Rússia anuncia a retirada dos talibãs da sua lista de grupos terroristas

As autoridades russas anunciaram hoje a retirada dos talibãs da sua lista de organizações terroristas, faltando fazer as alterações legislativas necessárias.

© D.R.

O representante especial da Rússia para o Afeganistão, Zamir Kabulov, declarou que “esta não é uma questão de desejo, mas sim uma decisão tomada pelas autoridades russas que terá de ser materializada no âmbito da legislação”, segundo a agência de notícias russa TASS.

Kabulov explicou que o Governo “tem a obrigação de cumprir a legislação” e manifestou esperar que a decisão se concretize oficialmente “num futuro próximo”.

“Isto exige um trabalho minucioso de advogados, deputados e outros organismos governamentais”, esclareceu.

Moscovo considera que os talibãs estão preparados para “lutar contra o ramo mais poderoso do Estado Islâmico, que continua a receber apoio do ocidente, que utiliza o grupo para levar a cabo as suas ações subversivas e de falsa bandeira” em território russo.

O Ministro dos Negócios Estrangeiros, Sergei Lavrov, apelou assim à retirada das sanções internacionais impostas contra o Afeganistão e responsabilizou os países ocidentais pela reconstrução do país. Além disso, apelou à devolução a Cabul dos bens “ilegalmente congelados” pela comunidade internacional.

“Não creio que alguém precise de ser convencido disto”, afirmou o ministro, antes de afirmar que Washington e os seus aliados “estão a minar o renascimento do Estado afegão”, apesar de declararem repetidamente “o seu apoio ao povo” do Afeganistão.

“Os Estados Unidos, que ignoram as críticas que lhe são dirigidas, continuam a congelar os bens afegãos, mantendo as suas sanções”, sublinhou Lavrov.

Últimas do Mundo

Documentos militares citados pela Relatórios militares apontam para 22 elementos dos serviços de informações e 50 militares marroquinos espalhados por Ceuta. A rede teria como missão vigiar as forças espanholas, testar a sua capacidade de reação e fomentar a instabilidade na cidade.
A Comissão Europeia abriu hoje um processo de infração a Portugal e outros oito Estados-membros por não terem transposto uma diretiva que define três novas substâncias psicoativas como drogas, ficando sujeitas às regras europeias de combate ao narcotráfico.
A Comissão Europeia iniciou hoje um procedimento de infração a Portugal por não ter transposto a mais recente legislação europeia no âmbito da luta contra o branqueamento de capitais.
Eurodeputados portugueses do PS, PCP e Bloco de Esquerda, bem como uma eurodeputada da Iniciativa Liberal, votaram contra uma resolução do Parlamento Europeu que condena a invasão massiva de migrantes registada em Ceuta, manifesta solidariedade à população da cidade espanhola e pede o reforço da proteção das fronteiras externas da União Europeia.
Os eurodeputados portugueses do PS e do PSD votaram lado a lado no Parlamento Europeu a favor das novas regras do CELE 2, o novo mercado europeu de carbono que abrangerá os combustíveis utilizados nos transportes rodoviários e nos edifícios e que deverá fazer aumentar o preço da gasolina e gasóleo.
A presidente da Comissão Europeia anunciou hoje que vai propor a proibição de acesso a redes sociais às crianças com menos de 13 anos e de ter contas pessoais a jovens com menos de 15.
Benítez está coberta de estruturas improvisadas e o número de ocupantes continua a aumentar. Moradores queixam-se de confrontos, lixo e noites sem descanso e exigem uma resposta das autoridades.
Uma mulher marroquina e os dois sobrinhos menores, residentes em Navarra, recebem mais de quatro mil euros mensais através da acumulação de diferentes prestações sociais, segundo os valores apresentados pela própria família ao Navarra.com. Nenhum dos elementos do agregado trabalha e, além dos pagamentos mensais, beneficiam de habitação pública subsidiada e de apoios nas despesas com energia, alimentação, educação e transportes.
Espanha viveu este ano os meses de junho, julho e agosto mais quentes de que há registo, com uma "persistência das altas temperaturas totalmente excecional", disse a agência espanhola de meteorologia (Aemet).
A pressão migratória que tem atingido Ceuta e Melilha está cada vez mais próxima de Portugal. Cerca de 30 migrantes foram intercetados em Melilha quando tentavam chegar clandestinamente à Península Ibérica escondidos em camiões de feira.