PJ detém mulher por suspeita de crimes do esquema “Olá, pai/Olá, mãe”

A Polícia Judiciária (PJ) deteve hoje uma mulher estrangeira de 25 anos, suspeita de crimes de burla qualificada, falsidade informática e branqueamento relacionados com o esquema ‘Olá, pai/Olá, mãe” e que renderam dezenas de milhares de euros.

© Facebook da PJ

“A investigação, liderada pela Unidade Nacional de Combate ao Cibercrime e à Criminalidade Tecnológica (UNC3T) da PJ, em cooperação com o Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) da Amadora, iniciou-se em meados de 2024, tendo as várias diligências, efetuadas no âmbito da recolha de informação e a respetiva análise, resultado na identificação da suspeita em pelo menos nove inquéritos”, adiantou a PJ em comunicado.

Os crimes terão permitido “ilicitamente obter lucros que, até ao que foi possível apurar até à data, ascendem a dezenas de milhares de euros”.

A busca domiciliária realizada permitiu a apreensão de diversos equipamentos informáticos e de comunicações que vão ser alvo de perícias e a detida vai ainda ser presente a primeiro interrogatório judicial para aplicação de medidas de coação.

A PJ recorda em comunicado que o ‘modus operandi’ deste tipo de burla “traduz-se num esquema fraudulento onde os agentes do crime contactam as vítimas, através da aplicação WhatsApp, fazendo-se passar ardilosamente pelo(a) filho(a) ou familiar próximo das mesmas, ainda que através de um novo número de telefone (com a referência de que o telefone/cartão se avariou), usando (por ser fácil de obter nas redes sociais) fotos de perfil desse filho(a)/familiar”.

A PJ aconselha nestes casos a nunca dar como garantido que a mensagem recebida foi de facto enviada pelo filho ou familiar, sugerindo um contacto telefónico direto, permitindo a confirmação por voz da autenticidade ou falsidade da mensagem, reiterando ainda que não devem ser feitas transferências de dinheiro sem a certeza absoluta da identidade do destinatário e que em caso de dúvida deve ser contactado o piquete da PJ.

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