Inspeção identifica unidades de saúde sem preparação para catástrofe

Nenhum estabelecimento de saúde auditado entre 2020 e 2024 previa o recurso a pessoal externo, para fazer face a situações de emergência de elevado impacto, no setor público administrativo, revelou a Inspeção Geral das Atividades em Saúde (IGAS).

© D.R.

Da mesma forma, “não foram dadas evidências da formação contínua dos trabalhadores em áreas conexas com a resposta a situações de catástrofe”, assinalou a IGAS num documento publicado ‘online’ na sexta-feira.

As conclusões relativas ao setor público administrativo indicam que em duas das quatro entidades não foram definidos procedimentos ao nível da organização dos recursos humanos para dar resposta a uma situação de emergência externa e que nenhuma entidade previa o recurso a pessoal externo, seja mediante recrutamento, seja através de parcerias com outras entidades.

Neste sentido, a IGAS recomendou a elaboração de um plano de emergência e catástrofe para situações externas, que estabeleça “a organização e a mobilização de recursos humanos, bem como a formação em situação de catástrofe”.

As auditorias visaram sobretudo a capacidade de resposta das entidades de saúde perante situações de emergência de impacto elevado, não previstas e desconhecidas, mantendo padrões mínimos de continuidade dos serviços, bem como a segurança dos utentes e profissionais.

No total, foram visadas 19 entidades no plano de inspeção da IGAS, entre hospitais e centros de saúde da rede pública, tendo sido emitidas 228 recomendações.

“As entidades da região do Norte foram aquelas às quais foram dirigidas mais recomendações, uma média de 13 recomendações por processo. As entidades das outras três regiões registaram uma média de recomendações de 11,2 (Grande Lisboa), 11,5 (Península de Setúbal) e 11,8 (Centro)”, de acordo com o relatório.

Em seis entidades não eram realizadas inspeções periódicas regulares pela Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) e em quatro não havia procedimentos internos de atuação, espaço e equipamentos de descontaminação ou de protocolos estabelecidos com outras entidades para resposta a vítimas de contaminação por agentes biológicos, químicos ou radiológicos.

“Em mais de metade das entidades auditadas era necessário definir ou clarificar circuitos de comunicação com as famílias, a imprensa, os profissionais de saúde e as entidades pré-hospitalares, nomeadamente os interlocutores, os espaços dedicados e os meios de comunicação”, constatou a IGAS.

No setor empresarial do Estado, nove entidades não possuíam estimativas de bens e medicamentos, em função de cenários prováveis de ocorrência de catástrofe.

“Nenhuma das entidades definira mecanismos formais de cooperação para a troca de bens e equipamentos com outras instituições”, lê-se no relatório.

Ao nível da cadeia de comando, foram também identificadas falhas.

A IGAS recomendou inspeções regulares da Proteção Civil e outras medidas que permitam uma pronta resposta a situações de catástrofe, como identificar áreas de encaminhamento das vítimas após a triagem e especificar os equipamentos e linhas próprias de emergência geral e clínica a utilizar numa situação destas.

A Inspeção sublinhou a importância de ser elaborado “um procedimento inequívoco” de comunicação com as forças de segurança pública.

“Elaborar um Plano de Emergência Externo uniforme e integrado para a atual realidade da entidade, independentemente, das características e especificações de cada unidade de cuidados de saúde” é outra das recomendações constantes numa extensa lista.

O setor público administrativo deve atualizar os instrumentos de gestão previstos na legislação em vigor e elaborar planos setoriais para evacuação em caso de emergência.

No regulamento interno, deve prever um “Comité de Segurança” e respetivas competências, enquanto serviço e unidade de apoio.

Últimas do País

Suspeitos terão vigiado o estabelecimento antes de avançarem para o assalto. A vítima foi manietada e ficou ferida. Um cidadão travou o roubo e os dois homens acabaram em prisão preventiva.
Homem de 49 anos tinha cumprido cerca de 15 anos de prisão por crimes da mesma natureza. Segundo a PJ, terá sequestrado uma vítima em Torres Novas, sendo ainda suspeito de violação. A vítima conseguiu libertar-se e pedir ajuda. Pouco depois, o suspeito terá atacado e roubado outra pessoa.
Mais de 26 mil doentes críticos não foram socorridos pelo INEM com os meios mais adequados em 2025, ano em que a taxa de paragem das Ambulâncias de Emergência Médica (AEM) melhorou, mas ainda ficou acima dos 38%.
Um homem, de 48 anos, foi detido por "fortes indícios" de um número "ainda indeterminado" de crimes de pornografia de menores agravados, ocorridos no Montijo, anunciou hoje a PJ, adiantando que o suspeito ficou obrigado a apresentações semanais pelo tribunal.
Homem de 35 anos foi intercetado durante uma fiscalização quando circulava num velocípede elétrico. Militares encontraram produto suspeito escondido numa embalagem de tabaco de enrolar e o teste confirmou tratar-se de canábis.
Homem de 31 anos era procurado pelas autoridades brasileiras por suspeitas de ter submetido a própria irmã a atos sexuais, em duas ocasiões, em 2016. Foi localizado pela Polícia Judiciária e ficou em prisão preventiva enquanto aguarda o processo de extradição.
Suspeito era considerado amigo da família e terá usado essa relação de confiança para levar a criança até casa, em Portimão. Prometeu-lhe gomas e, já a sós, atraiu-a para o quarto com o pretexto de lhe fazer uma massagem. Foi detido e será presente a primeiro interrogatório judicial.
Operação avaliada em 380 milhões de euros coloca o Estado como segundo maior acionista de referência da REN. O preço acordado representa um prémio superior a 55 milhões face à cotação da participação quando Montenegro anunciou o negócio.
A mãe do menino de três anos encontrado sozinho na madrugada de ontem nas escadas do prédio em que vive, em Braga, já foi localizada e constituída arguida, disse fonte da PSP à Lusa.
O primeiro fogo não atingiu as instalações partidárias e levou ao corte da eletricidade. Três horas depois, um novo foco surgiu dentro da sede e destruiu mobiliário, arquivos e equipamentos.