Guarda prisional de Vale de Judeus ouvido na sexta-feira pela PJ

Um dos guardas prisionais de serviço na cadeia de Vale de Judeus no dia da fuga dos cinco reclusos vai ser ouvido na sexta-feira pela PJ no âmbito do processo-crime aberto pelo Ministério Público, revelou hoje o seu advogado.

© D.R.

Pedro Proença, advogado do Sindicato Nacional do Corpo da Guarda Prisional (SNCGP), disse à Lusa que este guarda prisional que será ouvido na sexta-feira, pelas 10:00, pela Polícia Judiciária, é também um dos visados no processo interno de averiguações da Auditoria e Inspeção dos Serviços Prisionais, de cariz disciplinar.

O advogado adiantou que no âmbito do inquérito crime dirigido pelo Ministério Público a PJ já recolheu prova naquela cadeia.

Segundo o advogado, no decurso deste inquérito foram ouvidos hoje, em Vale de Judeus, dois outros guardas na qualidade de testemunhas.

Pedro Proença precisou que no processo de averiguações interno já terão sido ouvidos cinco ou seis guardas como testemunhas e dois guardas que são visados, um dos quais o que vai ser ouvido na sexta-feira pela PJ.

No âmbito do processo de averiguações interno vão ainda ser ouvidos oito outros guardas nos próximos dias 19 e 23.

Um dos aspetos mais importantes dos inquéritos em curso está relacionado com as falhas na videovigilância da cadeia e de quem estaria responsável por tal tarefa.

Contactado hoje pela agência Lusa, Frederico Morais, presidente do SNCGP, manifestou-se “convicto” de que não houve qualquer cumplicidade ou responsabilidade dos guardas prisionais que estavam de serviço no dia da fuga e lembrou que o sindicato tem vindo a alertar há anos para os enormes problemas de segurança das cadeias e dos próprios guardas que prestam serviço em cadeias repletas de reclusos.

Cinco reclusos fugiram no sábado do Estabelecimento Prisional de Vale de Judeus, em Alcoentre, no concelho de Azambuja, distrito de Lisboa.

Os evadidos são dois cidadãos portugueses, Fernando Ribeiro Ferreira e Fábio Fernandes Santos Loureiro, um cidadão da Geórgia, Shergili Farjiani, um da Argentina, Rodolf José Lohrmann, e um do Reino Unido, Mark Cameron Roscaleer, com idades entre os 33 e os 61 anos.

Foram condenados a penas entre os sete e os 25 anos de prisão, por vários crimes, entre os quais tráfico de droga, associação criminosa, roubo, sequestro e branqueamento de capitais.

Últimas do País

A Direção-Geral de Alimentação e Veterinária (DGAV) levantou a obrigação de confinamento das aves, face a redução do número de casos, mas avisou que a gripe ainda não deve ter cessado.
A Ponte Rainha D. Amélia, que liga os concelhos do Cartaxo e de Salvaterra de Magos, no distrito de Santarém, encontra-se hoje encerrada ao trânsito devido a um incidente envolvendo um veículo pesado, informou hoje a Câmara Municipal do Cartaxo.
O Tribunal de Loures aplicou hoje a medida de coação de prisão preventiva ao estudante suspeito de violação, ameaça, coação sexual e sequestro de duas colegas, crimes alegadamente praticados durante uma visita de estudo, na Lourinhã, informou fonte policial.
A cirurgia robótica na área da urologia estreou-se hoje na Unidade Local de Saúde (ULS) do Médio Tejo, com a realização no Hospital de Tomar de uma prostatectomia radical a um doente com cancro da próstata, anunciou a instituição.
A fachada de uma habitação devoluta ruiu hoje em Miragaia, no centro do Porto, mas não causou feridos, adiantou hoje à Lusa fonte da câmara.
Oito embarcações, algumas das quais associadas à captura ilegal de amêijoa japonesa no rio Tejo, foram apreendidas durante uma operação de fiscalização realizada durante a madrugada, informou esta quinta-feira, 16 de abril, a Polícia Marítima (PM).
As equipas de dermatologia do Hospital Santa Maria terão de devolver os mais de 800 mil euros que receberam indevidamente por cirurgias feitas em produção adicional, segundo a Inspeção-geral das Atividades em Saúde (IGAS).
Os incidentes de segurança aumentaram 6% no ano passado, face a 2024, para 87, sendo o apagão de 28 de abril um deles, já que afetou a resiliência das redes, divulgou hoje a Autoridade Nacional de Comunicações (Anacom).
Nelson Vassalo encontra-se em prisão preventiva, é militante do PS e está indiciado por infrações terroristas. A sua defesa está a cargo de Ricardo Sá Fernandes, advogado que representou a comunidade cigana no processo relativo aos cartazes presidenciais de André Ventura.
O homem detido na quarta-feira por infrações terroristas por ter alegadamente atirado um 'cocktail molotov' contra a Marcha Pela Vida, em março, vai aguardar o desenrolar do processo em prisão preventiva, decidiu hoje o tribunal.