Licenciamentos de habitações novas caem 4,8% e construção nova 2,7%

Os fogos licenciados em construções novas recuaram 4,8% até julho em termos homólogos, tendo as licenças para construção nova e reabilitação de edifícios habitacionais caído 2,7% e o consumo de cimento aumentado 3,9%, segundo a AICCOPN.

© D.R.

De acordo com a “Síntese Estatística da Habitação” da Associação dos Industriais da Construção Civil e Obras Públicas (AICCOPN), hoje divulgada, a emissão de licenças de construção nova e reabilitação de edifícios habitacionais pelas câmaras municipais nos primeiros sete meses deste ano beneficiaram da recuperação registada em junho e julho e apresentaram “uma quebra menos intensa” que nos meses anteriores, acumulando um recuo de 2,7%.

Já no que se refere ao licenciamento de fogos em construções novas, verificou-se “um ligeiro de decréscimo” de 4,8%, em termos homólogos, para um total de 18.766 habitações.

Até julho, os dados da AICCOPN apontam que o consumo de cimento no mercado nacional registou um aumento homólogo de 3,9%, totalizando 2.398 mil toneladas.

No que respeita ao montante do novo crédito à habitação concedido pela banca, excluindo renegociações, totalizou 8.924 milhões de euros, representando um crescimento homólogo de 31,5%, tendo-se a taxa de juro implícita no crédito à habitação (que tem vindo a reduzir desde janeiro) fixado em 4,49% no mês de julho.

Relativamente ao nível da avaliação imobiliária na habitação, efetuada para efeitos de crédito hipotecário, registou em julho um aumento de 7,4%, em termos homólogos, para 1.638 euros por metro quadrado.

Analisando em maior detalhe a evolução na Região Autónoma da Madeira, a AICCOPN aponta uma “significativa redução” de 24,3% do número de fogos licenciados em construções novas nos 12 meses terminados em julho, para 751, face aos 992 alojamentos licenciados nos 12 meses anteriores.

Destes, 23% eram de tipologia T0 ou T1, 38% de tipologia T2, 35% de tipologia T3 e 4% de tipologia T4 ou superior.

Quanto ao valor de avaliação bancária na habitação, verificou-se, nesta região, uma variação homóloga de 16,7% no mês de maio.

Últimas de Economia

Os preços globais dos alimentos registaram uma subida média de 4,3% em 2025, anunciou hoje a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO).
O número de despedimentos coletivos comunicados aumentou cerca de 16% até novembro de 2025, face ao período homólogo, totalizando 515, o que supera o total de todo o ano de 2024, segundo dados divulgados hoje pela DGERT.
O consumo diário de energia elétrica em Portugal voltou a bater recordes esta semana, atingindo na quinta-feira um novo máximo histórico de 192,3 Gigawatt-hora (GWh), segundo dados da REN divulgados hoje.
As exportações de bens caíram 1,7% e as importações recuaram 7,9% em novembro de 2025, em termos homólogos, acumulando um crescimento de 0,6% e 4,3% desde o início do ano, divulgou hoje o INE.
Os custos de construção de habitação nova aumentaram 4,5% em novembro face ao mesmo mês de 2024, com a mão-de-obra a subir 8,7% e os materiais 1,0%, segundo estimativa hoje divulgada pelo INE.
A criação de novas empresas atingiu um máximo histórico em 2025, ano em que foram constituídas de 53.030 empresas, mais 3,1% que em 2024, de acordo com o Barómetro da Informa D&B divulgado hoje.
As compras nos centros comerciais com pagamento eletrónico cresceram 10% em 2025, com os fins de semana a representarem mais de um terço da faturação, indica um estudo realizado para a Associação Portuguesa de Centros Comerciais (APCC).
A taxa de desemprego aumentou, em novembro de 2025, para os 6,3% na zona euro e os 6,0% na União Europeia (UE), face aos, respetivamente, 6,2% e 5,8% do mesmo mês de 2024, divulga hoje o Eurostat.
O consumo do sistema elétrico nacional bateu recordes esta terça-feira, ultrapassando pela primeira vez os 10 gigawatts (GW), segundo dados da REN, numa altura em que uma grande parte do país estava sob aviso amarelo devido ao frio.
Apesar de milhares de jovens terem recorrido à garantia pública para comprar casa, só um banco precisou de ativar o apoio do Estado desde o início da medida.