Orçamento da Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária diminui 8,7% em 2025

O orçamento da Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária (ANSR) vai diminuir 8,7% no próximo ano, totalizando 51,3 milhões de euros, numa altura em que os dados da sinistralidade mostram um aumento dos acidentes rodoviários.

© D.R.

Dados da PSP e GNR enviados à Lusa indicam que, entre 01 de janeiro e 31 de outubro, registaram-se 121.415 acidentes rodoviários nas estradas portuguesas, mais 3,8% do que no mesmo período de 2023, quando tinham ocorrido 117.268 desastres.

Os 121.415 acidentes provocaram, nos primeiros dez meses do ano, 405 mortos, 2.295 feridos graves e 36.980 feridos ligeiros, segundo a Polícia de Segurança Pública e a Guarda Nacional Republicana.

Em comparação com o mesmo período de 2023, as duas polícias registaram menos 16 mortos (3,8%), mais 40 feridos graves (1,7) e mais 949 feridos ligeiros (2,6%).

Em 2025, a ANSR terá um orçamento de 51,3 milhões de euros, menos 8,7% do que o orçamentado para este ano, que totalizou 60 milhões de euros.

Questionado pela Lusa sobre esta diminuição, o Ministério da Administração Interna (MAI) indica que os orçamentos destinados à Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária (ANSR) “revelaram-se sobrestimados em anos anteriores, com níveis de execução que, reiteradamente ficaram aquém dos montantes previstos”.

O MAI avança que a prioridade deste Governo é “alinhar o orçamento aos valores efetivamente executados por esta entidade, promovendo um orçamento realista”.

No entanto, admite que existe a ambição de “uma eventual cobrança de receita acima do inicialmente orçamentado, podendo, neste cenário, ser acompanhada de um aumento de despesa enquadrada nas medidas de promoção da segurança rodoviária”.

Sobre as prioridades para a segurança rodoviária em Portugal quando há um aumento de acidentes rodoviários, o MAI frisa que o plano do Governo passa pela aprovação e implementação da Estratégia Nacional de Segurança Rodoviária – Visão Zero 2030.

O objetivo desta estratégia é reduzir em 50% o número de vítimas mortais e de feridos graves em 2030, “invertendo uma trajetória de abrandamento da convergência com a média europeia em termos de sinistralidade”.

Neste âmbito, considera “fundamental adotar a abordagem do sistema seguro”, que passa por garantir a intervenção no fator humano, veículo e infraestrutura, como é exemplo a aprovação dos Planos de Mobilidade Urbana Sustentável (PMUS) locais, medida que integra o programa do Governo.

“Trata-se de um projeto ambicioso, cujo sucesso passará por encarar a temática como um verdadeiro desígnio nacional onde é imperativo que o Governo, entidades e autoridades, autarquias locais e a sociedade civil se unam e garantam uma abordagem alinhada sobre o que tem de ser feito”, precisa.

O MAI refere também que vão continuar as campanhas de sensibilização dos condutores, que considera ser “uma ferramenta fundamental para prevenir comportamentos de risco ao volante, incluindo a criminalidade rodoviária, com o objetivo de diminuir, principalmente, o número de vítimas mortais e feridos graves”.

O ministério destaca ainda a fiscalização rodoviária efetuada pelas forças de segurança direcionada para os locais, períodos e horários em que se se verifica um risco acrescido.

Segundo a GNR, os distritos onde este ano se registam mais acidentes são Porto, Aveiro, Faro, Braga e Setúbal, sendo as principais causas dos desastres a distração, falta de destreza e as manobras irregulares.

A PSP refere ainda que este ano a maioria das vítimas mortais resultaram de colisões, seguida de atropelamentos.

Últimas do País

O dono de um bar em Vila do Conde foi hoje condenado a uma pena suspensa de três anos e nove meses pelos crimes de lenocínio, auxilio à imigração ilegal e branqueamento de capitais.
A PSP deteve no último mês, na zona de Lisboa, quatro cidadãos brasileiros procurados pelas autoridades do Brasil por crimes de homicídio, tentativa de homicídio e roubo, que aguardam os processo de extradição, foi hoje divulgado.
Os episódios de calor extremo registados na última década agravaram a mortalidade em Portugal, em comparação com a década de 1990, sobretudo nas regiões do interior do país, com Trás-os-Montes a registar o maior aumento.
Os professores portugueses são os que têm mais conhecimentos pedagógicos, segundo um estudo da OCDE, o que lhes permite lidar melhor com os desafios da sala de aula e fazer com que os alunos aprendam melhor.
O líder do CHEGA, André Ventura, considerou hoje que o Governo está a pôr sobre o partido o ónus de um acordo sobre a reforma laboral no parlamento, apesar de não ter dado "nenhum passo" de aproximação.
Peso da imigração explica subida da natalidade em Portugal, com Lisboa a aproximar-se dos 50%.
Quase 330 doentes morreram, entre 2021 e 2025, à espera de cirurgia cardíaca disse hoje a secretária de Estado da Saúde Ana Povo, adiantando que a tutela vai publicar um despacho para a revisão das redes de referenciação.
O número de episódios de urgência nos hospitais baixou no inverno 2025/2026, mas aumentou o peso dos casos realmente urgentes (pulseira amarela) e o tempo médio de permanência na urgência voltou a subir após descer em 2024/2025.
Ataque em Oliveira do Bairro deixa duas pessoas em estado grave após vários disparos junto ao local de trabalho da vítima.
Um incêndio destruiu hoje duas casas de aprestos no porto da Ribeira Quente, no concelho açoriano da Povoação, e um homem teve de ser transportado para uma unidade de saúde, devido à inalação de fumos, revelou fonte dos bombeiros.