda do continente partiram de “falhados políticos que se aproveitam desta situação”.

Relativamente ao estar ausente nos últimos dias, por estar de férias, Miguel Albuquerque desvalorizou e afirmou que tem acompanhado a situação na região “desde o início” e que “as críticas são feitas por razões demagógicas”.

De acordo com o chefe do executivo insular, o incêndio, que deflagrou na quarta-feira no concelho da Ribeira Brava e alastrou para o município vizinho de Câmara de Lobos, continua com três frentes ativas na Serra de Água, Curral das Freiras e Encumeada.

Estão também mobilizados no combate às chamas 108 bombeiros, além de elementos da GNR, da PSP e do Instituto de Florestas e Conservação da Natureza.

“Nós, neste momento, temos todas as forças no terreno, temos os homens, todos os veículos e a tecnologia adequada”, assegurou Miguel Albuquerque.

O presidente do Governo Regional realçou que os focos de incêndio estão a ser acompanhados pelos ‘drones’ do Serviço Regional de Proteção Civil, notando que esta tecnologia dá “uma grande ajuda”.

Albuquerque referiu que caso o vento continue orientado para norte, poderá ser possível “ter uma noite mais calma em termos de eficácia do combate”.

“Se houver variação, temos de intervir, nada está solucionado neste momento. Não há nenhuma solução, tudo depende da evolução das condições meteorológicas”, salientou.

“O que posso dizer é que estamos preparados, não é o primeiro incêndio que temos, é recorrente esta situação do fogo posto, não se consegue controlar”, reforçou.

O presidente do executivo madeirense afirmou que, neste caso, o incêndio teve origem em zonas de difícil acesso e, devido às condições meteorológicas, o helicóptero do Serviço Regional de Proteção Civil nem sempre conseguiu atuar.

Relativamente à disponibilidade dos Açores de enviar entre 15 e 20 operacionais, Miguel Albuquerque indicou que essa situação está a ser combinada e que a região está disponível para os receber.

Últimas do País

Nas cadeias estão, neste momento, 85 presos pelo crime de incêndio florestal e há ainda 20 arguidos e condenados com pulseira eletrónica nos meses de maior risco de incêndio, segundo a Direção-geral de Reinserção e Serviços Prisionais (DGRSP).
O CHEGA vai propor um debate de urgência no Parlamento para que o ministro da Educação dê explicações sobre as “falhas brutais” nos exames nacionais e afasta para já a realização de uma comissão de inquérito.
O Ministério Público (MP) acusou um homem, de 55 anos, da autoria de 10 crimes de furto, nove deles qualificados, dano, introdução em lugar vedado e detenção de arma proibida, praticados em Évora, foi hoje anunciado.
Pais e mães de Vilar de Mouros, em Caminha, estão à procura de três crianças para matricular até 15 de julho e evitar o encerramento da escola que tem cantina e transporte escolar gratuito, revelaram hoje à Lusa.
A PSP deteve hoje um casal para cumprimento de uma pena de prisão efetiva pelo crime de tráfico de estupefacientes em Espinho, no distrito de Aveiro, informou aquela força policial.
Uma mulher, de 52 anos, foi detida e ficou em prisão preventiva por suspeitas de maus-tratos físicos, psicológicos e psíquicos aos filhos, de 17 e 5 anos, em Évora, divulgou hoje o Ministério Público (MP).
O festival africano Afro Nation, que voltou a levar milhares de pessoas à Praia da Rocha, em Portimão, ficou também marcado por uma vaga de furtos de telemóveis denunciada por vários participantes nas redes sociais.
Mais de 15.000 hectares arderam em Portugal nos últimos cinco dias, tendo a área ardida duplicado entre 01 e 05 de julho, revelam dados provisórios do Sistema de Gestão Integrada de Fogos Rurais (SGIFR).
Mais de uma centena de concelhos do interior norte e centro estão esta segunda-feira em perigo máximo de incêndio, bem como 10 concelhos dos distritos de Évora, Beja e Faro, segundo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).
Mais de metade dos portugueses (51%) considera recorrer à inteligência artificial (IA) em vez de consultar um médico, abaixo da média de 58% registada nos 20 países analisados num estudo hoje divulgado.