Marcelo pede que se resolva estatuto dos bombeiros mas critica uso de tochas e petardos

O Presidente da República considerou hoje que é fundamental resolver o problema do estatuto dos bombeiros sapadores, mas criticou o uso de tochas e petardos e a queima de pneus nas suas manifestações.

© Facebook da Presidência da República

“O fundamental é o seguinte, é que, do lado das autoridades, que haja a noção de que o estatuto tem de avançar, do lado dos bombeiros, que há métodos que não os prestigiam, são opostos aos seus interesses e à sua credibilidade, como usar o fogo, queimar pneus, usar petardos e usar tochas numa manifestação de bombeiros”, defendeu Marcelo Rebelo de Sousa.

Segundo o chefe de Estado, que falou aos jornalistas antes de participar numa iniciativa do jornal Público, em Lisboa, “há um problema de estatuto” dos bombeiros sapadores, “que resulta de a entidade patronal serem os municípios, quem estabelece o estatuto legal ser o Estado e, portanto, haver aqui uma relação triangular a três”.

“É fundamental resolver esse problema, porque já vem de longe, passaram mais de 20 anos, tem que ser resolvido”, apelou.

Por outro lado, “quanto à forma de luta” utilizada nas recentes manifestações, Marcelo Rebelo de Sousa manifestou-se preocupado com a “credibilidade das instituições” mais do que com “o problema da legalidade”, referindo que “os bombeiros são, talvez, a atividade vocacional ou profissional mais bem vista” em Portugal.

“Por isso, eu não considero feliz que, sendo uma das razões da segurança criada nas pessoas a do combate ao fogo, nas manifestações utilizem o fogo como instrumento de luta laboral”, afirmou, criticando “ter havido pneus ardidos em frente à Assembleia da República” ou “tochas em frente da sede do Governo”.

“Como também não me parece feliz usarem petardos, porque o comum do cidadão não pode fazer manifestações usando petardos”, acrescentou.

Últimas do País

Em Portugal, 322 mil crianças encontravam-se em risco de pobreza ou exclusão social em 2025, segundo dados divulgados pela coordenadora nacional da Garantia para a Infância.
Quatro jovens foram condenados no Tribunal Judicial de Leiria a penas de prisão suspensas por roubo e abuso de cartão de pagamento, de que foi vítima um idoso de 73 anos.
Mais de um em cada três estudantes de medicina ouvidos num estudo ponderam emigrar e só uma melhoria nas atuais condições laborais e salariais, sobretudo no Serviço Nacional de Saúde (SNS), pode fazê-los mudar de ideias.
André Escoval, porta-voz nacional do movimento Porta a Porta – Casa para Todos, é um dos principais rostos das manifestações contra a especulação imobiliária e os elevados preços da habitação. Contudo, tem um passado como dirigente do PCP, trabalha numa sociedade de advogados que presta assessoria a investidores imobiliários e, segundo a imprensa, mudou-se para uma zona nobre da capital.
Vários condutores apanhados com álcool confessaram no Tribunal de Leiria que deram falsamente como extraviadas as cartas de condução, seguindo instruções de um advogado arguido que faltou à audiência.
A Assembleia Municipal de Lisboa aprovou, com os votos da maioria de direita, uma proposta do CHEGA que condena os atos de vandalismo contra a estátua de D. Pedro IV, no Rossio, durante as recentes manifestações pela habitação. O partido exige a identificação e responsabilização dos autores, bem como a reparação dos danos causados ao património histórico da capital.
O Sindicato Nacional da Guarda Prisional denuncia a alegada utilização indevida de veículos e de um cartão de combustível pelo responsável da maior prisão do país. Os Serviços Prisionais confirmam que o diretor pediu transporte de casa para o trabalho.
Um homem de 58 anos foi detido pela PSP após ameaçar de morte a mulher e agredir um agente policial. O suspeito tinha um historial de mais de dez ocorrências por violência doméstica contra a esposa e a filha.
Um homem de 27 anos foi colocado em prisão preventiva por suspeita de furtos de veículos e em residências, anunciou a GNR. O suspeito já tinha antecedentes por crimes semelhantes.
As viagens turísticas dos residentes em Portugal diminuíram 1,5% em termos homólogos no segundo trimestre, para 5,9 milhões, recuando pela primeira vez em dois anos devido ao decréscimo das viagens em território nacional, divulgou hoje o INE.