Quatro países da NATO procuram apoio da UE para criar defesas nas suas fronteiras

A Estónia, Letónia, Lituânia e a Polónia vão procurar financiamento da União Europeia para construir uma rede de bunkers, barreiras, linhas de distribuição e armazéns militares nas fronteiras com a Rússia e a Bielorrússia, foi hoje divulgado.

© FACEBOOK | Jens Stoltenberg

 

Estes países membros da NATO anunciaram inicialmente, em janeiro, o plano para uma “Linha de Defesa do Báltico”. Em maio, a Polónia anunciou um projeto semelhante, denominado “Escudo Oriental”, com o objetivo de reforçar as suas fronteiras com o enclave russo de Kaliningrado e a Bielorrússia.

“A necessidade de uma linha de defesa (do Báltico) decorre da situação de segurança e apoia o novo conceito de defesa avançada da NATO”, afirmou o ministro da Defesa da Estónia, Hanno Pevkur, num comunicado, acrescentando: “É extremamente importante coordenar as nossas atividades com a Polónia”.

“Ao mesmo tempo, reforça a segurança da União Europeia (UE) e a defesa militar das suas fronteiras, razão pela qual vemos claramente que a UE também poderia apoiar financeiramente o projeto”, afirmou.

Os ministros da Defesa dos quatro países europeus situados no flanco oriental da NATO reuniram-se na cidade de Daugavpils, no sudeste da Letónia, na sexta-feira, para discutir o financiamento do projeto.

Os ministros não especificaram qual o montante da ajuda financeira que a Estónia, a Letónia, a Lituânia e a Polónia pretendem obter de Bruxelas para o projeto, mas referiram, numa declaração conjunta, que “a guerra da Rússia contra a Ucrânia demonstrou que a criação de obstáculos físicos num terreno aberto sem cobertura defensiva natural é fundamental, mesmo numa guerra tecnologicamente avançada”.

Os ministros afirmaram que as ameaças externas na fronteira entre o Báltico e a Polónia estão a aumentar e que o reforço das fortificações ao longo da fronteira com a Rússia e a Bielorrússia “continua a ser uma prioridade elevada”, contribuindo para o compromisso destes países de “defender cada centímetro do território (da NATO)”.

Na Estónia, o mais pequeno dos quatro países, com uma população de 1,3 milhões de habitantes, o estabelecimento da linha de defesa fronteiriça está planeado em três fases, com início em 2025, informou o Ministério da Defesa.

As autoridades de Tallinn disseram, no início deste ano, que a Estónia vai construir até 600 bunkers ao longo dos seus 333 quilómetros de fronteira com a Rússia nos próximos anos, a um custo estimado de 60 milhões de euros.

No entanto, é provável que o projeto enfrente dificuldades e atrasos porque os bunkers terão de ser construídos em terrenos privados.

A linha de defesa báltico-polaca exclui as defesas costeiras no Mar Báltico, que é partilhado pelos quatro países. De acordo com os responsáveis pela Defesa da Estónia, não serão colocadas minas, arame farpado, armas antitanque ou outros dispositivos semelhantes ao longo das fortificações fronteiriças em tempo de paz.

Últimas do Mundo

O mês de junho foi o mais quente de que há registo na Europa Ocidental e o segundo mais quente no mundo, tendo em conta as temperaturas registadas em terra e no mar, indicou hoje o Serviço Copernicus.
Uma em cada cinco pessoas pode vir a ter cancro ao longo da vida, estima a Organização Mundial da Saúde (OMS) num relatório sobre a doença que atingiu mais de 20 milhões de pessoas em 2024.
Um médico alemão de cuidados paliativos foi hoje condenado a prisão perpétua pelo homicídio de 15 pacientes com grandes doses de sedativos, sendo suspeito de inúmeros outros assassinatos, anunciou um tribunal de Berlim.
Adolescente imigrante atraiu a vítima, de 13 anos, para um parque e esfaqueou-a mortalmente. Tribunal rejeitou a tese de legítima defesa e condenou o jovem à pena máxima prevista para menores.
O número de cidadãos portugueses e lusodescendentes que morreram no duplo sismo que atingiu a Venezuela há uma semana subiu para 96 e registam-se 60 portugueses desaparecidos, anunciou hoje o Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE).
A Polícia Judiciária (PJ) deteve três suspeitos e identificou oito vítimas numa operação internacional de combate ao tráfico humano e exploração sexual, que fez mais de mil detidos em 59 países.
O número de mortes aumentou quase 30% em França e 62% só na região de Paris durante a semana de 22 de junho, o pico da onda de calor que assolou o país, anunciou hoje a agência Santé publique France.
O número de portugueses e lusodescendentes mortos devido aos sismos de quarta-feira na Venezuela subiu para 79, havendo ainda 64 desaparecidos, segundo o mais recente balanço hoje divulgado pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE).
A sede da Federação Alemã de Futebol (DFB), em Frankfurt, foi hoje alvo de buscas por parte da polícia relacionadas com suspeitas de corrupção na organização do Euro2024, confirmou o organismo à agência France-Presse (AFP).
As sucessivas ondas de calor que atingem a Europa estão a reacender o debate sobre o uso do ar condicionado, num momento em que vários responsáveis políticos e especialistas defendem soluções que reduzam a dependência destes equipamentos devido ao seu "impacto ambiental".