Sindicato dos Juízes pede “solução condigna” para tribunais de Coimbra e Sintra

A Associação Sindical dos Juízes Portugueses (ASJP) pediu hoje ao Ministério da Justiça uma "solução condigna" para a reinstalação do Tribunal Administrativo Fiscal de Coimbra e para o Palácio da Justiça de Sintra.

© Conselho Superior da Magistratura

Através de duas comunicações enviadas hoje para o gabinete da ministra da Justiça, Rita Alarcão Júdice, o sindicato que representa os juízes alertou para as más condições de Coimbra e de Sintra, pedindo que os problemas sejam resolvidos para que “seja possível oferecer aos cidadãos um serviço judicial em condições de dignidade e segurança”.

Em relação ao Tribunal Administrativo e Fiscal de Coimbra, a ASJP indicou que a reinstalação deste tribunal, com caráter provisório, será feita no antigo Tribunal do Trabalho de Coimbra, que é um edifício “antigo e degradado”, lê-se na comunicação a que a Lusa teve acesso.

Além disso, as instalações são “manifestamente insuficientes” para todos os trabalhadores – oito magistrados judiciais, três magistrados do Ministério Público, um juiz de direito em regime de estágio, um auditor de justiça e 11 funcionários judiciais.

O edifício, acrescentou o sindicato, não tem salas de audiência suficientes, nem tem salas para testemunhas e mandatários.

As más condições do edificado estendem-se a Sintra e, segunda a comunicação enviada para o Ministério da Justiça, a Associação Sindical dos Juízes Portugueses relata que o terceiro andar do Palácio da Justiça de Sintra se encontra interdito “na sequência de um curto-circuito provocado pela infiltração de água num quadro elétrico”.

Devido a este problema, as secretarias do Tribunal Administrativo e Fiscal de Sintra tiveram de ser transferidas para outro piso e tiveram de ser encerrados os gabinetes de juízes e procuradores que trabalhavam no terceiro andar.

No mesmo piso, foram ainda encerradas sete das oito salas de audiências, “três das quais afetas ao Tribunal Administrativo e Fiscal de Sintra, com a consequente perturbação de funcionamento”, acrescentou o sindicato.

Últimas do País

O Sindicato dos Técnicos de Emergência Pré-Hospitalar (STEPH) afirmou hoje que as seis ambulâncias de emergência médica do Algarve estão todas paradas por falta de meios, pelo menos até às 16h00.
A Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE) apreendeu mais de 3.500 artigos e instaurou seis processos-crime numa fiscalização ao cumprimento das normas de comercialização de produtos alimentares com ‘cannabis sativa’.
A Liga dos Bombeiros Portugueses (LBP) criou uma ‘task-force’ de quatro ambulâncias dos bombeiros da Ajuda, Cabo Ruivo, Camarate e Cascais para socorro pré-hospitalar este fim de semana, foi anunciado.
As urgências dos hospitais do país tinham, cerca das 09h30 de hoje, 443 doentes à espera de primeira observação, com tempos médios de quatro horas e 54 minutos para os urgentes e de 49 minutos para os muito urgentes.
Um bombeiro da corporação de Mira de Aire foi hoje agredido por um popular quando prestou socorro num acidente rodoviário no concelho de Porto de Mós (Leiria), afirmou o comandante.
Os internamentos em cuidados intensivos por gripe aumentaram na última semana, revela hoje o Instituto Nacional de Saúde Ricardo Jorge (INSA), que registou neste período 1.340 casos da doença e um excesso de mortalidade por todas as causas.
Duas urgências de Ginecologia e Obstetrícia vão estar encerradas no sábado, número que sobe para três no domingo, maioritariamente na região de Lisboa e Vale do Tejo, segundo as escalas de urgências publicadas no Portal do SNS.
A enfermeira diretora demissionária da ULS Amadora-Sintra disse esta sexta-feira que devido à falta de apoio da tutela ao Conselho de Administração do hospital Amadora-Sintra “é impossível” este “gerir o que quer que seja”.
A Polícia Judiciária (PJ) realizou hoje buscas na Câmara Municipal de Aveiro, no âmbito de uma investigação sobre a eventual prática de crimes de prevaricação e violação de regras urbanísticas.
Portugal registou a segunda maior subida homóloga dos preços das casas, 17,7%, no terceiro trimestre de 2025, com a média da zona euro nos 5,1% e a da União Europeia (UE) nos 5,5%, divulga hoje o Eurostat.