Adoção de novas tecnologias é “inevitável” e vai ter impacto na economia portuguesa

A adoção de novas tecnologias é inevitável e já está a acontecer com impacto significativo nas tarefas atuais, segundo o estudo da McKinsey sobre o futuro do trabalho e a oportunidade de Portugal melhorar a produtividade, hoje divulgado.

© D.R.

De acordo com o “Future of Work: Automação com GenAI: Oportunidade única para melhorar a produtividade em Portugal”, elaborado pelo McKinsey Global Institute (MGI), em colaboração com a Nova School of Business and Economics (SBE), a adoção de novas tecnologias “é inevitável”.

“A automação e GenAI [inteligência artificial generativa] é inevitável e está a acontecer e vai ter um impacto significativo na nossa economia em Portugal”, acrescenta Duarte Begonha, sócio da McKinsey & Company.De acordo com o estudo, o investimento nas novas tecnologias, incluindo a GenAI, “é uma realidade já atual com diferentes níveis de adoção à escala” e o seu impacto na transformação de atividades existentes é inevitável.

Áreas como inteligência artificial (IA) generativa, IA aplicada, a conectividade avançada ou a `cloud` e `edge computing` já apresentam um nível de maior maturidade, ou seja, “a tecnologia já existe e já está a ser aplicada” na sociedade e no mundo empresarial, explica Duarte Begonha.

Depois há outras menos maduras, mas onde está “a ser investido a nível global muito dinheiro”, acrescenta.

“Há muito investimento na tecnologia, muitas das tecnologias já estão na fase da maturidade bastante significativa e isto vai acontecer e vai ter impacto em Portugal”, prossegue o responsável.

Há uma série de atividades “que são feitas nos diferentes empregos em Portugal em que o impacto da tecnologia vai ser bastante alto – e isto é geral”, salienta Duarte Begonha.

As atividades “de processamento, mais previsíveis e repetitivas são as mais automatizáveis”, refere o estudo.

“Na parte da tomada de decisão, por exemplo na aplicação de conhecimento especializado que (…) agora com o GenAI, em particular, vai ter um impacto enorme no desempenho de tarefas”, explica.

“Hoje em dia ainda há muitas tarefas manuais, nomeadamente na parte do processamento de informação, de tratamento e mesmo na recolha de dados que com automação vai ser feito de uma forma muito diferente”, aponta.

Em tarefas mais rotineiras a robótica também vai desempenhar um pape importante.

Últimas de Economia

O número de turistas chegados a Portugal cresceu 3,3% em 2025 para 29,9 milhões de pessoas, divulgou hoje o Instituto Nacional de Estatística (INE). O mercado espanhol manteve a liderança entre os mercados emissores, apesar do decréscimo de 0,6%, representando uma quota de 23,8%.
O cabaz alimentar composto por 63 bens essenciais monitorizado pela Deco Proteste encareceu 3,08 euros na última semana, para 256,71 euros, depois da descida registada na semana anterior, informou esta quarta-feira a associação de defesa do consumidor.
O Fundo Monetário Internacional (FMI) prevê que a zona euro vai crescer 0,9% este ano, uma revisão em baixa face a abril, enquanto para 2027 a projeção permanece inalterada em 1,2%, no relatório divulgado hoje.
Os custos de construção de habitação nova subiram 6,9% em termos homólogos em maio, com aumentos no preço dos materiais (6,4%) e da mão-de-obra (7,5%), segundo a estimativa do INE hoje divulgada.
O consumo de energia utilizado para arrefecer as habitações na União Europeia (UE) duplicou em apenas seis anos, impulsionado pelo aumento das temperaturas e pela maior utilização de sistemas de ar condicionado, anunciou hoje o Eurostat.
A produção industrial diminuiu 3,8% em 2025 com o valor de venda dos produtos e prestação de serviços nas indústrias transformadoras a fixar-se nos 110,6 mil milhões de euros, de acordo com o Intuito Nacional de Estatística (INE).
A proposta do CHEGA para estabelecer um teto máximo de 4.500 euros líquidos nas pensões de reforma recolhe o apoio da maioria dos portugueses. Segundo uma sondagem da Aximage, 66% dos inquiridos concordam com a medida.
O consumo de eletricidade registou novos máximos na semana passada, em meses de verão, na sequência da onda de calor que se tem feito sentir em Portugal, de acordo com dados hoje divulgados pela REN.
A remuneração dos novos depósitos a prazo aumentou em maio pelo quarto mês consecutivo, para 1,48%, uma tendência em linha com a zona do euro, apesar de continuar abaixo do verificado no mês homólogo, divulgou hoje o Banco de Portugal.
O azeite virgem extra ficou mais caro 0,25 euros por litro para o consumidor entre janeiro e abril, face ao aumento de 0,10 euros na fase de produção, segundo os últimos dados disponíveis no Observatório dos Preços.