Misericórdias atualizam mensalidades devido ao suplemento de pensões

A União das Misericórdias Portuguesas (UMP) vai atualizar a mensalidade cobrada aos utentes a partir de novembro com base no suplemento extraordinário de pensões atribuído aos idosos, segundo uma circular a que o Jornal de Notícias teve acesso.

© D.R.

Na circular, datada de 10 de outubro, a UMP diz ser “legítimo que as misericórdias procedam à revisão do cálculo da comparticipação familiar dos utentes”, devido ao suplemento extraordinário de pensões, informando que a atualização será feita “no mês do recebimento” do mesmo.

A decisão da UMP é sustentada através de uma portaria de 2019, que diz que a contribuição pode ser revista “por alteração das circunstâncias que estiveram na base da definição da comparticipação familiar de determinado agregado familiar, designadamente, no rendimento per capita mensal”.

A instituição alega, segundo Jornal de Notícias (JN), que o suplemento é “um rendimento independentemente da sua excecionalidade a qualquer título”.

Em declarações ao jornal, a presidente da Confederação Nacional de Reformados, Pensionistas e Idosos (MURPI), Isabel Gomes, diz que a decisão “é injusta” e reforçou a urgência de uma rede pública de lares.

“O Estado dá às pessoas. O que é hábito é, na altura do IRS, se fazer um acerto da mensalidade do lar. Nada justifica que seja nesta altura”, sublinhou.

Por sua vez, a presidente da Associação de Aposentados, Pensionistas e Reformados (APRE!”, Maria do Rosário Gama, disse que a decisão “é desumana”.

“É um bónus que é dado aos idosos, muitos deles com pensões muito baixas”, disse.

O Governo aprovou em agosto, em Conselho de Ministros, o suplemento extraordinário aos pensionistas, que varia entre 100 e 200 euros, e ser pago em outubro.

Últimas do País

Um homem de 28 anos foi detido pela terceira vez por suspeita de agredir os pais em Albergaria-a-Velha, no distrito de Aveiro, e vai aguardar o desenrolar do processo em prisão preventiva, segundo a GNR.
Um homem de 51 anos ficou preso preventivamente por ser suspeito de crimes de abuso sexual de pessoas incapazes de resistência na instituição onde residem, anunciou hoje a Polícia Judiciária do Centro.
Um motorista TVDE, suspeito de ter violado uma cliente, foi detido, mas acabou por sair em liberdade por decisão judicial. O homem estará ligado a ataques contra três mulheres e já tinha sido condenado por crimes semelhantes.
Uma operação de grande dimensão contra o tráfico de droga terminou com 16 detenções no Porto e arredores. A PSP realizou dezenas de buscas, apreendeu estupefacientes e encontrou cerca de 100 mil euros numa das habitações. O principal alvo era uma família suspeita de integrar uma rede de tráfico ligada ao antigo bairro do Aleixo.
Liceu Francês Charles Lepierre, em Lisboa, suspendeu o início das aulas esta quinta-feira, 8 de outubro, depois de surgirem informações sobre um possível bloqueio organizado por alunos do ensino secundário. A decisão foi tomada em articulação com a Embaixada de França, numa altura em que os protestos estudantis franceses já provocaram o encerramento de centenas de escolas.
Uma mulher foi violentamente agredida pelo companheiro quando tentava sair de casa com o filho de apenas dez meses nos braços. O homem acabou condenado a dois anos e meio de prisão, mas não terá de cumprir a pena na cadeia, uma vez que ficou suspensa.
A Operação Hermes já levou ao arresto de património avaliado em nove milhões de euros. Contas bancárias e outros bens ficaram sob controlo judicial, numa medida destinada a impedir a sua movimentação ou dissipação enquanto decorre a investigação.
A incidência do cancro do fígado está a aumentar em Portugal, com mais de 1.500 novos casos anualmente, segundo a Associação Portuguesa para o Estudo do Fígado (APEF), que lançou uma ação nacional de consciencialização sobre a doença.
Uma operação da GNR levou à apreensão esta madrugada de mais de 500 quilos de cocaína na praia da Tocha, em Cantanhede (Coimbra), tendo sido apreendida também uma viatura, adiantou esta força policial.
Mais de 30% dos profissionais de saúde em Portugal que participaram num estudo liderado pela Universidade de Coimbra (UC) identificaram a violência psicológica como frequente a generalizada no local de trabalho, revelou hoje aquela instituição.