Sindicatos consideram ilegal portaria que muda normas de admissão na PSP

Sindicatos da PSP contestaram hoje a publicação da portaria que altera as normas de admissão na polícia, considerando o diploma ilegal por não terem sido consultados, e criticam a alteração da idade máxima de entrada.

© D.R.

O presidente do Sindicato Nacional da Polícia (Sinapol), Armando Ferreira, disse à Lusa que enviou hoje um ofício ao Ministério da Administração Interna (MAI) para que anule a portaria hoje publicada em Diário da República porque está “ferida de ilegalidade”, uma vez que os sindicatos da PSP não foram ouvidos nesta matéria.

Armando Ferreira lamentou que a lei não tenha sido cumprida e exigiu que a portaria seja anulada para que se inicie a negociação coletiva.

O presidente do Sinapol avançou que vai impugnar judicialmente o documento caso o MAI não anule a portaria que altera os requisitos de admissão ao curso de formação de agentes da Polícia de Segurança Pública.

Em comunicado, o Sindicato Independente dos Agentes de Polícia (SIAP) também critica o facto de os sindicatos não terem sido consultados, frisando que “o incumprimento da lei mostra a credibilidade da alteração agora introduzida”.

O SIAP sublinha que sempre defendeu que “a atratividade na carreira tem que obrigatoriamente passar pela revisão das tabelas remuneratórias, atualização dos suplementos e pela melhoria de condições de vida dos profissionais” e considera que a portaria tem “algumas incongruências graves” como o aumento da idade limite para entrar na PSP.

Segundo a portaria hoje publicada, a idade máxima de admissão ao curso de agentes da PSP vai passar dos 30 para os 34 anos e para os 39 anos no caso de funcionários públicos e militares das Forças Armadas.

“A idade média dos policias já está num patamar demasiado elevado. Esta medida é contrária ao desejado rejuvenescimento da PSP e também uma medida antagónica àquela desenhada em 2015 quando o XIX Governo Constitucional [do PS] desenhou e aprovou o atual estatuto da PSP”, refere o sindicato, manifestando estupefação com a eliminação de uma altura mínima de ingresso.

Segundo o SIAP, esta eliminação “colide com as exigências para o concurso a certas funções, como por exemplo na Unidade Especial de Polícia”.

O comunicado, assinado pelo presidente Carlos Torres, destaca ainda algumas alíneas que “são por si só completamente irreais”.

De acordo com o sindicato, “fica aberta a possibilidade de admissão de cidadãos condenados por sanções penais, desde que, na ótica do Governo, não seja inibidora do exercício da função” e “passa a ser possível admitir cidadãos com diminuídos valores cívicos e morais, contanto que não colidam com os princípios éticos e deontológicos da função policial”.

Últimas do País

O presidente do CHEGA revela que desapareceram documentos e duas 'pens' com informação relacionada com a Comissão Parlamentar de Inquérito a Luís Neves e com o gabinete do primeiro-ministro. A Polícia Judiciária está a investigar.
A Unidade Nacional Contraterrorismo da Polícia Judiciária está hoje a fazer diligências no gabinete do presidente do CHEGA na Assembleia da República, depois de André Ventura ter divulgado nas redes sociais que o espaço teria sido invadido.
A GNR deteve, nos primeiros quase sete meses deste ano, 155 suspeitos da prática do crime de incêndio florestal, depois de em 2025 ter registado 5.301 crimes ligados a este delito, foi revelado esta terça-feira.
O incêndio em Rochoso, Guarda, que começou às 13:51 de segunda-feira, tem três frentes ativas hoje de manhã, que estão a ser combatidas por 320 operacionais, 90 viaturas e 11 meios aéreos, disse a Proteção Civil.
Cerca de 300 pessoas tiveram de ser retiradas das suas habitações hoje de noite, em Setúbal, devido a um incêndio num estacionamento subterrâneo, onde arderam seis veículos, disse à Lusa fonte da proteção civil.
Documentos espalhados pelo chão, mobiliário remexido e evidentes sinais de intrusão. Foi este o cenário encontrado, na manhã desta terça-feira, no gabinete do presidente do CHEGA, André Ventura. O caso surge poucas horas depois de o líder do partido ter exigido, em entrevista à CMTV, um maior escrutínio sobre os casos polémicos que envolvem o antigo diretor nacional da Polícia Judiciária e atual ministro da Administração Interna, Luís Neves.
O Ministério da Educação registou até agora 15 mil pedidos de reapreciação de prova, mais do dobro dos 6.200 pedidos registados na primeira fase do ano passado, anunciou hoje o ministro.
Um homem de 31 anos suspeito de ter matado um primo, de 52, no concelho de Ansião, no domingo à noite, foi detido, disse hoje fonte do Comando Territorial de Leiria da Guarda Nacional Republicana (GNR).
Suspeito de 34 anos agrediu violentamente uma jovem antes de enfrentar os agentes chamados à ocorrência. Acabou algemado e detido.
Investigação da Polícia Judiciária (PJ) nasceu de uma denúncia com alegadas provas de fugas de informação antes da divulgação oficial das nomeações. Mensagens, áudios e registos de chamadas integram o processo que envolve responsáveis da arbitragem.