Governo fez mal as contas e SNS vai afinal apresentar défice em 2025

O Governo anunciou que o saldo do Serviço Nacional de Saúde (SNS) para 2025 ia ser positivo, mas fez mal as contas. Após uma revisão das projeções, o executivo admitiu que o SNS vai, afinal, apresentar um défice no próximo ano, num valor que ultrapassa os 217 milhões de euro

© Partido Social Democrata

Avança a SIC Notícias, a justificação para o engano surge num aditamento à nota explicativa do Orçamento do Estado para 2025 (OE2025), a que o Público teve acesso: “o Ministério da Saúde esclarece que o saldo da conta consolidada do SNS se prevê negativo em 217,2 milhões no próximo ano, devido à estimativa de aumento de despesa ainda não totalmente quantificada”.

Na nota explicativa inicial enviada aos deputados, a tutela estimava que o saldo orçamental iria ser ligeiramente positivo (1,2 milhões de euros), mas no aditamento reviu as estimativas e projetou que, além da receita diminuir, a despesa total será de 16.747 milhões de euros. Mas os erros não ficam por aqui.

Durante a discussão do OE2025, no Parlamento, a tutela foi questionada sobre uma nota explicativa que apontava para um saldo positivo no final de 2024, contrariando um quadro que registava “um défice para este ano de 665 milhões de euros”.

Ao que a secretária de Estado de Gestão da Saúde, Cristina Vaz Tomé, retorquiu: “o saldo da estimativa de 2024 para 2025 é positivo em 666 milhões de euros. O negativo, não sei onde viu. Isto é a conta do SNS, o relatório refere-se à conta do Ministério da Saúde.”

Últimas de Política Nacional

Vários partidos do sistema, nomeadamente o PS e o VOLT, estão empenhados em tentar impedir a presença do CHEGA nas próximas eleições autárquicas.
O Chega quer proibir a exploração económica das áreas ardidas durante 10 anos e a venda de madeira queimada, aumentar as penas para os incendiários e a criação de um fundo de apoio às famílias dos bombeiros.
O líder do Chega considerou hoje que o Presidente da República foi "extremamente imprudente" quando disse que o seu homólogo dos Estados Unidos funciona como um "ativo soviético", acusando-o de "a perder credibilidade".
O líder do Chega, André Ventura, colocou hoje cinco condições ao Governo para negociar o próximo Orçamento do Estado, incluindo uma redução da carga fiscal, aumento das pensões ou mais verbas para as forças de segurança.
O líder do Chega, André Ventura, criticou hoje o primeiro-ministro, Luís Montenegro, afirmando que não sabe ser líder, dar a cara ou desempenhar o cargo, a propósito da forma como o Governo lidou com os incêndios.
O presidente do Chega, André Ventura, acusou hoje a ministra da Administração Interna de incompetência na gestão do combate aos incêndios que têm afetado o país e desafiou o primeiro-ministro a admitir "que falhou" nesta matéria.
O Chega vai forçar a constituição de uma comissão parlamentar de inquérito sobre os incêndios rurais, anunciou o partido na terça-feira à noite.
O primeiro-ministro, Luís Montenegro, vai hoje à Comissão Permanente da Assembleia da República para debater a coordenação do combate aos incêndios em Portugal, depois de os partidos da oposição terem feito críticas unânimes à atuação do Governo.
A Comissão Permanente da Assembleia da República debate na quarta-feira a situação dos incêndios em Portugal, após a oposição ter feito críticas unânimes ao Governo e o primeiro-ministro ter-se manifestado disponível para prestar esclarecimentos.
O presidente do Chega aconselhou ontem o primeiro-ministro, Luís Montenegro, a sair do gabinete e a ir ao terreno, acusando-o de fazer uma "má gestão" dos incêndios.