Governos têm de reduzir dívida e reconstruir ‘almofadas’ para choques

A diretora-geral do Fundo Monetário Internacional (FMI) defendeu hoje que os governos têm de trabalhar para reduzir a dívida e reconstruir 'almofadas' para o próximo choque, numa altura em que se espera baixo crescimento económico.

© Facebook de IMF

Kristalina Georgieva destacou, no discurso de antevisão das reuniões anuais do FMI com o Banco Mundial, que, apesar de se ter conseguido controlar a inflação, as previsões apontam para uma “combinação de crescimento baixo e dívida alta”, o que indica um “futuro difícil”.

Isto limita a margem orçamental dos estados, devido à “parcela da receita pública consumida pelos pagamentos de juros”, salientou a responsável, defendendo a necessidade de os governos fazerem um esforço para reduzir a dívida e reconstruir ‘almofadas’.

Além do esforço de contenção orçamental, “no médio prazo, o crescimento é essencial para gerar empregos, receitas fiscais, espaço orçamental e sustentabilidade da dívida”, notou.

Para conseguir crescimento económico, é preciso foco nas reformas, aconselhou a diretora-geral do FMI, nomeadamente para “fazer o mercado laboral funcionar para as pessoas”, bem como para mobilizar capital e melhorar a produtividade.

A responsável admitiu que “globalmente, o ritmo das reformas tem vindo a diminuir desde a crise financeira global, à medida que o descontentamento aumenta”, mas disse acreditar que “o progresso é possível”.

Últimas do Mundo

Uma em cada cinco pessoas pode vir a ter cancro ao longo da vida, estima a Organização Mundial da Saúde (OMS) num relatório sobre a doença que atingiu mais de 20 milhões de pessoas em 2024.
Um médico alemão de cuidados paliativos foi hoje condenado a prisão perpétua pelo homicídio de 15 pacientes com grandes doses de sedativos, sendo suspeito de inúmeros outros assassinatos, anunciou um tribunal de Berlim.
Adolescente imigrante atraiu a vítima, de 13 anos, para um parque e esfaqueou-a mortalmente. Tribunal rejeitou a tese de legítima defesa e condenou o jovem à pena máxima prevista para menores.
O número de cidadãos portugueses e lusodescendentes que morreram no duplo sismo que atingiu a Venezuela há uma semana subiu para 96 e registam-se 60 portugueses desaparecidos, anunciou hoje o Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE).
A Polícia Judiciária (PJ) deteve três suspeitos e identificou oito vítimas numa operação internacional de combate ao tráfico humano e exploração sexual, que fez mais de mil detidos em 59 países.
O número de mortes aumentou quase 30% em França e 62% só na região de Paris durante a semana de 22 de junho, o pico da onda de calor que assolou o país, anunciou hoje a agência Santé publique France.
O número de portugueses e lusodescendentes mortos devido aos sismos de quarta-feira na Venezuela subiu para 79, havendo ainda 64 desaparecidos, segundo o mais recente balanço hoje divulgado pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE).
A sede da Federação Alemã de Futebol (DFB), em Frankfurt, foi hoje alvo de buscas por parte da polícia relacionadas com suspeitas de corrupção na organização do Euro2024, confirmou o organismo à agência France-Presse (AFP).
As sucessivas ondas de calor que atingem a Europa estão a reacender o debate sobre o uso do ar condicionado, num momento em que vários responsáveis políticos e especialistas defendem soluções que reduzam a dependência destes equipamentos devido ao seu "impacto ambiental".
Pelo menos 1.028 mortes relacionadas com o calor foram registadas em Espanha em junho, segundo dados publicados hoje pelo Instituto de Saúde Carlos III, em Madrid.