Ano judicial abre hoje com um protesto de funcionários judiciais à porta

O ano judicial abre hoje oficialmente, numa cerimónia no Supremo Tribunal de Justiça que terá à porta um protesto de funcionários judiciais, contra a proposta de revisão da carreira.

© D.R

A vigília silenciosa convocada pelo Sindicato dos Funcionários Judiciais (SFJ), e à qual também aderiu o Sindicato dos Oficiais de Justiça (SOJ) ficará marcada pelas t-shirts negras de protesto, com a frase “Justiça para quem nela trabalha”.

Em causa está a proposta de revisão da carreira destes profissionais, entregue pelo Ministério da Justiça aos sindicatos no final de dezembro no âmbito da revisão do seu estatuto profissional, com condições que ambos os sindicatos consideraram inaceitáveis, como a divisão da carreira em duas e valorizações salariais que as estruturas não aceitam.

Fora dos discursos oficiais, procuradores e juízes já fizeram saber, através dos respetivos sindicatos e associações sindicais, que esperam que 2025 não seja um ano de ‘mais do mesmo’, apelando à resolução de problemas, como o da revisão do Estatuto dos Funcionários Judiciais, lembrando os adiamentos causados pelas sucessivas greves, e a reformas estruturais, pedindo que a Justiça seja colocada como prioridade nacional e de ação política, sem esquecer as reivindicações de valorização das respetivas carreiras e da melhoria das condições de trabalho.

Nos discursos será a estreia do novo Procurador-Geral da República, Amadeu Guerra, na cerimónia de abertura do ano judicial, empossado em outubro, assim como da ministra da Justiça, Rita Alarcão Júdice, e do presidente da Assembleia da República, José Pedro Aguiar-Branco, novos titulares nestas funções na sequência das eleições legislativas de março.

Já o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, deverá discursar hoje pela penúltima vez nesta cerimónia.

A cerimónia oficial está marcada para as 15:00, no Salão Nobre do Supremo Tribunal de Justiça, em Lisboa, e discursam a bastonária da Ordem dos Advogados, Fernanda de Almeida Pinheiro, o Procurador-Geral da República, Amadeu Guerra; a ministra da Justiça, Rita Alarcão Júdice; o Presidente do Supremo Tribunal de Justiça, o juiz conselheiro João Cura Mariano; o presidente da Assembleia da República, José Pedro Aguiar-Branco; e o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa.

Últimas do País

Três encapuzados terão hoje amordaçado um homem em Vila Nova de Veiga, em Chaves, e roubado dinheiro e ouro, tendo-se colocado em fuga no carro da vítima, segundo fonte da GNR.
O Tribunal de Aveiro condenou hoje a 20 anos de prisão um homem de 75 anos que confessou ter matado outro à facada em 2023, na via pública em Águeda.
A Ordem dos Médicos exigiu esta segunda-feira explicações urgentes sobre a falha de energia que afetou os sistemas informáticos do SNS na sexta-feira e poderá ter deixado mais de 150 mil consultas e atos clínicos sem registo em tempo real.
A Associação Portuguesa de Apoio à Vítima (APAV) apoiou nos últimos cinco anos 8.540 pessoas idosas vítimas de crime e violência, o que representa uma média de cinco por dia, divulgou hoje a instituição.
Um homem detido na quinta-feira por suspeitas de violência doméstica contra a mãe em Vimioso, distrito de Bragança, ficou com pulseira eletrónica, anunciou hoje a GNR.
O CHEGA pediu hoje a reapreciação parlamentar do decreto que visava regular a utilização de bandeiras em edifícios públicos proibindo bandeiras de natureza ideológica, partidária ou associativa, na sequência do veto do Presidente da República.
Em dez anos, o número de alunos com nacionalidade estrangeira nas escolas públicas quase quadruplicou (aumento de 283%), de 42878 em 2014-15 para 164492 em 2023-24, de acordo com o Balanço Anual da Educação 2026, da Fundação Belmiro de Azevedo.
Mais de cem escolas do ensino pré-escolar e básico estavam hoje de manhã encerradas ou condicionadas pela greve nacional de professores, segundo dados apurados pela plataforma cívica da metaPROF.
Vinte e dois concelhos dos distritos de Faro, Santarém, Leiria, Coimbra, Castelo Branco e Bragança apresentam hoje um perigo muito elevado de incêndio rural, segundo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).
Os distritos de Bragança, Viseu, Guarda, Vila Real e Castelo Branco estão esta segunda-feira sob aviso amarelo devido à previsão de aguaceiros por vezes fortes e trovoadas frequentes e dispersas, segundo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).