Marcelo destaca “acréscimo de exigências” para o TdC criado por execução do PRR e PT2030

O Presidente da República destacou hoje o “acréscimo de exigências” para o Tribunal de Contas suscitado pelo PRR e pelo Portugal 2030 e frisou que, da “ampliação das suas competências”, decorre a “necessidade sempre de mais recursos e disponibilidades”.

Sitio da Presidência da Republica Portuguesa

 

Num breve discurso na tomada de posse de Filipa Urbano Calvão como presidente do Tribunal de Contas, que decorreu na Sala dos Embaixadores do Palácio de Belém, em Lisboa, Marcelo Rebelo de Susa destacou a “natureza constitucional e o travejamento legislativo muito específico do Tribunal de Contas” no ordenamento português, envolvendo “juízes de legalidade e de mérito político e administrativo”.

Após ter feito um elogio ao percurso profissional de Filipa Urbano Calvão, salientando que tem uma “carreira pretérita”, o chefe de Estado salientou que a recém-empossada presidente do Tribunal de Contas “sabe como essa especificidade [do tribunal] o distinguiu de todos os outros tribunais superiores”.

“Encontra-se ciente da consecutiva ampliação das suas competências e decorrente necessidade sempre de mais recursos e disponibilidades, conhece o vulto das tarefas mais imediatas quer na vertente do controlo global e sistemático da responsabilidade financeira – e sua eventual conexão à corrupção – tal como conhece o acréscimo de exigências suscitado pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) e pelo Portugal 2030 (PT2030), desafio de primazia máxima para todos nós”, declarou.

Marcelo Rebelo de Sousa salientou que Filipa Urbano Calvão tem “um percurso feito de qualidades intelectuais, predicados científicos e pedagógicos, passos coerentes, consistentes, marcantes, neles avultando os académicos nos domínios jurídico-públicos e a longuíssima e consensual experiência na Comissão Nacional de Proteção de Dados”.

“Desejo-lhes as maiores venturas nas novas funções, ou seja, que elas possam corresponder ou mesmo superar as expectativas agora formuladas e ombrear com a obra dos ilustres antecessores, todos eles merecedores encómios em nome de Portugal”, afirmou, acrescentando que a sua carreira legitima “a função que ora assume por proposta do Governo e nomeação do Presidente da República”.

Filipa Urbano Calvão sucede no cargo de presidente do Tribunal de Contas a José Tavares, que tomou posse como presidente do Tribunal de Contas em 07 de outubro de 2020, depois de o então primeiro-ministro, António Costa, ter decidido pela não recondução de Vítor Caldeira no cargo.

Neste discurso, Marcelo Rebelo de Sou começou por elogiar José Tavares, agradecendo-lhe “uma longa, proficiente, criativa, incansável carreira, devotada à causa pública e de modo muito particular ao Tribunal de Contas e à respetiva presidência, dando continuidade a uma notável linhagem de antecessores, num mandato coroado de sucessos e aberto a novas pistas de futuro”.

Últimas de Política Nacional

O candidato presidencial e líder do CHEGA remeteu hoje para “a consciência” do presidente do PSD e primeiro-ministro uma decisão sobre um eventual apoio à sua candidatura, num cenário de segunda volta que o opôs a António José Seguro.
O número de eleitores recenseados para as eleições de 18 de janeiro é de 11.039.672, mais 174.662 votantes do que nas presidenciais de 2021, segundo a atualização final do recenseamento eleitoral.
Sem voto postal e com queixas de boletins que não chegam, um em cada seis eleitores pode ficar fora das presidenciais. A Folha Nacional sabe que cidadãos portugueses no estrangeiro estão a alertar para falhas no processo.
O candidato presidencial apoiado pelo CHEGA lamentou hoje a “inoportunidade” do Conselho de Estado, no qual vai participar, e onde pretende transmitir ao Presidente da República que devia ter tido uma “ação firme” com o Governo na saúde.
O presidente da República promulgou, esta quinta-feira, o diploma que prevê a centralização dos serviços de urgência externa no Serviço Nacional de Saúde (SNS), as chamadas urgências de âmbito regional.
O candidato presidencial André Ventura afirmou que o primeiro-ministro ignorar um pedido de demissão de um ministro feito pelo Presidente da República resultaria num “cenário de conflito aberto”.
O Conselho de Estado vai reunir-se hoje, no Palácio de Belém, para analisar a situação internacional e em particular na Ucrânia, tema que motivou a convocatória do Presidente da República, ao qual entretanto juntou a Venezuela.
Depois de três mortes em 24 horas à espera de socorro, Pedro Pinto acusou o Governo de incompetência e de conduzir o SNS para um colapso sem precedentes.
O presidente da Câmara de Albufeira, Rui Cristina (CHEGA), ordenou a suspensão imediata de dois dirigentes municipais na sequência de denúncias graves de assédio moral e ameaças feitas por trabalhadoras da autarquia.
A Polícia Judiciária (PJ) realizou esta quinta-feira buscas na Câmara Municipal de Setúbal. A presidente da autarquia, Dores Meira, deverá ser constituída arguida num inquérito relacionado com o recebimento de ajudas de custo, apesar de dispor de viatura oficial.