Sindicato de médicos recusa aceitar proposta salarial do Governo apesar de melhorada

O Sindicato Independente dos Médicos (SIM) adiantou hoje que rejeitará a proposta de aumento salarial do Governo, apesar de ser superior aos 5% apresentados há duas semanas, e anunciou que está marcada nova ronda negocial em 30 de dezembro.

© Facebook do Sindicato Independente dos Médicos

“É superior aos 5 % e inferior aos 15%, portanto, bastante inferior aos 15%. Neste momento, nós não estamos em condições de aceitar, só aceitaremos um bom acordo, e, por isso, vamos aguardar”, disse aos jornalistas o secretário-geral do SIM, Nuno Rodrigues, durante uma pausa de cerca de 60 minutos nas negociações com a tutela.

O SIM e o Ministério da Saúde estão hoje reunidos desde as 10:30 para discutir a nova grelha salarial e as normas particulares, depois de na semana passada a força sindical ter dito que o entendimento com a tutela estava “muito perto”.

Por outro lado, questionado se espera alcançar ainda hoje um acordo, Nuno Rodrigues mostrou-se confiante.

“Se o Governo pediu para fazer uma pausa para discutir os valores certamente com o ministro das Finanças estou em crer que sim. Ficou bem patente a preocupação por parte do Governo de resolver o problema e arranjar aqui um acordo satisfatório para ambas as partes”, salientou”.

O SIM recusou há duas semanas a proposta de aumento salarial de 5% apresentada pelo Ministério da Saúde, alegando que estava a uma “distância muito considerável” dos 15% que reivindica.

No final de 2023, o SIM chegou a um acordo intercalar com o anterior Governo para um aumento de 15% dos salários dos médicos para este ano, esperando que agora sejam cumpridos os restantes 15%.

O encontro que já vai em quase quatro horas está a ser dirigido pela ministra da Saúde, Ana Paula Martins, e pela secretária de Estado da Gestão da Saúde, Cristina Vaz Tomé.

Últimas do País

A Associação de Farmácias de Portugal (AFP) considerou hoje que os dados divulgados sobre a equidade no acesso ao medicamento expõem "fragilidades preocupantes" no acesso efetivo à saúde em Portugal e exigem uma resposta estrutural e urgente.
A Estrutura de Missão Reconstrução da Região Centro do País estima entre 35 mil e 40 mil as empresas com danos devido ao mau tempo na zona mais afetada, afirmou à agência Lusa o seu coordenador, Paulo Fernandes.
A Federação dos Bombeiros do Distrito de Setúbal alertou hoje que o encerramento da urgência de obstetrícia e ginecologia do hospital do Barreiro representa um sério risco para a segurança das grávidas e recém-nascidos da península de Setúbal.
A GNR detetou um depósito ilegal de resíduos e veículos em fim de vida, com "suspeitas de contaminação de solos", na Praia da Vitória, na ilha Terceira, e identificou um homem de 70 anos, foi hoje divulgado.
Os setores da Agricultura e Pescas já declararam mais de 449 milhões de euros de prejuízos relacionados com estragos provocados pelo mau tempo, disse hoje fonte deste ministério.
Na Bajouca, longe de Leiria, pouco ou nada se sentiu a presença do Estado após a tempestade. Ali, foram a comunidade e uma equipa de voluntários a arregaçar as mangas, num trabalho de quatro semanas "por amor às pessoas".
As doenças do aparelho circulatório e os tumores malignos causaram quase metade das mortes em Portugal em 2024, ano em que morreram 119.046 pessoas, um aumento de 0,1% face a 2023, revelou hoje o INE.
O número de pedidos de apoio para reconstrução de casas devido ao mau tempo soma 20 mil num montante de 100 milhões de euros, disse o coordenador da Estrutura de Missão Reconstrução da Região Centro do País.
Os prejuízos provocados pelo mau tempo, que afetou vias rodoviárias e colocou em risco de derrocada diversas zonas de taludes no concelho de Setúbal, “já totalizam 50 milhões de euros”, revelou hoje fonte oficial do município.
A Deco apelou hoje ao Estado para que proíba as empresas fornecedoras de serviços digitais de reduzirem a qualidade e de retirarem funcionalidades essenciais após a fidelização do consumidor, pedindo que estas situações sejam denunciadas.