Regulamento do Alojamento Local do Porto deverá entrar em vigor este mês

O Regulamento para o Crescimento Sustentável do Alojamento Local do Porto deverá entrar em vigor ainda este mês, depois de o executivo municipal o ter aprovado por maioria, avançou o vereador da Economia, Ricardo Valente.

© DR

“Vai entrar seguramente em vigor este ano”, afirmou Ricardo Valente, à margem da reunião privada do executivo municipal.

A revogação da suspensão aprovada há cerca de um ano, na sequência da entrada em vigor de medidas restritivas ao Alojamento Local (AL) do anterior governo PS, no âmbito do programa Mais Habitação, foi aprovada com a abstenção da CDU.

Destacando que o regulamento é “equilibrado e transparente”, Ricardo Valente afirmou que, nos sete meses em que vigorou, o regulamento permitiu conter o crescimento de AL na cidade.

Aos jornalistas, Ricardo Valente afirmou que a maioria municipal entendeu não alterar o regulamento a menos de um ano das eleições autárquicas.

“Entendemos que não era o momento de o fazer, de o mudar a menos de um ano de eleições, cabe aos partidos políticos colocar em cima da mesa aquilo que consideram que pode ser mudado”, observou, acrescentando que a lei se aproxima do regulamento municipal.

As medidas do programa Mais Habitação foram revogadas pelo atual Governo PSD-CDS/PP, devolvendo poder aos municípios.

O regulamento mantém, no entanto, algumas normas revogadas, sobretudo por já estarem incluídas na lei, como a questão da transmissibilidade ou do período objeto de contrato de arrendamento, da análise dos pedidos de instalação do Alojamento Local e da plataforma de entrada de pedidos e de tramitação.

No final de outubro, o executivo aprovou por maioria suspender as novas licenças de AL no centro histórico e Bonfim por um período máximo de seis meses ou até à entrada em vigor do regulamento.

Questionado sobre o facto de as freguesias do Bonfim e Cedofeita não serem consideradas áreas de contenção, Ricardo Valente salientou que, apesar de estarem “mais próximas de chegar a área de contenção”, é preciso dar “igualdade de oportunidades a todos os agentes que estão no mercado”.

Também em declarações aos jornalistas, a social-democrata Mariana Macedo considerou benéfico regular esta atividade, assim como socialista Tiago Barbosa Ribeiro, que considerou positiva a existência do regulamento.

Pela CDU, Ilda Figueiredo defendeu que o regulamento deveria ser melhorado, à semelhança do vereador Sérgio Aires, do BE, que disse que o documento “tem de ser revisto com alguma urgência”.

O regulamento do AL entrou em vigor a 04 de maio e diferenciava áreas de crescimento sustentável e áreas de contenção, mediante a pressão urbanística de cada freguesia, tendo por base o número de fogos disponíveis para habitação permanente ou arrendamento de longa duração e os estabelecimentos disponíveis para AL.

O regulamento determinava como áreas de contenção as freguesias da Vitória, São Nicolau, Sé, Santo Ildefonso e Miragaia.

No centro histórico do Porto, só a freguesia de Cedofeita é considerada “área de crescimento sustentável” no regulamento.

As “áreas de crescimento sustentável” incluíam também as freguesias de Aldoar, Bonfim, Campanhã, Foz do Douro, Lordelo do Ouro, Massarelos, Paranhos, Nevogilde e Ramalde.

Entre janeiro e julho de 2023, foram atribuídas 445 licenças, menos 56,9% do que no mesmo período de 2022.

Últimas do País

A Polícia Judiciária (PJ) apreendeu no sábado 197 quilos de cocaína dissimulados no casco de um navio comercial que chegou a um porto português, através de um processo conhecido como “caixas de mar” ('Sea Chest'), foi hoje divulgado.
Jovem controlava a forma como a vítima se vestia, perseguia-a após o fim da relação e acabou por invadir a casa da menor para a violar. Foi detido pela Polícia Judiciária.
Um homem foi atraído para uma emboscada, mantido em cativeiro durante três horas e ameaçado por um grupo que exigia o pagamento de uma alegada dívida de 40 mil euros. Meses depois, os suspeitos invadiram a casa da vítima e obrigaram o casal a transferir 16 mil euros.
Mais de cem professores da zona de Lisboa foram convocados para classificar exames nacionais, mas estavam de férias ou baixa médica, revelou hoje o ministro da Educação, que insistiu na necessidade de um novo modelo de seleção.
O número de sinistros participados devido ao mau tempo que atingiu o país no início do ano ultrapassou os 219 mil, anunciou a Associação Portuguesa de Seguradores (APS), que estima um custo total de 1.400 milhões de euros.
O presidente do CHEGA revela que desapareceram documentos e duas 'pens' com informação relacionada com a Comissão Parlamentar de Inquérito a Luís Neves e com o gabinete do primeiro-ministro. A Polícia Judiciária está a investigar.
A GNR deteve, nos primeiros quase sete meses deste ano, 155 suspeitos da prática do crime de incêndio florestal, depois de em 2025 ter registado 5.301 crimes ligados a este delito, foi revelado esta terça-feira.
O incêndio em Rochoso, Guarda, que começou às 13:51 de segunda-feira, tem três frentes ativas hoje de manhã, que estão a ser combatidas por 320 operacionais, 90 viaturas e 11 meios aéreos, disse a Proteção Civil.
Cerca de 300 pessoas tiveram de ser retiradas das suas habitações hoje de noite, em Setúbal, devido a um incêndio num estacionamento subterrâneo, onde arderam seis veículos, disse à Lusa fonte da proteção civil.
Documentos espalhados pelo chão, mobiliário remexido e evidentes sinais de intrusão. Foi este o cenário encontrado, na manhã desta terça-feira, no gabinete do presidente do CHEGA, André Ventura. O caso surge poucas horas depois de o líder do partido ter exigido, em entrevista à CMTV, um maior escrutínio sobre os casos polémicos que envolvem o antigo diretor nacional da Polícia Judiciária e atual ministro da Administração Interna, Luís Neves.