Guardas prisionais pedem em Vale de Judeus separação entre segurança e reinserção social

Mais de 200 guardas prisionais concentrados hoje em Vale de Judeus pediram à ministra da Justiça que os ouça e separe a segurança e a reinserção social para que o sistema prisional português possa funcionar.

© ASCCGP

“Esperemos que a senhora ministra da Justiça perceba de uma vez por todas que para o sistema prisional funcionar tem que haver a separação da reinserção social e da segurança”, afirmou o presidente do Sindicato Nacional do Corpo da Guarda Prisional (SNCGP), Frederico Morais, no final de uma manifestação de solidariedade em frente ao Estabelecimento Prisional de Vale de Judeus, em Alcoentre.

Além da solidariedade demonstrada para com os guardas do estabelecimento de onde há um mês se evadiram cinco reclusos, o encontro ficou marcado pelo apelo dos profissionais a que a titular da pasta tome medidas no sentido de “voltar ao antigamente, antes de 2012”, quando estes dois sistemas eram separados.

Se assim não for, “daqui a um ano voltamos a estar a falar do mesmo, e podemos estar a falar de fugas como de mortes de reclusos ou mortes de guardas”, disse Frederico Morais à agência Lusa, vincando ser isso que os guardas prisionais “querem evitar”.

Na concentração, que segundo o presidente do sindicato contou com mais de 250 guardas prisionais de todo o país, o dirigente sindical do Corpo da Guarda Prisional, Sérgio Brilhante, lembrou que “não foi por alta de aviso” que a fuga de cinco reclusos aconteceu.

Segundo o também guarda nesta prisão de alta segurança em 2021 o guardas fizeram “uma greve geral precisamente para exigir segurança em Vale de Judeus, que não existia”.

O guarda, que se encontrava de serviço no dia em que aconteceu a fuga, afirmou que “não se pode reagir de ânimo leve a uma situação destas, exigindo que “a curto prazo se construam torres de vigilância e reforcem o efetivo de guardas” neste estabelecimento.

A concentração de apoio aos guardas do Estabelecimento Prisional de Vale de Judeus contou com a presença de profissionais do Porto, Bragança, Paços de Ferreira, Izeda, Pinheiro da Cruz, Coimbra, Lamego, e Lisboa, entre outros, confirmou Frederico Morais.

“Cerca de 65% do efetivo da guarda Prisional está se serviço todos os dias, 10 a 15% vai entrar de serviço às 16:00, o que impossibilita o pessoal de longe vir aqui”, disse, considerando “muito boa” a adesão de mais de 250 guardas ao protesto.

Os guardas estiveram concentrados entre as 11:00 e as 14:00, numa manifestação pacífica, que teve como ponto alto a saída dos guardas prisionais de Vale de Judeus, para a pausa de almoço, parando para cumprimentar os manifestantes.

Últimas do País

A PSP deteve uma mulher estrangeira no aeroporto de Lisboa na passada sexta-feira por suspeitas de auxílio ilegal à imigração, quando tentava fazer entrar em território nacional outra mulher, com passaporte falso e afirmando ser sua filha.
Em Mesão Frio, a chuva intensa está a provocar "prejuízos significativos" nas vinhas inseridas no Douro, que poderão afetar o rendimento dos viticultores, mas há também estradas afetadas por derrocadas um pouco por todo o concelho.
Perante milhares de árvores derrubadas e o risco acrescido de incêndios, o CHEGA apresentou no Parlamento um projeto de resolução que pressiona o Governo a avançar urgentemente com um plano de recuperação e reflorestação das zonas mais afetadas.
A Proteção Civil registou 13.388 ocorrências relacionadas com as tempestades entre o dia 01 de fevereiro e as 12:00 de hoje em Portugal continental, informou o comandante nacional.
Pedidos de pizza, táxis, canalizadores e chamadas feitas apenas por falta de saldo no telemóvel. Perto de quatro milhões de chamadas feitas no último ano foram indevidas, sufocando a linha de emergência e atrasando o socorro a quem realmente precisa.
Um militar do Exército, de 21 anos, do Regimento de Cavalaria N.º 3, em Estremoz, distrito de Évora, morreu hoje após uma indisposição durante a prática desportiva, adiantou este ramo das Forças Armadas.
O quadro meteorológico de chuva intensa, vento forte, agitação marítima e queda de neve em Portugal continental deverá manter-se até quarta-feira, indicou na segunda-feira a Proteção Civil, alertando para um aumento das inundações, sobretudo nas regiões Norte e Centro.
Cerca de 1.200 pessoas de várias regiões de Portugal continental encontram-se esta segunda-feira deslocadas das suas habitações como “medida preventiva” devido aos efeitos do mau tempo, sobretudo inundações, revelou a Proteção Civil, contabilizando 12.477 ocorrências desde 1 de fevereiro.
O Governo prometeu 10 mil euros “quase imediatos” para quem perdeu tudo nos incêndios de 2025. Meio ano depois, os números contam outra história: milhares de candidaturas continuam em espera, travadas por vistorias e mudanças de regras a meio do caminho.
A população de Leiria reuniu-se esta segunda-feira numa vigília em homenagem às vítimas da depressão Kristin, lembrando ainda as milhares de pessoas que ainda continuam se eletricidade e sem comunicações.