“INEM está preso a sistema informático de 2012”: CHEGA exige explicações a Serviços Partilhados do Ministério da Saúde

A audição na comissão de inquérito ao INEM expôs fragilidades nos sistemas informáticos da emergência médica. Confrontada pelo deputado do CHEGA, Pedro Frazão, a antiga responsável dos Serviços Partilhados do Ministério da Saúde (SPMS) reconheceu que os sistemas são antigos e que poderia ter havido maior intervenção.

© Folha Nacional

Durante a audição foi também referido que o principal sistema informático utilizado pelo INEM data de 2012, o que, segundo o deputado do partido liderado por André Ventura, levanta dúvidas sobre a capacidade de integração com novas soluções tecnológicas. “O sistema informático utilizado no INEM é de 2012. Em termos informáticos isso está totalmente ultrapassado”, afirmou.

A antiga responsável pela SPMS admitiu que os sistemas são antigos e reconheceu que poderia ter existido maior intervenção. “Nunca conseguimos, no fundo, chegar lá. Não quer dizer que não se possa fazer e concordo com o Sr. Deputado que o devemos fazer”, afirmou, acrescentando: “Deveríamos, sim, deveríamos. Mas a verdade é que também tínhamos outros focos para apagar e não chegámos lá.”

O tema voltou a surgir quando Pedro Frazão mencionou declarações de uma empresa tecnológica convidada a colaborar com o INEM, que classificou os sistemas existentes como “assustadores” devido ao nível de obsolescência.

Perante essa referência, a ex-presidente da SPMS reconheceu as limitações técnicas existentes: “Se o sistema é antigo, como é óbvio, em cima disto não vai correr qualquer tipo de inteligência artificial.”

No final da intervenção, Pedro Frazão defendeu que a SPMS deveria reconhecer responsabilidades na situação atual dos sistemas tecnológicos ligados à emergência médica. “A SPMS é responsável pelos sistemas de informação em saúde, pelas infraestruturas tecnológicas do SNS e pela estratégia digital. Acho que ficava bem assumir algumas responsabilidades”, afirmou.

Últimas de Política Nacional

Compra da nova sede do Banco de Portugal (BdP) volta a estar sob escrutínio político, com o partido liderado por André Ventura a apontar falhas na transparência.
O líder do CHEGA, André Ventura, disse esta quarta-feira que recebeu da parte do Governo a indicação de abertura para alterações à reforma do Estado em “todos os pontos” que o partido tinha apontado.
Ventura trava luz verde ao Governo e avisa: propostas levantam “riscos graves de corrupção” e fragilizam controlo do dinheiro público.
O depoimento de Cristina Vaz Tomé não convenceu e é apontado como insuficiente. O partido liderado por André Ventura quer novo escrutínio para esclarecer responsabilidades políticas e operacionais.
André Ventura é apontado como principal líder da oposição pelos inquiridos, reunindo mais de metade das preferências e destacando-se claramente dos restantes líderes partidários
O Parlamento elegeu André Ventura como membro do Conselho de Estado, no âmbito de uma lista que garantiu a maioria dos lugares neste órgão consultivo do Presidente da República.
O antigo secretário de Estado socialista Tiago Antunes falhou hoje a eleição para o cargo de provedor de Justiça ao alcançar um resultado inferior a dois terços, tendo apenas 104 votos favoráveis num total de 230 deputados.
O CHEGA acusou hoje o Governo de atirar "dinheiro fora" na saúde e deixar cair novas unidades. André Ventura referiu que "311 milhões de euros foram alienados do PRR e coisas como o Hospital Oriental de Lisboa já não vão avançar".
O líder do CHEGA acusou o Governo de ignorar o impacto real do aumento do custo de vida, questionando a ausência de medidas concretas para aliviar os preços dos combustíveis, da alimentação e a carga fiscal sobre as famílias.
Um mês depois de uma polémica envolvendo alegado favorecimento, o Secretário de Estado da Gestão da Saúde foi exonerado a seu pedido, sendo substituído de imediato por um gestor com longa carreira financeira.