Marcelo pede que se resolva estatuto dos bombeiros mas critica uso de tochas e petardos

O Presidente da República considerou hoje que é fundamental resolver o problema do estatuto dos bombeiros sapadores, mas criticou o uso de tochas e petardos e a queima de pneus nas suas manifestações.

© Facebook da Presidência da República

“O fundamental é o seguinte, é que, do lado das autoridades, que haja a noção de que o estatuto tem de avançar, do lado dos bombeiros, que há métodos que não os prestigiam, são opostos aos seus interesses e à sua credibilidade, como usar o fogo, queimar pneus, usar petardos e usar tochas numa manifestação de bombeiros”, defendeu Marcelo Rebelo de Sousa.

Segundo o chefe de Estado, que falou aos jornalistas antes de participar numa iniciativa do jornal Público, em Lisboa, “há um problema de estatuto” dos bombeiros sapadores, “que resulta de a entidade patronal serem os municípios, quem estabelece o estatuto legal ser o Estado e, portanto, haver aqui uma relação triangular a três”.

“É fundamental resolver esse problema, porque já vem de longe, passaram mais de 20 anos, tem que ser resolvido”, apelou.

Por outro lado, “quanto à forma de luta” utilizada nas recentes manifestações, Marcelo Rebelo de Sousa manifestou-se preocupado com a “credibilidade das instituições” mais do que com “o problema da legalidade”, referindo que “os bombeiros são, talvez, a atividade vocacional ou profissional mais bem vista” em Portugal.

“Por isso, eu não considero feliz que, sendo uma das razões da segurança criada nas pessoas a do combate ao fogo, nas manifestações utilizem o fogo como instrumento de luta laboral”, afirmou, criticando “ter havido pneus ardidos em frente à Assembleia da República” ou “tochas em frente da sede do Governo”.

“Como também não me parece feliz usarem petardos, porque o comum do cidadão não pode fazer manifestações usando petardos”, acrescentou.

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