Greve dos enfermeiros no Algarve com adesão de cerca de 70%

A greve de dois dias iniciada hoje pelos enfermeiros da Unidade Local de Saúde (ULS) do Algarve, para reivindicarem melhores condições laborais e remuneratórias, regista uma adesão de cerca de 70%, revelou o sindicato.

© D.R.

“Estamos a ter uma adesão na volta dos 70%, com quase 100% nos serviços de cuidados intensivos e internamento de pneumologia e medicina 3 no Hospital de Faro”, referiu Alda Pereira, dirigente regional do Algarve do Sindicato dos Enfermeiros Portugueses (SEP).

Numa conferência de imprensa que decorreu à porta do Hospital de Faro, Alda Pereira disse aos jornalistas que “a paralisação está ter um grande impacto” nos hospitais e centros de saúde da região do Serviço Nacional de Saúde.

“No bloco operatório central do Hospital de Faro, dos 10 enfermeiros que deviam estar a trabalhar, quatro estão a fazer greve, e no Centro de Reabilitação do Sul verifica-se uma adesão de 100%”, detalhou.

Os enfermeiros marcaram presença esta manhã à porta da unidade hospitalar de Faro onde colocaram duas tarjas onde se podia ler “faltam 1.000 enfermeiros no Algarve”, pintadas com mãos que simbolizam as 2.000 que faltam na região.

A greve de dois dias convocada pelo Sindicato dos Enfermeiros Portugueses na ULS do Algarve, gestora dos hospitais públicos de Faro, Portimão e Lagos e dos centros de saúde arrancou hoje de manhã e decorre até à tarde de sexta-feira.

A paralisação visa protestar contra o que o SEP diz ser “a degradação das condições de trabalho dos enfermeiros no Algarve, seja nos cuidados hospitalares ou nos centros de saúde”.

Os enfermeiros algarvios reclamam também o pagamento das horas extraordinárias em dias feriados, “com um valor por hora que não pode ser pago como se fosse de trabalho normal”, concluiu a dirigente sindical do SEP.

Últimas do País

A pobreza persistente afetava 61,7% das pessoas pobres em Portugal, em 2025, de acordo com os resultados do estudo 'Trajetórias da Pobreza e da Privação', hoje divulgados no âmbito do projeto 'Portugal, Balanço Social'.
Luís Peixoto Gomes, de 31 anos, conhecido por “Turko” ou “Sultão”, começa esta quarta-feira a ser julgado no Tribunal de Braga, acusado de tentar matar um jovem de 27 anos, natural de Almada, com pelo menos sete golpes de navalha. O ataque ocorreu durante a Noite Branca de Braga, depois de o arguido ter descoberto a proveniência da vítima.
A WWF Portugal realizou um evento na Assembleia da República, num espaço cuja cedência contou com o voto favorável do CHEGA. Apesar disso, o segundo maior grupo parlamentar não recebeu qualquer convite.
Três indivíduos encapuzados tentaram roubar o automóvel de um casal de idosos, em plena luz do dia, no Carregado. O proprietário da viatura, de 80 anos, procurou impedir o assalto, mas acabou empurrado e caiu ao chão. Os suspeitos armados fugiram sem conseguir levar o Mercedes.
Os dois homens detidos numa operação contra o tráfico de droga ao largo de Faro, na qual morreu um terceiro suspeito, ficaram em prisão preventiva, disse hoje à Lusa fonte da Polícia Judiciária (PJ).
A Polícia Judiciária (PJ) extraditou na terça-feira para o Reino Unido um português suspeito de homicídio por ter participado há seis anos num confronto de gangues em Manchester que resultou na morte de uma pessoa.
A Polícia Judiciária (PJ) deteve nas Caldas da Rainha, no distrito de Leiria, um homem procurador por França por suspeita de "fraude fiscal e branqueamento, através do denominado esquema 'carrossel do IVA'", anunciou hoje a força policial.
Uma intervenção da Guarda Nacional Republicana (GNR) na Autoestrada 2, na zona de Alcácer do Sal, terminou com a apreensão de cerca de oito mil litros de gasolina.
A Polícia Judiciária e a Autoridade Tributária desencadearam uma operação que envolve o Banco Carregosa e o Banco Angolano de Investimento Europa. Em causa está um esquema de transações imobiliárias destinado a beneficiar de isenções fiscais, com suspeitas de prejuízos de milhões de euros para o Estado.
Ana Sofia Dias, antiga presidente da Junta de Freguesia de Penha de França, em Lisboa, foi contratada pela Junta de Freguesia de Agualva e Mira Sintra, liderada pelo Partido Socialista. A ex-autarca está acusada dos crimes de corrupção passiva agravada e prevaricação no âmbito do processo Tutti-Frutti, que investiga alegadas irregularidades envolvendo antigos responsáveis autárquicos.