Hospitais vão poder definir lista de doentes para cirurgia fora do tempo máximo

Os hospitais públicos podem, a partir de quinta-feira, começar a definir a lista de doentes que ultrapassaram o Tempo Máximo de Resposta Garantido (TMRG) nas cirurgias não urgentes e que conseguem operar até agosto, segundo uma portaria hoje publicada.

© D.R.

Assinada pela ministra da Saúde, a portaria aprova o Plano de Curto Prazo de Melhoria do Acesso a Cirurgia Não Oncológica (PCPMACNO) destinado exclusivamente à resolução da lista de espera nacional elaborada pelo grupo de trabalho do Plano de Emergência e Transformação da Saúde (PETS), com recurso aos setores social e privado, quando estiver esgotada a capacidade de resposta nos hospitais do Serviço Nacional de Saúde (SNS).

Segundo o diploma, publicado hoje em Diário da República, todos os utentes deverão ter uma data de agendamento de cirurgia registada até 31 de dezembro de 2024 e a cirurgia deverá ser realizada até 31 de agosto de 2025.

Terminado o prazo de 31 dezembro de 2024, a Direção Executiva do SNS avaliará a necessidade de medidas adicionais a adotar relativamente aos utentes que não confirmaram a sua vontade de integrar a lista ou que não obtiveram agendamento cirúrgico.

De acordo com a portaria, “a listagem com os utentes identificados como elegíveis deve ter uma classificação na Lista de Inscritos para Cirurgia (LIC) da Unidade Local de Saúde (ULS) de origem como PCPMACNO, com o objetivo de determinar os utentes abrangidos pelo plano”.

Este plano não permite a elegibilidade de utentes classificados como intransferíveis no hospital de origem na data de criação da lista inicial e não há lugar à emissão de vales cirúrgicos para os utentes que integrarem esta lista.

Os hospitais que integrarem o plano selecionam os utentes a intervencionar, dando prioridade aos que têm maior tempo de espera para cirurgia.

Segundo a portaria, os utentes elegíveis são classificados apenas uma vez, não existindo alterações com a entrada de novos utentes, permanecendo a lista estável, de modo a permitir uma monitorização eficaz do ponto de situação da lista.

“Só integram esta lista os utentes que previamente confirmaram essa vontade através de um meio adequado colocado à sua disposição para esse efeito”, sublinha a portaria, que regulamenta a transferência de utentes para entidades dos setores social e privado.

A partir do momento em que o utente integra esta lista nacional, ainda que permaneça na lista de espera da instituição de origem, deixa de estar disponível para a realização de atos cirúrgicos no âmbito do episódio transferido no SNS, até que seja considerado como não passível de cirurgia no âmbito deste programa.

A portaria determina que o sistema de agendamento deverá combinar, além dos critérios clínicos e cronológicos, a seleção de utentes que, preferencialmente, tenham proximidade entre o hospital de destino e o hospital de origem.

Ressalva, contudo, que a distância do hospital de destino pode ser alargada para que “os utentes de regiões geográficas com menor oferta de entidades dos setores social e privado sejam passíveis de integrar o programa e ter a sua condição cirúrgica resolvida”.

A Direção Executiva do SNS procederá ao acompanhamento do processo de agendamento e da atividade cirúrgica dos utentes que integram a listagem nacional através do Sistema Informático de Gestão de Inscritos para Cirurgia.

Quanto ao processo de adesão das entidades dos setores privado e social, a portaria refere que depende da “outorga de um acordo de adesão extraordinário”, definido pela Administração Central do Sistema de Saúde (ACSS).

O regime excecional de incentivos, contemplado na portaria, vigora até 31 de agosto de 2025.

Segundo o Ministério da Saúde, apesar de “o SNS ter ultrapassado nos primeiros sete meses deste ano o número máximo de cirurgias alguma vez realizado, a lista de espera agravou-se ligeiramente em comparação com o mesmo período de 2023”, e mantém-se um número muito elevado de doentes a aguardar cirurgia, com o TMRG.

Últimas do País

Um homem de 35 anos, procurado pela Justiça marroquina por suspeitas de integrar uma rede criminosa dedicada à imigração ilegal, foi extraditado de Portugal para Marrocos. O suspeito, detido em Cascais pela Polícia Judiciária, terá participado num esquema que cobrava elevadas quantias para facilitar a entrada irregular de pessoas em Espanha.
Milhares de crianças e jovens com necessidades educativas especiais estão em risco de ficar sem apoio especializado, pois os Centros de Recursos para a Inclusão (CRI) continuam sem saber qual será o financiamento para o ano letivo.
O Entroncamento, município presidido por Nelson Cunha, eleito pelo CHEGA, registou a maior redução da criminalidade entre sete concelhos analisados pela PSP. Enquanto cinco municípios viram os números aumentar, a cidade governada pelo autarca do CHEGA contabilizou menos 77 ocorrências no primeiro semestre de 2026.
A GNR apreendeu 877,5 quilos de sardinha na Lota de Aveiro por incumprimento dos limites diários de captura legalmente estabelecidos, informou esta sexta-feira a força de segurança local.
Quatro mulheres, com idades entre os 25 e os 36 anos, foram detidas pela PSP, suspeitas de uma série de furtos em supermercados, perfumarias e lojas de cosméticos nos distritos do Porto e Aveiro. Três das suspeitas terão recorrido à violência, incluindo ameaças com um x-ato e agressões a funcionários, para conseguir fugir com os artigos furtados.
Quase 20% das pessoas entre 25 e 34 anos recorreu a apoio de saúde mental no ano passado, segundo dados do INE divulgados hoje.
A circulação nas Linhas 1 e 3 do Metro Sul do Tejo foi normalizada às 10:45 após uma colisão entre duas composições na Avenida Bento Gonçalves, em Almada, que causou dois feridos ligeiros e levou à abertura de um inquérito.
Um homem de 22 anos foi detido em Valongo por suspeita de circular com um veículo com matrículas falsas, segundo a GNR. A ação ocorreu durante uma fiscalização rodoviária na A41.
A Polícia Marítima apreendeu cerca de 464 kg de haxixe, em 10 fardos, entre o Cabo Espichel e Sines, no distrito de Setúbal, foi hoje anunciado.
Quase 90% das cerca de 8.000 crianças e jovens com doença crónica avançada não têm acesso a cuidados paliativos, segundo a associação do setor, que pede ao Governo uma aposta nesta área para mudar a realidade.