Guardia Civil espanhola desmantela grupo que assaltava joalharias em Portugal

A Guardia Civil espanhola, com o apoio da GNR e PJ portuguesas, desmantelou um grupo criminoso suspeito de assaltos a joalharias no norte de Portugal nos últimos 15 anos, detendo suspeitos nos dois países, anunciou aquela força policial espanhola.

©D.R.

Em comunicado, a Guardia Civil revelou ter detido cinco suspeitos durante um assalto a uma ourivesaria em Valença do Minho, quando tentaram roubar joias avaliadas em 400 mil euros. Já em Espanha, foram detidos quatro alegados membros deste grupo.

A operação, intitulada Alpina-Rasteiro, teve início no final de janeiro deste ano, após a investigação de vários assaltos a joalharias localizadas no norte de Portugal.

Segundo a polícia espanhola, foi identificada uma organização, formada por um grupo itinerante de cidadãos italianos que se deslocavam a Espanha para assaltar joalharias em Portugal, com o apoio e a infraestrutura de outros membros espanhóis.

Concretamente, os elementos espanhóis do grupo forneciam todo o apoio logístico necessário para cometer os crimes, alugando casas e veículos e até fornecendo armas de fogo e ferramentas. Além disso, participaram na procura de joalharias de interesse, no planeamento dos assaltos e na vigilância dos estabelecimentos durante os assaltos.

No passado dia 14 de novembro, agentes da GNR de Braga detiveram cinco indivíduos pertencentes a este grupo criminoso, três de nacionalidade italiana e dois de nacionalidade marroquina, quando estes se encontravam a praticar um assalto à mão armada numa ourivesaria em Valença (Portugal).

Durante o assalto, duas pessoas ficaram gravemente feridas. A proprietária da loja foi agredida pelos assaltantes e um dos assaltantes entrou em confronto com os agentes da GNR e sofreu ferimentos de bala. As joias roubadas, no valor de mais de 400 mil euros, foram recuperadas.

Na sequência destas detenções, e por força de mandados europeus de investigação e de captura, foram detidos quatro indivíduos espanhóis pertencentes à organização e efetuadas buscas num estabelecimento hoteleiro e em mais seis residências.

Estas buscas tiveram lugar nas localidades de Redondela, Pazos de Borbén, Porriño e Vilanova de Arousa (Galiza) e permitiram a apreensão de telemóveis, documentação e dinheiro no valor de 118 mil euros.

Após a operação, foi desmantelado um grupo criminoso, com a detenção e prisão de todos os seus membros, tendo ficado cinco deles em prisão preventiva em Portugal e os outros quatro em prisão preventiva em Espanha, depois de lhes terem sido atribuídas ligações aos roubos ocorridos em pelo menos 23 ourivesarias do norte de Portugal há mais de 15 anos.

A investigação foi levada a cabo no âmbito da Europol, pelo Grupo de Património da Unidade de Polícia Judiciária da Guardia Civil de Pontevedra e por agentes da GNR e da Polícia Judiciária de Braga.

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