CHEGA quer marcar interpelação ao Governo no Parlamento sobre educação

O CHEGA solicitou hoje a marcação de uma interpelação ao Governo sobre educação, com a presença do ministro, e desafiou o Executivo a construir um "plano de emergência" para que os problemas fiquem resolvidos até dezembro.

© Folha Nacional

Em declarações aos jornalistas, no parlamento, André Ventura disse esperar que, na interpelação, ainda sem data, o ministro da Educação, Ciência e Inovação, Fernando Alexandre, explique “como é que vai resolver o problema da falta de professores, dos salários baixos de docentes e não docentes e garantir que todos os alunos têm aulas” e “têm professores para dar as aulas”.

“Isso foi-nos prometido na campanha eleitoral, é com isso que contamos, e é isto que o Governo pode fazer, sem tirar nem pôr. É isto que vamos exigir enquanto partido da oposição, não só neste orçamento, como em medidas concretas para os próximos meses”, afirmou o líder do CHEGA.

Acompanhado pela deputada Manuela Tender, presidente da comissão parlamentar de Educação e Ciência, e pela deputada Maria José Aguiar, coordenadora do grupo parlamentar na mesma comissão, Ventura considerou que a resolução dos problemas da educação “não é uma questão do orçamento do Estado para 2025, é uma questão de vontade política”.

Ainda assim, recomendou ao Governo que o próximo Orçamento do Estado “traduza um investimento na educação” e que, “em vez de apresentar varinhas mágicas”, apresente soluções efetivas, desafiando o executivo a apresentar um “plano de emergência para a educação”.

“Nós tivemos um Governo muito preocupado em apresentar planos de emergência para isto, para aquilo e para aqueloutro. Nós desafiamos o Governo a um plano de emergência para a educação, para garantir que os concursos não ficam vazios, que todos os alunos têm professores nas disciplinas que lhes são legalmente atribuídas e para garantir que não vamos ter mais um inverno com chuva nas escolas, com neve nas escolas, com escolas sem condições para atividades curriculares e extracurriculares”, pediu.

André Ventura disse que espera que “até dezembro” estes problemas estejam “absolutamente resolvidos”.

No dia que marca o início do novo ano letivo, o presidente do CHEGA quis manifestar a “frustração que hoje os portugueses sentem face aos problemas que tinham sido anunciados serem resolvidos em alguns meses e que, na verdade, se mantêm absolutamente sem resolução”.

E considerou que “este Governo tem falhado em muitas das propostas que diziam serem imediatas na resolução dos problemas”, argumentando que no “reinício do ano letivo o sistema educativo está com mais problemas do que estava no fim do Governo do doutor António Costa”.

O ministro da Educação, Ciência e Inovação estará no parlamento, também a pedido do CHEGA, no dia 26 de setembro, para prestar esclarecimentos sobre irregularidades na colocação de professores no âmbito do concurso interno e externo.

Últimas de Política Nacional

A carga fiscal em Portugal manteve-se em níveis elevados em 2025, fixando-se nos 35,4% do Produto Interno Bruto (PIB), ligeiramente acima dos 35,2% registados no ano anterior.
O presidente da Câmara de Oeiras, Isaltino Morais, arguido no processo relacionado com despesas em almoços de dirigentes municipais, afirmou que “odeia o que André Ventura representa”.
A Câmara Municipal de Matosinhos adjudicou, por ajuste direto, um contrato à sociedade de advogados Vieira de Almeida, onde a filha da presidente socialista da autarquia, Luísa Salgueiro, exerce funções como advogada estagiária.
A repressão dos protestos no Irão chegou ao Parlamento português. O CHEGA apresentou uma proposta que recomenda ao Governo a expulsão do embaixador iraniano em Portugal, acusando o regime de Teerão de violar direitos fundamentais e reprimir violentamente manifestações pró-democracia.
O CHEGA vai indicar Rui Gomes da Silva para o Conselho Superior da Magistratura e Fernando Silva para o Conselho Superior do Ministério Público, ambos membros do "Governo sombra" do partido, indicou hoje André Ventura.
O líder do CHEGA revelou hoje que chegou a acordo com o PSD sobre as eleições para os órgãos externos e anunciou que os dois partidos vão apresentar uma lista conjunta de candidatos ao Conselho de Estado.
O CHEGA apresentou no Parlamento um projeto de lei que pretende restringir a realização de celebrações muçulmanas em espaços públicos e impor novas regras no financiamento e construção de novas mesquitas no país.
O líder do CHEGA associa a subida do custo de vida à guerra na Ucrânia e defende descida de impostos para aliviar os portugueses.
O grupo municipal do CHEGA em Oeiras apresentou uma moção de censura ao executivo liderado por Isaltino Morais, na sequência da acusação do Ministério Público relacionada com despesas em refeições pagas com fundos públicos.
O líder do CHEGA, André Ventura, condenou hoje as buscas na Câmara Municipal de Albufeira, liderada pelo seu partido. "O que aconteceu hoje é, a todos os títulos, lamentável", referiu.