MP acusa 24 pessoas de vender droga no Bairro Novo da Pasteleira no Porto

O Ministério Público (MP) acusou 24 pessoas de, entre janeiro de 2023 e julho de 2024, se dedicarem de forma hierarquizada à venda de droga no Bairro Novo da Pasteleira, no Porto, adiantou hoje a Procuradoria-Geral Regional do Porto.

© Facebook\ aspppsp

Os arguidos, detidos em julho de 2024, vendiam diretamente a droga aos consumidores naquele bairro de forma organizada e hierarquizada e divididos em dois grupos paralelos, revelou a procuradoria.

Em cada um dos grupos, os alegados traficantes assumiam diferentes papéis, designadamente de líder, gerente, ponta, angariador/vigia, casas de recuo e casas de fuga, sublinhou.

Os líderes, que detinham a droga, tinham como funções dominar a rede e contratar colaboradores, os gerentes eram responsáveis por gerir a subestrutura do ponto de venda direta e os pontas vendiam a droga, explicou.

Por seu lado, os angariadores/vigias procediam ao encaminhamento dos compradores e mantinham a vigilância dos locais onde os restantes arguidos procediam às vendas, as casas de recuo eram as habitações onde se dissimulava, manuseava e dividia a droga e as casas de fuga eram usadas para albergar os arguidos que fugiam às autoridades policiais, acrescentou a procuradoria.

No despacho de acusação, de 07 de janeiro, o MP requereu a perda a favor do Estado de toda a droga apreendida (heroína, cocaína, haxixe e outros) e a sua destruição, dos bens relacionados com a atividade criminosa e de 17.757 mil euros.

Seis dos 24 arguidos estão sujeitos a medidas de coação detentivas, frisou.

Os 24 arguidos estão acusados de tráfico de droga e tráfico de menor gravidade e, uma das arguidas, está indiciada de um crime de detenção de arma proibida.

Últimas do País

Fernando Alexandre admite demitir-se se a auditoria concluir que houve responsabilidade política na implementação da digitalização.
A fragata portuguesa destacada para uma missão em Cabo Verde acabou por integrar o programa oficial da visita de Estado de António José Seguro, acolhendo um almoço com o Presidente cabo-verdiano.
Os contratos de maior valor celebrados entre a Polícia Judiciária e a Construbarcelos, empresa de um empreiteiro amigo do ministro da Administração Interna, nunca foram tornados públicos no Portal Base. A PJ recorreu ao regime de contratação excluída para impedir a divulgação da documentação relativa à maioria dos ajustes diretos.
O jovem de 19 anos detido nos Açores por alegada pornografia de menores numa Instituição Particular de Solidariedade Social (IPSS), ficou a aguardar o desenrolar do processo em liberdade, mas proibido de se aproximar e contactar a vítima.
O Sindicato dos Médicos do Norte pediu à Inspeção-Geral das Atividades em Saúde (IGAS) que investigue o Centro de Sangue e da Transplantação do Porto (CSTP) por os médicos estarem, alegadamente, sujeitos a trabalho suplementar não remunerado.
Um sismo de magnitude 2,4 na escala de Richter foi sentido hoje na ilha do Pico, nos Açores, informou o Centro de Informação e Vigilância Sismovulcânica dos Açores (CIVISA).
O Comando Regional da Madeira da PSP deteve dois homens na terça-feira por tráfico de droga e apreendeu mais de 6,9 quilogramas de produtos estupefacientes, foi hoje anunciado.
O presidente do CHEGA, André Ventura, considerou esta quarta-feira que existem motivos suficientes para a constituição de uma comissão parlamentar de inquérito aos mandatos do ministro da Administração Interna, Luís Neves, à frente da Polícia Judiciária.
A Polícia Judiciária (PJ) encontrou indícios dos crimes de descaminho e abuso de poder na deslocação do reboque apreendido num processo de tráfico de droga que foi encontrado atracado a um camião da empresa Construbarcelos, que fez obras numa propriedade do ministro da Administração Interna. O procurador-geral da República já mandou abrir um inquérito.
O professor de 33 anos detido por suspeita de abuso sexual de crianças numa escola na Madeira ficou em prisão preventiva, depois ter sido presente hoje a primeiro interrogatório judicial.